Centro Cultural Rio de Janeiro

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 Carta de Serviços ao Cidadão

A Carta de Serviços do Centro Cultural Correios Rio de Janeiro apresenta as atividades, serviços e formas de acesso oferecidos ao público. O documento reúne informações sobre visitação, pesquisas, exposições, projetos culturais, acessibilidade e canais de atendimento. Seu objetivo é orientar e aproximar os cidadãos da unidade cultural, fortalecendo o acesso à memória e à história da comunicação postal e telegráfica no Brasil e ainda a diversas atrações culturais.

Clique aqui e acesse a Carta de Serviços do Centro Cultural - RJ

  Visitação

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro Corredor Cultural, Rio de Janeiro – RJ, CEP 20010-060

Funcionamento: Terça a sábado, das 12h às 19h.

Informações e agendamento de visitas: (21) 3088-3001 / centroculturalrj@correios.com.br

Entrada Franca.

Para conhecer todas as regras, orientações e procedimentos de visitação, recomenda-se a consulta à Carta de Serviços do Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. O documento reúne informações sobre visitas (livres e guiadas), agendamentos, apresentação de projetos culturais, acessibilidade, registro de fotos e demais normas que garantem a preservação do acervo e uma experiência segura e agradável para todos os visitantes.

Como chegar: Metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega); ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até à Av. Rio Branco/Uruguaiana).

Clique aqui e acesse a localização

O imóvel foi inaugurado em 1922

As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.

Foto da Fachada do Centro Cultural
Foto exposição selo

A inauguração oficial do Centro Cultural Correios

aconteceu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.

Suas instalações,

adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos, com galerias preparadas para exposições de arte, interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.

No segundo andar, se encontra a Sala de Vídeo, espaço preparado para receber projetos de Audiovisual, Palestras, Workshops entre outros, e capacidade para 40 pessoas.

No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 170 pessoas. Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infraestrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.

Foto do Salão de Exposição
Foto do Teatro do Centro Cultural

Praça dos Correios

uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto. O local também está apto a acolher ações propostas por artistas, curadores e produtores culturais.

 Confira as plantas baixas do Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro

Programação

 Exposição: A Música de Rapoport
O convite apresenta fundo branco, ao centro uma imagem abstrata e o seguinte texto - Centro Cultural Correios apresenta - A música de Rapoport - Harmonia dos Traços. Abertura - Quarta-feira 13 de maio às 16h. Exposição - De 14 de maio a 27 de junho de terça-feira a sábado das 12h às 19h.

Serviço

Exposição: A Música de Rapoport 
Artista: Alexandre Rapoport
Abertura: 13 de maio de 2026
Visitação: de 14 de maio a 27 de junho de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)

A exposição A Música de Rapoport – Harmonia dos Traços celebra a trajetória do artista plástico Alexandre Rapoport (1929–2020), apresentando um recorte significativo de sua produção e evidenciando sua aproximação com questões da arte contemporânea, especialmente a relação entre som e imagem.

Reunindo cerca de 40 obras — entre gravuras, desenhos, técnicas mistas, pinturas e esculturas — a mostra apresenta ao público um conjunto inédito, nunca antes exibido.

O eixo conceitual da exposição parte da ação invisível da música sobre o corpo e o espaço. Em cada obra, a música se traduz em linhas, formas e volumes, configurando uma linguagem visual que articula ritmo, estrutura e sensibilidade.

Por meio das diversas técnicas exploradas pelo artista, observa-se uma obra estruturada pela geometria, mas suavizada pela poesia — marca recorrente de sua produção —, na qual se destaca uma visão lúdica, luminosa e otimista do mundo.

 Exposição: Rejunte
O convite apresenta uma moldura que lembra azulejos nas cores azul e branco, ao centro a figura de uma xícara com pires e o seguinte texto - Rejunte Dolores Esos. Curadoria - Ana Carla Soler. Visitação - 13 de maio a 27 de junho 2026 terça - sábado, 12h às 19h.

