Plano de Reestruturação (2025 - 2027)

 

Foto de um caminhão dos Correios vindo em uma estrada de terra no meio da floresta. Frase: Uma nova entrega todo dia.
Foto de um caminhão dos Correios vindo em uma estrada de terra no meio da floresta. Frase: Uma nova entrega todo dia.

 

Todo brasileiro tem direito de saber o que está mudando nos Correios.

Os Correios costumam aparecer no debate público por meio de manchetes sobre lucros, prejuízos ou desempenho operacional. Esses temas são importantes, mas nem tudo o que aparece em um balanço financeiro explica, sozinho, os Correios.

Os desafios são reais, mas ignorá-los nunca foi opção. Por isso, os Correios iniciaram a maior transformação de sua história recente. O objetivo é tornar a empresa mais eficiente, melhorar a qualidade das entregas e prepará-la para as novas demandas da economia e da sociedade.

Somos uma empresa, mas também somos uma infraestrutura nacional. Uma rede construída ao longo de gerações para conectar pessoas, serviços públicos e negócios em um país marcado por grandes distâncias e desigualdades.

Por isso, esta página reúne não apenas indicadores e números, mas também contexto. Aqui você encontra informações oficiais sobre o Plano de Reestruturação 2025–2027: o que já mudou, o que está mudando e o que ainda precisa avançar.

Uma nova entrega já começou.

  

Por que o mundo ainda precisa de Correios

Há mais de três séculos, os Correios fazem algo que, no Brasil, nunca foi simples: chegar. Chegar em um território marcado por distâncias que não são apenas geográficas.

Onde a rota é longa, o custo é alto e o retorno econômico é baixo, presença não é conveniência. É o que impede que a distância se transforme em isolamento.

Esse é o princípio que sustenta os serviços postais em todo o mundo: garantir que pessoas, empresas e governos permaneçam conectados, independentemente da viabilidade econômica de cada rota.

A digitalização reduziu o volume de correspondências em todo o mundo. Ao mesmo tempo, ampliou a necessidade de logística para comércio eletrônico, exportação, rastreamento, integração de cadeias produtivas e serviços digitais.

Para milhares de pequenos negócios brasileiros, por exemplo, a agência dos Correios mais próxima continua sendo a porta de entrada para o comércio eletrônico nacional. É ela que dá suporte físico necessário para que uma venda realizada pela internet chegue a qualquer região do país.

Em um país como o Brasil, essa missão continua essencial. O desafio mudou. A necessidade de conexão, não.

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O Brasil que os Correios conectam

Os Correios conectam o Brasil real. Segundo a pesquisa PNAD Contínua TIC 2023, do IBGE, cerca de 20 milhões de brasileiros ainda não têm acesso regular à internet. Para parte dessa população, não existe substituição digital possível.


Há lugares onde uma entrega depende do nível dos rios. Há municípios onde o deslocamento leva dias. Há regiões onde o custo da operação supera o retorno econômico da rota. Ainda assim, a encomenda segue, e chega.


Esse compromisso tem nome: universalização postal. É ele que garante atendimento permanente a todos os municípios brasileiros, independentemente da distância, do volume transportado ou da rentabilidade da operação.


Manter esse alcance exige equilíbrio: rotas mais densas subsidiam aquelas onde o custo é maior e o volume, menor. Durante décadas, essa engrenagem se sustentou. Hoje, exige mais para manter o mesmo resultado.


É essa equação que sustenta, ou deixa de sustentar, o sistema postal público. É ela que o Plano de Reestruturação busca reequilibrar.

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Uma transformação global

Os Correios do Brasil não estão sozinhos. Operadores postais de todo o mundo estão revisando seus modelos de negócio, modernizando operações, reduzindo custos e buscando novas fontes de receita.


Segundo a União Postal Universal (UPU), entre 2006 e 2023 a economia global cresceu 75%, enquanto a receita do setor postal avançou apenas 4%. A transformação deixou de ser uma escolha.


Na França, a La Poste ampliou serviços ao cidadão e integrou novas soluções financeiras e logísticas. Nos Estados Unidos, o USPS executa um amplo programa de reorganização operacional. No Canadá, novos modelos de distribuição vêm sendo testados para reduzir custos e ampliar eficiência.


O Brasil faz parte desse movimento.

A resposta do Brasil

Nos Correios, os desafios atuais resultam da combinação entre mudanças estruturais do mercado, aumento de custos e passivos acumulados ao longo dos anos.


