Centro Cultural Rio de Janeiro
Centro Cultural Correios Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro Corredor Cultural 20010-060 - Rio de Janeiro - RJ
Como chegar: Metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção a Rua da Alfândega); ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas ( Terminal Praça XV); VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a Av. Rio Branco/Uruguaiana).
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Telefone: 0XX 21 3088-3001 E-mail: centroculturalrj@correios.com.br
Funcionamento: O Centro Cultural Correios recebe visitantes de terça-feira a sábado, das 12 às 19h. Entrada franca. A unidade conta com acesso para pessoas cadeirantes .
O imóvel foi inaugurado em 1922
As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.
A inauguração oficial do Centro Cultural Correios
aconteceu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.
Suas instalações,
adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos, com galerias preparadas para exposições de arte, interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.
No segundo andar, se encontra a Sala de Vídeo, espaço preparado para receber projetos de Audiovisual, Palestras, Workshops entre outros, e capacidade para 40 pessoas.
No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 170 pessoas. Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infraestrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.
Praça dos Correios
uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto. O local também está apto a acolher ações propostas por artistas, curadores e produtores culturais.
Planta do Centro Cultural do Rio de Janeiro (.pdf 1kb)
Programação

Serviço
Exposição: Há Quanto Tempo Não Olho Para o Céu?
Artista: Aruane Garzedin
Curadoria: Shannon Botelho
Abertura: 28 de janeiro de 2026
Visitação: de 28 de janeiro a 14 de março de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Aruane Garzedin apresenta exposição individual no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro “Há quanto tempo não olho para o céu?”, exposição individual de Aruane Garzedin, apresenta cerca de 20 trabalhos, em acrílico sobre tela, obras em papel, além de uma instalação e um trabalho têxtil de grandes dimensões, reunindo um conjunto significativo da pesquisa da artista sobre as relações entre corpo, espaço e tempo no contexto urbano. Com curadoria de Shannon Botelho, a mostra desloca o olhar para o chão da cidade como superfície de inscrição da vida cotidiana, da memória e da experiência sensível. A partir de camadas pictóricas, fragmentos urbanos e jogos de presença e ausência, as obras propõem uma reflexão crítica sobre territorialidades e exclusões, sobre modos de habitar e atravessar o espaço urbano contemporâneo. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro apresenta a exposição “Há quanto tempo não olho para o céu?”, individual da artista baiana Aruane Garzedin, que inaugura no dia 28 de janeiro de 2026, das 16h às 20h. Com curadoria de Shannon Botelho, a mostra reúne cerca de 20 trabalhos, em acrílico sobre tela, obras em papel, além de uma instalação e um trabalho têxtil de grandes dimensões, apresentando ao público um recorte significativo da pesquisa da artista em torno das relações entre corpo, espaço e tempo no contexto urbano. Formada em Arquitetura e Urbanismo, Aruane Garzedin transita há décadas pelo campo das artes visuais, desenvolvendo uma prática que nasce da observação atenta da cidade e de seus ritmos. Ao longo de sua trajetória, a pintura em tela se ampliou à escala urbana através do grafite e da instalação, refletindo processos de apropriação, desgaste e reinscrição do espaço urbano. Em “Há quanto tempo não olho para o céu?”, o olhar da artista se concentra no chão da cidade — superfície onde os fluxos, apagamentos e permanências se inscrevem de forma concreta e simbólica. “O chão é materialidade e fricção, mas enquanto espaço público é um território social que reflete questões mais amplas como o direito à cidade, conflitos e negociações”, afirma Aruane Garzedin. Suas pinturas em acrílico sobre tela apresentam fragmentos desse universo: calçadas, sombras, objetos esquecidos, cercamentos, sinalizações e desenhos urbanos que emergem como vestígios de presença humana e experiência cotidiana, organizados por uma estrutura pictórica marcada pela sobreposição de camadas e por uma economia cromática rigorosa. Na instalação Sem gravidade (180 × 340 cm), realizada em impressão sobre voil, a artista traz a noção de chão como presença e, através da permeabilidade e