Serviço

Exposião: Rejunte
Artista: Dolores Esos
Curadoria: Ana Carla Soler
Abertura: 13/05/2026
Visitação: de 13 de maio a 27 de junho de2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)

Artista Dolores Esos apresenta a exposição “Rejunte” no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro.

A mostra inédita reúne pinturas que exploram memória, cotidiano e afetividade a partir de fragmentos visuais urbanos.

A artista multidisciplinar Dolores Esos inaugura, no dia 13 de maio de 2026, a exposição Rejunte, no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro. A mostra apresenta sua mais recente série de pinturas, desenvolvida a partir de uma observação sensível do cotidiano e das memórias visuais que atravessam o tempo.

Com curadoria de Ana Carla Soler e apoio institucional do Instituto Artistas Latinas, a exposição propõe um mergulho em fragmentos aparentemente discretos, como azulejos, cerâmicas, fachadas, grades e objetos domésticos que, reunidos, constroem uma narrativa poética sobre memória afetiva e identidade coletiva.

Em Rejunte, Dolores transforma esses elementos em composições que evocam diferentes temporalidades. Suas obras sugerem a coexistência de múltiplos passados no presente, convidando o público a acessar lembranças pessoais e compartilhadas. Em um contexto marcado pela produção massiva de imagens digitais e pela ação de inteligências artificiais, a artista propõe um movimento inverso: o resgate da experiência sensorial e das memórias construídas a partir do contato direto com o mundo.

“A exposição é um convite para que cada visitante reconheça, nas imagens apresentadas, fragmentos de suas próprias vivências, completando os trabalhos com seus repertórios afetivos”, propõe a artista.

Com trajetória consolidada nas artes visuais, design, cenografia e muralismo, Dolores Esos iniciou sua formação na Escola de Belas Artes da UFRJ e graduou-se em Cenografia pela UNIRIO. Ao longo de sua carreira, participou de projetos de destaque no Brasil e no exterior, incluindo exposições na Itália e em Nova Iorque, onde foi indicada ao Cash Prize da Latin American Contemporary Fine Art Competition, promovida pela Agora Gallery.

Sua atuação também se estende ao muralismo e à arte urbana, com trabalhos realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de colaborações com marcas como Adidas, Vogue, Globo, Warner Bros., Granado e Coca-Cola. Em 2025, teve uma obra incorporada ao acervo permanente do STRAAT Museum, em Amsterdã, consolidando sua presença no cenário internacional da arte urbana.

A exposição no Centro Cultural dos Correios marca mais um momento significativo em sua trajetória, reafirmando sua pesquisa artística centrada na memória, na materialidade e na construção coletiva de sentidos.
 

 Exposição: Furando a Bolha
O convite apresenta uma imagem de uma mulher branca e um homem negro um ao lado do outro e uma parede que lembra bolhas com desenhos abstratos e o seguinte texto - Furando a Bolha. Hebert Sobral & Dani Lacerda. Curadoria - Heberth Sobral. Centro Cultural Rio de Janeiro. Abertura - 13 Mai, 16h-19h. visitação até 27 Jun. Ter - sáb 12h - 19h.

Serviço

Exposição: Furando a Bolha
Artista: Heberth Sobral e Dani Lacerda
Curadoria: Heberth Sobral
Abertura: 13 de maio de 2026
Visitação: de 13 de maio a 27 de junho de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)

Exposição Furando a Bolha subverte a lógica da proteção industrial em mostra inédita no Centro Cultural Correios.

O que acontece quando o material destinado a proteger o valioso torna-se a própria obra? No dia 13 de maio, o Centro Cultural Correios Rio de Janeiro abre as portas para a exposição Furando a Bolha com os artistas Heberth Sobral e Dani Lacerda. A mostra transforma o plástico bolha — elemento onipresente na logística e nos próprios Correios — em suporte artístico e linguagem visual.

A exposição convida o público a refletir sobre as camadas invisíveis de isolamento e pertencimento que estruturam a sociedade atual: as bolhas sociais, políticas, digitais, econômicas, afetivas e tantas outras. Além das obras, a mostra contará com um espaço interativo onde o público poderá estourar e furar superfícies de plástico bolha, transformando o prazer sensorial do material em uma ação coletiva e um movimento para atravessar o que isola abrindo novos espaços.