Em 2025, o resultado dos Correios foi pressionado por uma combinação de fatores: queda da receita internacional, provisões judiciais, aumento de custos de pessoal e despesas financeiras. Juntos, esses impactos somaram R$ 6,2 bilhões e ajudam a explicar o cenário que levou à criação do Plano de Reestruturação.

O que pressionou o caixa - desktop.png
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Mesmo diante desses impactos, os Correios encerraram 2025 com R$ 2,17 bilhões em caixa, mantendo a continuidade da operação, dos contratos e dos compromissos previstos.

O Plano de Reestruturação 2025–2027 responde a esse contexto. Seu objetivo é claro: garantir que os Correios continuem cumprindo sua missão pública com mais eficiência e sustentabilidade financeira.

O Plano em ação

O Plano de Reestruturação 2025–2027 está organizado em três fases encadeadas. Cada etapa prepara a seguinte.

Para sustentar essa transição, foram aprovadas operações de crédito privado de até R$ 12 bilhões, com garantia da União e quitação prevista a partir de recursos gerados pela própria empresa. O crédito é destinado à recomposição do capital de giro, regularização de compromissos financeiros e investimentos em logística e infraestrutura.

Os recursos têm papel delimitado: viabilizar a execução do Plano durante a transição. Não substitui disciplina operacional, eficiência nem geração de receita.

Fase 1 — Estabilizar a operação (2025–2026)

Recompor o caixa, normalizar as entregas e regularizar compromissos financeiros. Os precatórios foram parcelados até dezembro de 2026. A dívida tributária com a Receita Federal foi renegociada em até 60 parcelas.
Sem estabilidade, não existe transformação.


Fase 2 — Reorganizar e modernizar (2026–2027)

Modernizar estruturas, automatizar a logística e reorganizar a operação. Inclui revisão de rotas, modernização de centros de tratamento e distribuição, controle de despesas e reorganização da força de trabalho. Atualmente, 77% das unidades dos Correios já estão em processo de modernização.
Meta: retorno ao equilíbrio financeiro em 2027.


Fase 3 — Crescimento sustentável (a partir de 2027)

Desenvolvimento de novas receitas, parcerias estratégicas e novos modelos de negócio. A terceira etapa concentra a expansão de serviços apoiados na infraestrutura já existente. Duas parcerias com o setor privado já foram aprovadas, outras seis estão em negociação.


A modelagem dessa etapa conta com apoio de consultoria técnica especializada e experiência internacional em transformações postais. A ideia central é ampliar o uso da capilaridade logística existente para novos serviços e soluções.

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O que já mudou

Os resultados já aparecem na operação, no atendimento ao cliente e no desempenho dos negócios.

Mais entregas no prazo

Em janeiro de 2026, o índice de entregas no prazo estava em 64%. Em maio, a pontualidade alcançou média nacional superior a 95%. Em vários estados, o indicador já supera 98%, demonstrando mais regularidade nas entregas e mais previsibilidade para os clientes.


Menos reclamações

As manifestações registradas no Reclame Aqui caíram 57% em um ano. A quantidade de manifestações por encomenda entregue foi reduzida pela metade em relação ao mesmo mês do ano anterior.


Clientes mais satisfeitos


De janeiro a maio de 2026, o Net Promoter Score (NPS), indicador de satisfação do cliente, avançou 32,5 pontos. Qualidade operacional e confiança andam juntas: quando a entrega melhora, o cliente percebe.

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Receita em crescimento

Até maio de 2026, a receita dos Correios superou a meta estabelecida para o período. Os dez maiores clientes realizaram, em conjunto, 113% do previsto.


Entre os destaques estão:


• logística, com 270% da meta acumulada;
• mensagens, com 112%;
• marketing direto, com 109%.


Cliente atendido no prazo volta a contratar.


Despesas em queda

Até maio de 2026:


• renegociações contratuais geraram R$ 321 milhões em economia;
• mais de 99% dos fornecedores voltaram a receber em dia;
• a venda de imóveis subutilizados já projeta mais de R$ 22,6 milhões em receita patrimonial adicional;
• 78% da meta financeira de redução de despesas para 2026 já foi atingida.


Estrutura mais eficiente


A recuperação dos Correios não depende apenas de aumentar receitas. Também exige utilizar melhor os recursos já disponíveis. Por isso, o Plano de Reestruturação inclui medidas de gestão de pessoas voltadas à melhor distribuição das equipes e ao uso mais eficiente da capacidade instalada da empresa.


Quase 7 mil empregados aderiram voluntariamente ao Plano de Desligamento Voluntário (PDV), nos últimos dois anos. Como resultado, a economia estimada para o biênio 2026–2027 é de R$ 923 milhões. Também foi aprovado o primeiro Plano de Cargos e Salários (PCS) dos Correios em 18 anos, que reduz distorções acumuladas ao longo dos anos e alinha a estrutura à realidade da empresa, tornando-a mais eficiente e sustentável.