da suspensão, tensiona noções de peso, apoio e desconexão na experiência espacial sob o impacto das novas tecnologias e redes sociais. Outro destaque da mostra é o trabalho de O solo em comum (180 × 130 cm), tendo um tapete como suporte, que propõe uma relação direta entre corpo e obra, evocando o chão como espaço de diálogo, atravessado por múltiplas presenças e narrativas que podem ser corrosivas. Para o curador Shannon Botelho, “o chão aparece na obra de Aruane como origem e destino, um território onde se inscrevem tanto os projetos de mundo quanto os seus fracassos”. Segundo ele, “ao deslocar o olhar para baixo, a artista nos convida a perceber aquilo que permanece à margem do olhar apressado, revelando a cidade como um campo de disputa entre memória, uso e apagamento”. As pedras portuguesas, elemento emblemático da paisagem urbana do Rio de Janeiro, estruturam diversas composições apresentadas na mostra, organizando padrões que atravessam a superfície pictórica e ampliam a espacialidade das cenas. “Esses desenhos não conduzem à abstração”, observa Shannon Botelho, “mas abrem a imagem para uma convivência entre geometria, objetos ordinários e jogos de sombra, recusando qualquer idealização da cidade”. Atualmente, a artista reside entre Salvador, na Bahia, e o Rio de Janeiro, experiência que atravessa diretamente sua pesquisa e aprofunda sua percepção sobre diferentes dinâmicas urbanas. Ao apresentar “Há quanto tempo não olho para o céu?” no Centro Cultural Correios, em pleno centro do Rio de Janeiro, a exposição estabelece um diálogo direto com o território que a inspira. As obras de Aruane Garzedin propõem uma experiência de observação desacelerada e crítica, convidando o público a refletir sobre suas próprias formas de habitar, atravessar e sentir o espaço urbano, a partir de imagens abertas, fragmentárias e atravessadas pelo tempo.
A Artista
Aruane Garzedin (1959, Salvador, BA. Vive e trabalha entre Salvador, BA, e Rio de Janeiro, RJ), é artista visual com exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Possui graduação em Arquitetura, mestrado em Arquitetura e Urbanismo e doutorado em Belas Artes. A cidade constitui um laboratório para a observação da relação corpo/espaço/tempo, eixo temático no qual se desenvolve a sua poética visual. A partir de 2016 sua pintura se ampliou aos muros e às intervenções na paisagem. Natural de Salvador, é também escritora e busca unir essas diferentes linguagens em seu fazer artístico.

Serviço
Exposição: Dobras e Desdobras
Artista: Liane Roditi
Curadoria: Isabel Sanson Portella
Abertura: 28 de janeiro de 2026
Visitação: de 28 de janeiro a 14 de março de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Dobras e Desdobras marca a primeira exposição individual de Liane Roditi, com curadoria de Isabel Sanson Portella, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. A mostra investiga as relações entre corpo, memória e matéria, abordando estruturas de silenciamento, apagamento e objetificação das mulheres. Reunindo vídeos, performances, fotografias, instalações, esculturas, pinturas, desenhos e objetos, a artista constrói um percurso sensível entre esforço, resistência e transformação. Na abertura, Roditi apresenta a performance Até 120, que ativa o corpo como lugar de acúmulo e escolha. A exposição propõe um ambiente imersivo, onde gesto, materialidade e luz articulam narrativas sobre o corpo feminino e suas camadas históricas.
A artista Liane Roditi apresenta sua primeira exposição individual, Dobras e Desdobras, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, com curadoria de Isabel Sanson Portella, com abertura no dia 28 de janeiro de 2026, das 16h às 20h. A mostra reúne um conjunto de 40 trabalhos que investigam as relações entre corpo, memória e matéria, colocando em foco as estruturas de silenciamento, apagamento e objetificação das mulheres. Durante a abertura da mostra, Liane realizará a performance Até 120, às 18h30.
A pesquisa de Liane Roditi parte da observação do corpo em movimento e de suas constantes transformações frente às condições impostas pelas estruturas patriarcais. Com formação em dança, a artista compreende o corpo como território de experiência, percepção e memória, utilizando-o como meio de expressão e resistência. Sua prática transita por diferentes linguagens, como performance, vídeo, fotografia, desenho, pintura, escultura e instalação, e articula materialidades diversas, como pedras, cabelos, fibras vegetais, sisal, tecidos e fragmentos do cotidiano, estabelecendo conexões entre o pessoal e o coletivo.