A parceria nasceu de um gesto cotidiano: ao embalar obras de arte, Dani Lacerda percebeu a analogia entre o material e o corpo humano — algo valioso que exige cuidado. A pesquisa evoluiu para o campo das artes visuais sob o olhar de Heberth Sobral, surgiu daí uma investigação profunda, onde o ato de pintar "bolha por bolha" cria um "pixel analógico", tensionando noções de valor, consumo, isolamento e reflexões sociais.

 Exposição: Escultura Carnavalesca
O convite apresenta fundo na cor preta uma figura abstrata que lembra uma escultura em gesso e o seguinte texto - Escultura Carnavalesca - A Poética das Mãos. Marina Vergara. Abertura - 06 de maio das 16h às 19h. Curadoria - Katia Gorini.

Serviço

Exposição: Escultura Carnavalesca
Artista: Marina Vergara
Curadoria: JKatia Gorini
Abertura: 06 de maio de 2026
Visitação: e 07 de maio a 20 de junho de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)

A artista escultora Marina Vergara apresenta a exposição Escultura Carnavalesca, que investiga a escultura produzida nos barracões das escolas de samba como linguagem artística entre o efêmero e a permanência. Tradicionalmente criada para o desfile na Marquês de Sapucaí, essa produção ganha novo contexto ao ser levada para o espaço expositivo, onde fragmentos de alegorias são reorganizados e ressignificados.

A mostra propõe um olhar sobre o fazer escultórico carnavalesco como prática coletiva e processual, destacando a materialidade marcada pelo tempo, pelo uso e pela transformação. Ao aproximar cultura popular e arte contemporânea, o trabalho tensiona noções de autoria, obra e permanência, revelando o Carnaval como um campo potente de produção estética e simbólica.

Com três instalações, a exposição ocupa a Galeria II e a área externa, criando um percurso que vai do gesto inicial à construção final da escultura. Inspirada no cotidiano dos barracões, a proposta evidencia a articulação entre técnica, tecnologia e criação artística, além de valorizar os saberes técnicos envolvidos nesse processo.

Um dos eixos centrais da mostra é o reuso de materiais descartados após os desfiles. Ao transformar resíduos em obras, Vergara propõe uma reflexão sobre sustentabilidade e memória, convertendo o descarte em gesto poético e político.

Com mais de 25 anos de atuação no carnaval carioca, Marina Vergara desenvolveu sua trajetória diretamente nos barracões, onde construiu um método próprio de escultura em isopor e consolidou uma linguagem baseada na transformação da matéria. Doutoranda em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia pela UFRJ, é formada em Escultura pela mesma instituição e em Educação Artística pelo Instituto Metodista Bennett. Sua atuação articula produção artística, pesquisa e docência, com participação em exposições no Brasil e no exterior, além de experiência como professora universitária e carnavalesca.

A exposição convida o público a experimentar o universo da escultura carnavalesca para além do desfile, revelando seus bastidores como espaço de invenção, conhecimento e arte.

 Exposição: Entre Raízes e Paredes
O convite apresenta um desenho abstrato ao centro e o seguinte texto - Denise Calasans. Entre Raízes e Paredes.

Serviço

Exposição: Entre Raízes e Paredes
Artista: Denise Calasans
Curadoria: Marisa Flórido
Abertura: 06 de maio de 2026
Visitação: de 06 de maio a 20 de junho de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)

Há um momento em que jardim e casa deixam de ser espaços e passam a operar como memória, territórios onde gesto, cuidado e tempo se acumulam em camadas. É desse campo que emerge a produção de Denise Calasans. Carioca, com trajetória que atravessa o design, as artes visuais, a educação e a pesquisa aprofundada no Mestrado em Memória Social, a artista inaugura, no dia 6 de maio de 2026, a exposição individual Entre raízes e paredes, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, reunindo um conjunto de obras que expandem sua investigação sobre o doméstico e o vegetal como campos de experiência.