Governança permanente


O Plano de Reestruturação é acompanhado por três camadas de governança:


• semanalmente, pela diretoria-executiva dos Correios;
• mensalmente, pelo Conselho de Administração e pelo Conselho Fiscal;
• trimestralmente, pela Comissão Interministerial de Governança Corporativa e Participações, com participação de representantes da Casa Civil, das Comunicações, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e da Fazenda.


Essa estrutura assegura acompanhamento permanente, controle, transparência e correção de rota ao longo da execução do Plano.


Esses resultados não encerram o desafio, mas mostram que a direção mudou.

Uma nova entrega. A mesma missão

Há 363 anos, os Correios não entregam apenas objetos. Entregam acesso e oportunidades. A transformação em curso existe para garantir que essa história continue sendo escrita nos próximos capítulos.

Só em 2025, foram 7,69 milhões de atendimentos previdenciários realizados em municípios sem unidade própria do INSS. Foram distribuídos 118,2 milhões de livros didáticos e transportadas 9,8 milhões de provas do Enem para 1.802 municípios de todo o país.

Essa é uma missão que combina eficiência econômica e interesse público. O Plano de Reestruturação busca fortalecê-la, preparando os Correios para os desafios de um mundo em transformação.

O que esta página mostra não é promessa. É uma mudança em andamento: acompanhada por indicadores, atualizada mensalmente e construída dia após dia.

O Plano segue até 2027.

Na última milha, é continuar chegando, a todos os lugares, todos os dias.

Última atualização: maio/2026.
Próxima atualização prevista: junho/2026

DECOM - GAPRE - PRESI

Além das manchetes

Dados, contexto e informação para compreender os Correios além das notícias do dia.

Os desafios são reais, o resultados precisam ser acompanhados e o debate público precisa ser qualificado.

  O que dizem x O que os dados mostram

O QUE DIZEM

“Os Correios são sustentados por impostos pagos pelo contribuinte.”

O QUE OS DADOS MOSTRAM

Os Correios não recebem dinheiro público para se manter. A empresa opera com receitas geradas pelos próprios serviços e negócios.
Como ocorre em organizações públicas e privadas, a empresa também pode recorrer a financiamentos para realizar investimentos, modernizar operações e apoiar processos de transformação.


Esses recursos não são repasses destinados ao custeio da operação diária da empresa. São empréstimos que devem ser pagos pelos próprios Correios, com receitas geradas por sua atividade.


O contexto - Ao longo de sua história recente, os Correios registraram lucro em diversos exercícios e distribuíram dividendos à União por anos consecutivos. O debate legítimo não é se cada entrega realizada pelos Correios é paga pelo contribuinte. A questão central é como garantir a sustentabilidade de uma rede presente nos 5.570 municípios brasileiros, inclusive onde a operação é mais cara, mais complexa e menos rentável.


O QUE DIZEM

“Os Correios não funcionam.”

O QUE OS DADOS MOSTRAM


Os Correios entregam, diariamente, cerca de 5 milhões de objetos. A cada 100 entregas, mais de 95 chegam ao destino dentro do prazo previsto. Em muitos estados, esse índice já supera 98 em cada 100 objetos entregues.

Além das entregas comerciais, os Correios distribuem livros didáticos para as escolas públicas de todo o país, transportam provas do Enem, realizam operações de apoio à saúde pública, atendimentos previdenciários e diversas outras atividades de interesse nacional.

O contexto - Quando uma entrega atrasa, ela gera uma experiência negativa legítima para quem a aguardava. Mas uma operação que movimenta milhões de objetos todos os dias precisa ser avaliada pelo conjunto de seus resultados.
Os indicadores mostram uma melhora consistente da pontualidade, da qualidade operacional e da satisfação dos clientes.


O QUE DIZEM

“Os Correios não são mais necessários.”

O QUE OS DADOS MOSTRAM

A transformação digital não reduziu a importância da logística, fez exatamente o contrário. Quanto mais digital se torna a economia, mais importante se torna a infraestrutura responsável por conectar produtores, empresas, governos e consumidores.


Ao mesmo tempo, novas soluções, como o marketplace Mais Correios, ajudam empresas a acessar mercados, terceirizar operações logísticas e ampliar sua presença digital.


O contexto - Os Correios continuam entregando encomendas, mas hoje também ajudam pequenos negócios a vender, produtores rurais a alcançar novos mercados e empresas a competir em uma economia cada vez mais conectada.