Segundo a curadora Isabel Sanson Portella, “a força da obra de Liane Roditi encontra-se nos desdobramentos, no movimento, na transformação. São delicadezas que revelam a tensão existente entre desgaste e permanência, continuidade e finitude”. O corpo, eixo estrutural de sua produção, aparece como extensão da natureza e da história, carregando marcas, restos e vestígios que se inscrevem na memória.
A EXPOSIÇÃO
A performance Até 120 (2025) inaugura o percurso expositivo e condensa questões centrais da pesquisa da artista. Nela, Liane Roditi pensa o corpo como um lugar de acúmulo, um espaço onde o tempo se deposita lentamente e onde pesos visíveis e invisíveis se somam ao longo da vida. A ação se desenvolve a partir da repetição e da escolha, do movimento entre manter e soltar, reconhecendo que nem tudo o que nos atravessa precisa ser levado adiante. Há um esforço silencioso em lidar com memórias, afetos, culpas e responsabilidades que se acumulam, muitas vezes sem que se perceba o quanto pesam. “A performance nasce da necessidade de olhar para aquilo que carrego, sem nomear ou classificar, apenas reconhecer”, afirma a artista.
Essa dimensão do acúmulo, do esforço e da dissolução também atravessa o vídeo Sal, apresentado por meio de um monóculo instalado na parede. Dispositivo óptico historicamente associado à observação íntima de imagens, como fotografias familiares e registros do passado, o monóculo cria uma experiência concentrada e silenciosa, convidando o visitante a se aproximar do objeto e do conteúdo que ele abriga. No vídeo, a artista caminha pelo mar à noite, iluminada apenas pela luz da lua, entrando na água até desaparecer ao fundo. A ação aborda a dissolução progressiva do corpo feminino, acionando noções de apagamento, silêncio e transmutação. Ao olhar pelo monóculo, o espectador adentra um universo escuro e restrito, acompanhando de perto o desaparecimento do corpo na escuridão, o que intensifica a imersão na performance e reforça a sensação de isolamento e introspecção.
O uso de cabelos, da própria artista e de outras mulheres, sisal e fibras vegetais aparece em diferentes trabalhos instalativos que evocam o fazer manual, a ancestralidade e as redes de ligação entre mulheres. Inspiradas por narrativas históricas e simbólicas, como a trajetória de Santa Bárbara e o conto de Rapunzel, essas obras investigam os efeitos do confinamento, do controle e da violência sobre os corpos femininos. Em Ossatura (2026), instalação, site específico com 180 metros de fibras trançadas, sisal, cabelos, pedras e elementos orgânicos, Liane Roditi constrói uma estrutura que atravessa o espaço como um corpo em sustentação. O gesto de trançar carrega uma dimensão afetiva e amorosa, mas também remete à sobrevivência e à resistência, como nos saberes das mulheres escravizadas que criavam mapas e escondiam sementes em seus cabelos. Esses elementos operam como camadas simbólicas que atravessam a produção, entre cuidado e aprisionamento.
Entre os trabalhos apresentados, destacam-se ainda Vertebrada (2024), um véu de 18 metros de comprimento confeccionado em tule e voil, bordado com 33 pedras de rio de diferentes tamanhos e tonalidades, e o políptico fotográfico Ocultar Revelando (2023). As fileiras de pedras evocam as vértebras da coluna, eixo central do corpo, estabelecendo um paralelo simbólico com o peso historicamente sustentado pelas mulheres, uma carga que se acumula ao longo de um percurso socialmente esperado. “Tempo e memória atravessam esse processo”, aponta a artista, destacando também o interesse por linhas, formas e pelos contrastes de luz e sombra, que intensificam as noções de ocultamento, apagamento e dissolução do corpo feminino.
Em Campo de Forças (2025), instalação composta por esculturas de fragmentos do corpo moldados em gesso pedra e fixados diretamente na parede, instala-se uma tensão em suspensão. Não se sabe se esses corpos estão sendo sugados pela superfície ou se tentam emergir e atravessá-la. Os gestos habitam um campo ambíguo entre delicadeza e tensão, dualidade recorrente na obra de Roditi. A relação com a parede, com vórtices e com partes do corpo que emergem da superfície dialoga diretamente com o conto O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman, referência fundamental para a artista, especialmente nas questões ligadas ao casamento, ao controle e ao apagamento dos corpos femininos.