A exposição apresenta pinturas em tela e papel, instalação, vídeo, projeção, trabalhos têxteis, impressões, objetos e textos, organizados em uma proposta que se aproxima de uma dimensão cênica. Ao longo de sua trajetória, Denise Calasans desenvolve uma pesquisa centrada nas relações entre memória, natureza e construção simbólica do cotidiano. Aqui, essas questões se desdobram em um espaço que se constrói na travessia do corpo e na duração do olhar. Com curadoria de Marisa Flórido, crítica de arte, professora e pesquisadora, a mostra se organiza em torno dos núcleos Jardim e Casa, configurando um campo de tensões entre interior e exterior, permanência e transformação.

“Jardim e casa — que operam como regimes sensíveis complementares: um voltado à dissolução das demarcações, à fluidez e à expansão do gesto; outro, à inscrição, à memória e à ambivalência do cotidiano. Entre ambos, a artista constrói um campo de ressonâncias, contaminações e porosidade das bordas: entre natureza e cultura, o privado e o público, o inumano e o cultivado, o cuidado e a violência, a memória e o apagamento”, escreve Marisa Flórido.

No núcleo Jardim, pinturas se apresentam como superfícies imersivas onde o vegetal e o aquático se confundem em camadas de tinta, transparências e sobreposições. A artista utiliza pincéis da caligrafia japonesa, o shodō, em diálogo com o espirógrafo, instrumento associado ao desenho infantil. Dessa combinação emergem traços, manchas, repetições e ritmos que deslocam a pintura da representação para a experiência. “Os reflexos possibilitam renunciarmos ao horizonte, responsável por estruturar o espaço. Quer seja na escolha da paleta de cores, quer seja na luminosidade, cada efeito se revela aos poucos”, define Denise Calasans.

Na videoinstalação Sopro, realizada a partir de registros na Serra da Mantiqueira, a artista investiga a relação entre corpo e ambiente, tensionando a ideia de separação entre humano e natureza. O vídeo foi realizado na Mantiqueira, no período pré-pandemia, e foi disparador das pinturas em que a artista mergulha na pesquisa sobre a vida das plantas, com leituras de livros do autor Ailton Krenak e de A Vida das Plantas, de Emanuele Coccia.

Já no núcleo Casa, tecidos, louças, talheres, cristais, papéis e objetos pessoais, coletados em feiras e brechós, são ativados como suportes de inscrição. Em Cama e Mesa, elementos têxteis, bordados herdados e fragmentos de objetos compõem uma estrutura em suspensão que expõe tensões nas relações. Na instalação Palavras ao Vento, a artista utiliza parte do enxoval de sua avó, que se casou à distância, por meio de procuração, e imprime frases que recolheu dos questionários on-line de sua pesquisa com mulheres, sobre conversas e palavras mais frequentes em chats de mensagens na web e aplicativos de relacionamento, destacando a fluidez e a fragilidade do amor contemporâneo (Bauman), recentemente remontada na galeria Hosek Contemporary, em Berlim.

Na série Desfiar a Paisagem, a pintura se expande para o tecido, incorporando aparas da indústria da moda como matéria constitutiva da imagem, costuradas, sobrepostas e posteriormente abertas por cortes. Já em Objetos Essenciais: Uma Arqueologia — trabalho apresentado na I Bienal Internacional de Poesia Experimental da Argentina, em nov./2024 —, a artista investiga o tempo, fundindo sua memória à dos objetos em novas camadas de sentido. Nele, utensílios recebem gravações a laser, produzindo deslocamentos de sentido a partir de palavras. Em Cartas-Poema, a artista datilografa textos em papel vegetal, depois amassados e nunca enviados, reunindo fragmentos de memória e linguagem.