O espaço expositivo é configurado com iluminação de baixo contraste, direcionada às obras, reforçando o uso do claro-escuro como elemento compositivo e criando uma atmosfera intimista e onírica. As instalações utilizam fibras, sisais e pedras que atravessam o espaço, contornam objetos e estabelecem linhas contínuas entre chão e paredes. As pedras funcionam como pontos de ancoragem, peso e memória, articulando temas como permanência, resistência e esforço físico e histórico, além de sugerirem rastros e trajetórias femininas frequentemente invisibilizadas.
Ao longo de Dobras e Desdobras, a articulação entre vídeos, objetos, performances e instalações transforma o espaço em uma composição contínua entre corpo e matéria. “Nada é mais importante do que compreender as dualidades”, afirma Isabel Sanson Portella. “Nada nos representa mais do que o entendimento do nosso corpo como extensão da natureza. O corpo existe também nos restos, nos vestígios, e fica inscrito na memória.” A exposição propõe, assim, um percurso de desafios e escolhas, um mergulho em vozes e silêncios, desenvolvendo e desdobrando questões que o tempo e a sociedade insistem em apagar.
Dobras e Desdobras fica em cartaz para visitação até 14 de março de 2026. A entrada é gratuita.
A ARTISTA
Liane Roditi (1967), carioca, bailarina e artista visual, vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil. Graduada em Dança pela Faculdade da Cidade, estudou na Escola de Belas Artes da UFRJ e frequenta cursos regulares na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Participou de exposições coletivas, entre elas Encontrar a Solidez, na Galeria Anita Schwartz, Rio de Janeiro, com curadoria de Bruna Costa (2025). Foi selecionada pela Chamada Aberta da Apexart, em Nova York (EUA), para a mostra The Uterus is also a Fist (2026), com curadoria de Talita Trizoli e Renata Freitas, junto ao coletivo GAF. Sua trajetória inclui também participações em residências artísticas, com destaque para a temporada no Vermont Studio Center, em Johnson, EUA (2024).

Serviço
Exposição: Ruínas: Passado/Presente
Artista: Rodrigo Pedrosa
Curadoria: Marcus de Lontra Costa
Abertura: 28 de janeiro de 2026
Visitação: de 28 de janeiro a 14 de março de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
O Artista Plástico Rodrigo Pedrosa apresenta nesta sua nova individual no Centro Cultural Correios um conjunto de 21 esculturas em técnica mista de grandes e médios formatos. São obras figurativas expressionistas de grande carga dramática e força expressiva que retratam o momento dramático da humanidade.
Mãos, braços, olhos, rostos, fragmentos de corpos que constroem uma colmeia antropomórfica, retalhos e fragmentos de uma humanidade dilacerada. Esse é o território onde atua Rodrigo Pedrosa, essa é a sua figuração fantástica que ele oferece ao olhar incrédulo e assustado. Sem temer o medo, assumindo as dores e as chagas do corpo humano, tudo aqui relata histórias de violência e agressão.
Não há tempo para utopias, nem organizações espaciais que aludem ao mundo geometrizado e ordeiro, nostalgias de um tempo passado e de uma humanidade que acreditava ser feliz. Para o artista, o processo criativo é um caldeirão fervente de lendas, mistérios, escombros, matérias sólidas e incandescentes, feijoada antropofágica com pitadas generosas de dor, paixão e desejo.
Se na mostra anterior (no MAC Niterói) do artista, seus personagens caminhavam em direção ao abismo, hoje eles mergulham no poço profundo do mistério das cavernas. Em meio à queda subsiste nessas figuras um certo piscar de olhos, algo indecifrável como a esfinge. Ao fim e ao cabo falamos sempre das mesmas coisas, da vida e da morte, da arte como bálsamo ou veneno, da prisão inexorável do tempo no mundo distópico onde vivemos.

Serviço
Exposição: Tessituras do Adeus
Artista: Sandra Gonçalves
Curadoria: Leticia Lau
Abertura: 28 de janeiro de 2026
Visitação: de 28 de janeiro a 14 de março de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Sob o prisma da finitude e da reflexão sobre a existência, a exposição "Tessituras do Adeus" de Sandra Gonçalves oferece um mergulho profundo nas complexidades da vida e da morte através de um conjunto impactante de imagens. Com inauguração marcada para o próximo mês, a mostra apresentará 15 fotografias de médio formato cuidadosamente selecionadas, pela curadora Letícia Lau, para explorar poeticamente o tema da transitoriedade.
Cada imagem na exposição é o resultado de uma meticulosa tessitura de experiências pessoais de despedida, onde Sandra Gonçalves funde suas próprias fotografias com achados digitais, criando composições híbridas que transcendem o espaço e o tempo. O espectador é convidado a se aproximar da narrativa profunda que emerge do diálogo entre elas.
"Essa reflexão imagética é resultado de uma longa despedida, que se transformou num átimo quando o tempo se contraiu no puro agora, e o confronto com a impossibilidade do controle do fluxo da vida", reflete Sandra Gonçalves. Suas imagens captam momentos fugidios em espaços hospitalares e outros cenários ressignificados, ecoando temas de fragilidade, resiliência e a persistência da espécie como formas possíveis de imortalidade.
Para Sandra, a exposição é um convite à introspecção sobre o legado humano e a inevitabilidade da morte, conceitos que permeiam suas obras com uma sensibilidade única. Cada fotografia não apenas documenta, mas também questiona o significado da existência e as epifanias que nos conectam ao efêmero.
A exposição "Tessituras do Adeus" estará em cartaz no Centro Cultural Correios, a partir do dia 28 de janeiro, prometendo uma experiência artística profunda e provocativa para todos os visitantes interessados em explorar os limites da vida e da arte.
Sobre a artista
Sandra Maria Lúcia Pereira Gonçalves, está como Pesquisadora e Professora Associada do Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil, na área da Fotografia. Artista Visual desde a década de 1990. Possui graduação em Comunicação Visual pela Escola de Belas-Artes (EBA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – década de 1980, Brasil. Mestrado e doutorado em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na década de 1990. Desde 2000, produz e expõe suas obras relacionadas à fotografia que possuem, como ponto de partida, a fotografia analógica com temáticas ligadas a reflexões sobre o tempo. Aderiu à produção com equipamento digital, mas continua fotografando também com equipamento analógico. Participa do Grupo de Extensão Lumen (UFRGS) onde se desenvolve pesquisa prático/teórica sobre os processos Históricos de Impressão Fotográfica.

Serviço
Exposição: Passagens, Vertígios
Artista: Sheila Mancebo
Curadoria: Bruna Costa
Abertura: 10 de dezembro de 2025
Visitação: de 10 de dezembro a 21 de fevereiro de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
A exposição “Passagens, vestígios” reúne obras inéditas de Sheila Mancebo no Centro Cultural Correios RJ.
Mostra investiga os ciclos e a memória dos materiais, articulando resíduos têxteis e plásticos ao histórico de transformação do polo têxtil de Nova Friburgo.
A exposição “Passagens, vestígios” apresenta obras de Sheila Mancebo no Centro Cultural Correios RJ, com abertura em 10 de dezembro. A mostra reúne trabalhos inéditos desenvolvidos a partir de resíduos têxteis e plásticos coletados em confecções da região serrana fluminense. A artista utiliza fragmentos descartados para investigar relações entre tempo e transformação e permanência. Ao prensar tecido com plástico e operar cortes, dobras e sobreposições, desloca questões tradicionais da pintura para materiais não convencionais, explorando transparência, opacidade e variações sutis de cor.
Os trabalhos resultam de um processo de reorganização do excedente industrial. Retalhos irregulares são modulados e recombinados, criando composições que buscam ordenar aquilo que originalmente surge como sobra. Mesmo transformados, carregam marcas do uso anterior, preservando sinais de curvaturas, torções e dobras que introduzem memória e acaso no conjunto. A artista propõe, assim, uma reflexão sobre o ciclo de descarte e reaproveitamento presente tanto na indústria local quanto no cotidiano.