“Ao articular esses dois núcleos, a exposição desloca o feminino de um lugar de confinamento para um campo de operações: aquilo que sustenta, repete e cuida, mas também aquilo que prolifera, desborda e reconfigura. O que estava invisível torna-se sensível; o que era considerado menor revela sua centralidade. Entre raízes e paredes, o cuidado deixa de ser apenas um destino imposto e se apresenta como força crítica capaz de reorganizar as formas de ver, habitar e lembrar”, conclui a curadora Marisa Flórido.

A exposição fica em cartaz até 20 de junho de 2026, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. Ao longo do período, serão realizadas ações como conversas e visitas guiadas, ampliando o diálogo com o público. A entrada é gratuita.

 Exposição: Língua de Fogo
“Língua de Fogo” – Pàulla Scàvazzini.png

Serviço

Exposição: Língua de Fogo
Artista: Pàulla Scàvazzini
Curadoria: Shannon Botelho
Abertura: 27 de maio de 2026
Visitação: de 27 de maio a 04 de julho de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)

Pàulla Scàvazzini realiza sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro com pinturas que transformam o espaço em experiência sensorial
Língua de Fogo, no Centro Cultural Correios, reúne obras inéditas e instalações de grande escala que convertem pintura em corpo, paisagem e combustão.

O Centro Cultural Correios inaugura, no dia 27 de maio de 2026 (quarta-feira), a exposição Língua de Fogo, primeira mostra individual da artista Pàulla Scàvazzini no Rio de Janeiro. Com curadoria de Shannon Botelho, a exposição reúne cerca de 25 obras, entre pinturas em diferentes formatos, trabalhos sobre vidro e duas intervenções site-specific de grandes dimensões, concebidas especialmente para o espaço. A abertura acontece das 16h às 20h, com visita guiada conduzida pelo curador às 16h30.
Radicada em São Paulo, Pàulla Scàvazzini possui fortes vínculos afetivos com o Rio de Janeiro. Sua família paterna é carioca, e a artista frequenta a cidade desde a infância, mantendo uma relação contínua e íntima com sua paisagem, sua luz e sua atmosfera. Esta primeira individual no Rio marca, portanto, um momento particularmente simbólico em sua trajetória.

Em Língua de Fogo, a pintura deixa de ser apenas imagem para tornar-se acontecimento. Produzidas a partir de uma relação intensamente corporal com a matéria, as obras nascem de movimentos amplos e gestos velozes, como se cada tela preservasse o vestígio de uma dança. Cor, escala e ritmo articulam composições que evocam simultaneamente flora tropical, paisagens em transformação e atmosferas de reconstrução.
“Mais do que organizar um percurso retrospectivo, o conjunto aqui apresentado evidencia o interesse na capacidade da pintura de tornar visíveis os seus próprios procedimentos, tensões e temporalidades. Todo gesto se inscreve como registro de força, duração e desejo, cada camada de tinta é a memória visual da ação que a constituiu”, afirma Shannon Botelho.

A mostra apresenta um conjunto majoritariamente inédito e amplia investigações recentemente exibidas em Nova York, na exposição Between Utopias and Abyss, com curadoria de Maryana Kaliner, na Kaliner Gallery. No Rio, essa pesquisa ganha novas proporções e encontra na arquitetura do Centro Cultural Correios um campo de expansão.

Entre os destaques está Montanha que Escorre, instalação com cerca de dez metros de comprimento que desce da parede ao chão, dissolvendo os limites entre pintura, espaço e arquitetura. Em outra intervenção, o público é convidado a caminhar sobre a obra, incorporando-se ao fluxo da composição e transformando a experiência visual em experiência física.

As pinturas de Pàulla Scàvazzini partem de referências da botânica tropical brasileira, mas se afastam da representação para construir atmosferas marcadas por intensa vibração cromática. Tons de azul, laranja e vermelho, como diferentes temperaturas de uma chama, traduzem sensorialmente as tensões do presente, entre colapso e reinvenção.

“Entre a aparição e a dissolução da imagem, suas obras afirmam a potência do gesto como aquilo que continua ardendo, mesmo depois do fogo”, completa o curador.

Sobre a artista
Pàulla Scàvazzini nasceu em São José dos Campos, em 1990, e vive e trabalha em São Paulo. Com formação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado e Licenciatura em Educação Artística pela Faculdade Santa Marcelina, desenvolve uma pesquisa em que a pintura se expande para além da tela e dialoga diretamente com a arquitetura e com o corpo do espectador.

Ao longo de mais de uma década de produção, sua obra transitou entre retratos, paisagens, formações florais e instalações imersivas, sempre marcada pela intensidade do gesto e pela vibração da cor. Sua prática articula questões ligadas à ecologia, ao colapso contemporâneo e à construção de imaginários de transformação.
A artista participou de residências internacionais na Cité Internationale des Arts, na Zaratan Arte Contemporânea e na School of Visual Arts. Seu trabalho já foi apresentado em instituições e galerias como Paço das Artes, Casa Triângulo e School of Visual Arts, e integra coleções do Museu de Arte Brasileira da FAAP e do Museu Inimá de Paula, além de importantes acervos particulares no Brasil e no exterior.


 Exposição: ARCA QUATTRO
“ARCA QUATTRO” – Luiz Abadia.png

Serviço

Exposição: Arca Quattro
Artista: Luiz Abadia
Curadoria: Alexandre Murucci
Abertura: 27 de maio de 2026
Visitação: de 28 de maio a 04 de julho de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)

A nova exposição de Luiz Badia promove um encontro de imagens dispersas que se conectam ao imaginário coletivo. Lembranças e símbolos de diferentes épocas atravessam seus trabalhos em pintura, desenho e vídeo. Arca Quattro estabelece uma relação direta com a vivência do tempo, das imagens e dos afetos que permanecem na memória.

O poder dos símbolos, capazes de despertar emoções guardadas, histórias antigas e conexões com o presente, gera lembranças e reflexões. O impacto do observador diante das obras desperta memórias, criando um diálogo entre lembrança e esquecimento, numa experiência sensorial que busca revelar verdades ocultas.
Elementos da história da arte, símbolos da cultura pop e o gênesis da natureza, representado por animais, compõem uma “arca” de imagens aparentemente desconexas, mas que se articulam para contar histórias e tocar o inconsciente do público.

A exposição apresenta pinturas em grande formato, além de desenhos que, reunidos, formam painéis elaborados com diversos materiais — grafite, aquarela, nanquim e pastel seco — criando um aspecto de azulejaria. Os vídeos abordam imagens da natureza mescladas com pinturas, produzindo um efeito de arte em movimento. Paisagens etéreas promovem uma imersão sensorial, potencializada pela trilha sonora que conduz o público por uma viagem a lugares mágicos.
Arca Quattro dá sequência às exposições UNO, DUO e TRIO, realizadas nas unidades culturais dos Correios de São Paulo, Rio de Janeiro e Niterói.

 Exposição: Jardim
“Jardim” – Carol Ambrósio.png

Serviço

Exposição: Jardim
Artista: Carol Ambrósio
Curadoria: Gabriela Davies
Abertura: 27 de maio de 2026
Visitação: de 28 de maio a 04 de julho de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)

Carol Ambrósio apresenta “Jardim”, no Centro Cultural Correios Com curadoria de Gabriela Davies, mostra reúne esculturas, assemblages e trabalhos inéditos que transformam porcelanas, bibelôs e objetos ornamentais em metáforas sobre controle, feminilidade e resistência
A artista multidisciplinar paulistana Carol Ambrósio inaugura, em 27 de maio de 2026, a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies.

Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de investigação poética e crítica sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura.

A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas. Em Jardim, esse imaginário ressurge em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que oscilam entre ornamentação e colapso, delicadeza e tensão.

Nas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, estabelecendo uma reflexão sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. Os trabalhos evocam gestos, comportamentos e expectativas culturalmente associados ao feminino, ressignificados por meio de operações de deslocamento, ironia e resistência.

O título da mostra nasce da ideia do jardim como espaço simultaneamente natural e controlado — território em que a aparência de espontaneidade resulta, na verdade, de uma organização rigorosa. A partir dessa metáfora, a exposição propõe uma reflexão sobre os modos pelos quais determinadas noções de feminilidade foram historicamente cultivadas, moldadas e disciplinadas.