A curadoria de Bruna Costa aproxima essas experimentações da história do polo têxtil de Nova Friburgo, que se reinventou após o fechamento das grandes fábricas ao longo do século passado. O material utilizado por Sheila integra essa cadeia produtiva que se reconfigurou em torno de pequenas confecções. A presença de formas circulares e semicirculares, muitas vezes estruturadas por bastidores, reforça a ideia de ciclo e remete tanto a práticas manuais de costura quanto à observação de ritmos naturais.
“A partir dos anos 1980, com o fechamento de grandes fábricas e a consequente onda de desemprego, os operários de Nova Friburgo precisaram reinventar seus modos de subsistência a partir do próprio ofício. Nesse processo, pequenas confecções passaram a ocupar o lugar dos antigos parques industriais e deram origem a uma nova economia baseada na produção de moda íntima e fitness, que acabaria por transformar a cidade em referência nacional. Diante da máquina da modernidade quebrada, a população reuniu os cacos e resíduos deixados pela indústria para construir um presente possível, capaz de vestir e sustentar novos modos de vida” contextualiza a curadora.

Serviço
Exposição: Amazônidas
Curadoria: Renata Costa
Abertura: 10 de dezembro de 2025
Visitação: de 11 de dezembro a 21 de fevereiro de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Exposição “Amazônidas” Celebra a Potência Feminina e Artística da Amazônia no Rio de Janeiro.
O Instituto Mulheres Artistas da Amazônia (IMAA) desembarca no Rio de Janeiro para apresentar a exposição “Amazônidas” no Centro Cultural Correios. O instituto tem como objetivo fortalecer e dar visibilidade à rica produção artística feminina da Amazônia. A abertura (vernissage) ocorrerá no dia 10 de dezembro de 2025, e a visitação, que é gratuita, seguirá de 11 de dezembro de 2025 a 21 de fevereiro de 2026.
Com a curadoria de Renata Costa, “Amazônidas” reunirá quatorze artistas que apresentarão 38 obras, propondo uma reflexão profunda sobre a identidade cultural na Amazônia, através de diversas linguagens, como pinturas, fotografias, instalações e esculturas.
O projeto ganhou força e inspiração pela realização da COP 30 em Belém, uma vez que os artistas compartilharam suas vivências, explorando artisticamente a riqueza da cultura local. As obras abordam temas centrais como ancestralidade, biodiversidade, religiosidade, cotidiano ribeirinho e o patrimônio herdado dos colonizadores.
Nas suas criações, os artistas transformam memória e fé em expressões visuais, reivindicando espaço e voz na história da arte brasileira. “Amazônidas” convida o público a aprofundar-se nessa diversidade e força, revelando a Amazônia como um cenário vibrante, matéria-prima e principal fonte de inspiração. Durante a visita à mostra, os espectadores são convidados a contemplar a beleza estética, assim como a profundidade histórica e emocional que cada obra transmite.

Serviço
Exposição: Michelangelo: O Mestre da Capela Sistina
Abertura: 28 de novembro de 2025
Visitação: de 28 de novembro a 21 de fevereiro de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada: R$50,00 / R$25,00 (meia entrada previstas em Lei)
Ingressos: Clique Aqui
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
"Michelangelo: O Mestre da Capela Sistina"
O cenário cultural carioca se prepara para receber “Michelangelo: O Mestre da Capela Sistina”, a maior exposição imersiva do gênio renascentista já realizada no Brasil. Chegando no dia 28 de novembro, ao Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, o evento promete uma jornada sem precedentes pela vida e obra de um dos maiores artistas de todos os tempos. Com mais de mil metros quadrados, a mostra foi cuidadosamente concebida para oferecer uma experiência profundamente imersiva e interativa. A exibição contará com 15 salas contendo réplicas de obras, manuscritos, desenhos e esculturas em tamanho real, incluindo uma novidade exclusiva e diferente das temporadas passadas: ambientes imersivos dedicados à famosa “Pietà”, escultura que representa a Virgem Maria segurando seu filho Jesus nos braços, e à Capela Sistina. A abertura ao público está marcada para 28 de novembro, ao meio-dia, com ingressos a partir de R$ 25, à venda no site oficial.
Entre os grandes destaques, o público encontrará a Sala de Projeção da Pietà, que trará uma experiência inovadora e sem precedentes. Neste ambiente imersivo, a icônica escultura será apresentada por meio de projeções interativas e imersivas e conteúdo audiovisual exclusivo, revelando detalhes e emoções da obra-prima de uma forma nunca vista.
Para complementar a experiência, a exposição reserva uma sala imersiva e exclusiva, inteiramente dedicada aos afrescos da Capela Sistina. Este ambiente, desenvolvido de forma inédita para o Rio de Janeiro, oferece uma perspectiva única e aprofundada sobre uma das maiores obras-primas da humanidade. Por meio de projeções grandiosas e envolventes, os visitantes embarcam em uma jornada educativa e visualmente deslumbrante, explorando a genialidade de Michelangelo. Será uma verdadeira aula que desvenda os segredos da criação e os profundos significados por trás de cada detalhe, incluindo a icônica 'A Criação de Adão' no teto. “Estamos trazendo para o Rio de Janeiro uma exposição que não apenas celebra a genialidade de Michelangelo, mas que redefine a forma como o público interage com a arte clássica. É a maior mostra imersiva do artista já realizada no Brasil, um marco que une tecnologia e história para proporcionar uma vivência inesquecível. Cada ambiente foi pensado para que o visitante se sinta parte da criação, explorando desde o ateliê do mestre até a grandiosidade da Capela Sistina e a delicadeza da Pietà”, afirma Felipe Pinheiro, Produtor Executivo da Exposição.
A exposição funcionará de terça a sábado, das 12h às 19h, com a última entrada permitida às 18h. Para garantir a participação nesta experiência, a organização disponibilizará uma lista de espera para a venda de ingressos a partir de 11 de novembro. E já no dia 11, clientes SulAmérica terão um benefício exclusivo, com acesso antecipado à compra de ingressos no primeiro dia de vendas (antes da abertura oficial) e 30% de desconto. A venda de ingressos para o público, em geral, ocorrerá no dia 18 novembro, com valor fixo de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada).
MICHELANGELO - Michelangelo Buonarroti (1475-1564) nasceu em Caprese, na região da Toscana, Itália, e faleceu em Roma. Renomado por suas contribuições à escultura, pintura e arquitetura durante o Renascimento, suas obras mais famosas incluem a estátua de “David”, “Moisés”, “Pietà” e os afrescos da Capela Sistina, com destaque para “A Criação de Adão” e o “Juízo Final.” Como gostava de retratar o corpo humano em suas obras, também estudou anatomia e até dissecou cadáveres. Além de pintor e escultor, Michelangelo escrevia poemas. Foram mais de 300 ao longo da vida. Seu acervo, que abrange diversas disciplinas artísticas, está distribuído em importantes museus pelo mundo, como a Galleria dell'Accademia em Florença e no Vaticano.
CAPELA SISTINA - Uma das principais obras de Michelangelo foi a pintura dos afrescos do teto da Capela Sistina, no Vaticano, entre 1508 e 1512, trabalho encomendado pelo Papa Júlio II. Antes de iniciar o que se tornaria um dos grandes projetos de sua vida, o artista se debruçou por pelo menos um ano em estudos. Michelangelo fez inúmeros esboços para retratar com a fidelidade da sua visão e imaginação figuras divinas e humanas. Na abóbada (teto curvilíneo) da Capela Sistina, pintou as passagens da Bíblia a partir de nove histórias de Gênesis sobre a criação do Universo e do homem. A pintura é considerada uma das grandes obras da humanidade, não apenas pela complexidade, mas pela mistura humana, cultural, política e religiosa da época a partir do olhar de um dos mais renomados artistas do Renascimento.
A exposição “Michelangelo: O Mestre da Capela Sistina” é apresentada pelo Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei Rouanet e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, pela bGO, Deeplab e SulAmérica. Com correalização do MIS Experience, CULTSP e do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, a mostra tem patrocínio máster da TotalEnergies e Enel Brasil, patrocínio ouro da Brasilcap e da JCPM, por meio do Shopping RioMar Fortaleza, e conta com o patrocínio do Centro Cultural Correios e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro. A exposição possui apoio do UOL, OCCAM BRASIL e do Consulado Geral da Itália em São Paulo. Os direitos de imagem são da SEE e da Bridgeman Images.