Entre as obras apresentadas estão peças da série Estruturas Moles, nas quais imagens femininas surgem parcialmente encobertas sobre pastilhas cerâmicas e tecidos bordados, além de assemblages que combinam porcelanas antigas, utensílios domésticos e esculturas híbridas. Também integram a mostra trabalhos inéditos da série Bichos, em que figuras felinas e totêmicas aparecem como contraponto simbólico à fragilidade tradicionalmente associada aos objetos decorativos.
Ao longo de sua produção, Carol Ambrósio desenvolve procedimentos de corte, destruição e recomposição como estratégia poética e conceitual. Cerâmicas tradicionais são quebradas e reorganizadas em novos corpos escultóricos, enquanto imagens são retalhadas e recombinadas em composições que operam pela metáfora. Sua pesquisa investiga justamente aquilo que pode ser transformado: objetos, memórias, narrativas e papéis sociais naturalizados.
Há, em sua obra, uma tentativa de libertação que se realiza a partir dos próprios elementos que historicamente serviram como símbolos de contenção. Ao recompor materiais ligados à ornamentação, à domesticidade e às expectativas projetadas sobre o feminino, suas esculturas instauram formas silenciosas de rebelião, deslocando sentidos cristalizados e abrindo espaço para novas possibilidades de existência.

Sobre a artista
Carol Ambrósio (São Paulo, 1981) é artista multidisciplinar. Sua produção articula-se principalmente na elaboração de assemblages e na reutilização de materiais, investigando continuamente aquilo que pode ser transformado. Seu repertório visual e conceitual é atravessado pelas experiências vividas no antiquário da família, convivência que a aproximou desde cedo de objetos, acúmulos e narrativas.

Interessada nos múltiplos significados das palavras e das imagens, a artista desenvolve trabalhos que exploram a metáfora como ferramenta crítica e poética. Sua criação busca acolher formas imperfeitas, transitórias, incompletas e não convencionais. A partir da coleta de cerâmicas tradicionais oriundas de diferentes contextos, Carol realiza processos de destruição e reconstrução que resultam em novos objetos e novas possibilidades de sentido. Também no campo bidimensional, retalha e recombina imagens como exercício de elaboração simbólica e reinvenção narrativa.

 Exposição: Caminho Suspenso
“Caminho Suspenso” – Ruan D'Ornellas.png

Serviço

Exposição: Caminho Suspenso
Artista: Ruan D'Ornellas
Curadoria: Ruan D'Ornellas
Abertura: 27 de maio de 2026
Visitação: de 28 de maio a 04 de julho de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)

A mostra propõe uma imersão em um experimento no qual a pintura abandona a superfície da tela para ocupar o espaço, transformando-se em instalação. O projeto, iniciado a partir de estudos de camadas em aquarela, desdobra-se em uma investigação sobre luz, cor, tempo e percepção espacial.

O eixo central da exposição é um labirinto que convida o público a assumir um papel ativo diante da obra. À medida que o visitante percorre o ambiente, as camadas de pintura se sobrepõem e se transformam, criando composições mutáveis que dependem do ponto de vista e da presença de cada espectador.

A experiência é intensificada pelas variações contínuas da iluminação, que altera as tonalidades do espaço e faz emergir novas nuances cromáticas nas pinturas. A instalação, assim, permanece em constante estado de transformação, reforçando a ideia de impermanência e de percepção expandida.

Em contraponto ao ritmo acelerado e hiperconectado do cotidiano contemporâneo, a exposição propõe um convite poético à desaceleração, à contemplação e à permanência no espaço.

Além da instalação imersiva, a mostra reúne uma série de pinturas derivadas dos estudos iniciais que deram origem ao projeto. Durante o período expositivo, nos dias 6 e 27 de junho, acontecerão apresentações de contação de histórias para crianças e adultos, conduzidas por Marjory Leonardo, integradas ao espaço da instalação.