Centro Cultural Rio de Janeiro
A Carta de Serviços do Centro Cultural Correios Rio de Janeiro apresenta as atividades, serviços e formas de acesso oferecidos ao público. O documento reúne informações sobre visitação, pesquisas, exposições, projetos culturais, acessibilidade e canais de atendimento. Seu objetivo é orientar e aproximar os cidadãos da unidade cultural, fortalecendo o acesso à memória e à história da comunicação postal e telegráfica no Brasil e ainda a diversas atrações culturais.
Clique aqui e acesse a Carta de Serviços do Centro Cultural - RJ
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro Corredor Cultural, Rio de Janeiro – RJ, CEP 20010-060
Funcionamento: Terça a sábado, das 12h às 19h.
Informações e agendamento de visitas: (21) 3088-3001 / centroculturalrj@correios.com.br
Entrada Franca.
Para conhecer todas as regras, orientações e procedimentos de visitação, recomenda-se a consulta à Carta de Serviços do Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. O documento reúne informações sobre visitas (livres e guiadas), agendamentos, apresentação de projetos culturais, acessibilidade, registro de fotos e demais normas que garantem a preservação do acervo e uma experiência segura e agradável para todos os visitantes.
Como chegar: Metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega); ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até à Av. Rio Branco/Uruguaiana).
O imóvel foi inaugurado em 1922
As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.
A inauguração oficial do Centro Cultural Correios
aconteceu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.
Suas instalações,
adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos, com galerias preparadas para exposições de arte, interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.
No segundo andar, se encontra a Sala de Vídeo, espaço preparado para receber projetos de Audiovisual, Palestras, Workshops entre outros, e capacidade para 40 pessoas.
No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 170 pessoas. Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infraestrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.
Praça dos Correios
uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto. O local também está apto a acolher ações propostas por artistas, curadores e produtores culturais.
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Programação

Serviço
Exposição: Dois Rios, Um Corpo D'Água
Artista: Marcia Holanda e Joésio Silveira
Curadoria: Mariana Bahia
Abertura: 7 de outubro de 2026
Visitação: de 08 de outubro a 28 de novembro de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Exposição no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro parte da relação entre dois artistas para discutir autoria, identidade e o desafio de abrir mão do “eu” para construir uma obra em comum
Dois artistas, duas trajetórias e uma obra construída em conjunto. É a partir desse encontro que nasce “Dois Rios: Um corpo d’água”, exposição de Márcia Holanda e Joésio Silveira que investiga os limites entre autoria, individualidade e criação compartilhada. Com curadoria de Mariana Bahia, idealizadora do Instituto Vozes do Mundo, a mostra ocupa o Centro Cultural Correios Rio de Janeiro e apresenta o resultado de um processo em que cada artista intervém, responde e transforma o gesto do outro, fazendo da pintura um espaço de diálogo e negociação.
Com obras produzidas a quatro mãos por Márcia Holanda e Joésio Silveira, a exposição parte de uma questão tão simples quanto desafiadora: o que acontece quando dois artistas compartilham a criação de uma mesma obra?
Na mostra, não há uma tela de Márcia ao lado de uma tela de Joésio. Os dois ocupam a mesma superfície. Cores, dimensões, técnicas, pesquisas e pinceladas passam por decisões conjuntas, fazendo com que cada trabalho seja resultado de negociação, interferência e, sobretudo, da disposição de permitir que o gesto do outro transforme o próprio gesto.
O processo nasceu de uma relação construída ao longo de cerca de cinco décadas. Primeiro, veio a amizade. Mais recentemente, o compartilhamento do ateliê aproximou também suas práticas artísticas. Entre tintas, conversas, opiniões e referências trocadas diariamente, surgiu o desejo de registrar essa cumplicidade não apenas em uma exposição conjunta, mas dentro das próprias obras.
Pintar a quatro mãos, no entanto, significou colocar em xeque uma das ideias mais arraigadas da produção artística: a obra como território individual. “Pintar em parceria não foi uma experiência fácil. Exigiu de nós maturidade e disposição de abrir mão do eu pelo nós. A conciliação e o consenso começaram na pesquisa, na escolha das cores, do tamanho da obra e seguiram até a última pincelada”, conta Márcia Holanda.
Um terceiro corpo nasce do encontro
Em “Dois Rios: Um corpo d’água”, a metáfora dos rios parte do encontro entre dois percursos distintos: cada artista chega com sua própria trajetória, repertório e modo de fazer, mas, ao trabalharem juntos, esses elementos passam a se influenciar mutuamente.
É nesse ponto que a curadora Mariana Bahia propõe a ideia de um “terceiro corpo”: uma obra que não resulta da simples soma de duas produções individuais, mas se constitui a partir do que acontece entre elas. Personalidades, vivências e soluções técnicas permanecem reconhecíveis nas telas, mas são constantemente atravessadas pelos gestos, escolhas, intervenções e descobertas do outro. A singularidade de cada artista permanece, ao mesmo tempo em que se abre à transformação.
A partir dessa dinâmica, a fronteira entre as autorias torna-se deliberadamente imprecisa. Nenhum dos dois artistas tem controle absoluto sobre o resultado, e cada decisão pode alterar o percurso da obra. A interdependência, assim, deixa de ser apenas uma condição do trabalho a quatro mãos e passa a tensionar a própria noção de autoria individual. Mais do que compartilhar uma tela, os artistas compartilham o processo de construção de algo que só existe porque ambos se deixam afetar pela presença e pelas escolhas do outro.
Como rios que alteram suas margens ao se encontrarem, os artistas permitem que a presença do outro modifique seus próprios percursos.
“Dois Rios: Um corpo d’água” é, sobretudo, uma exposição sobre aquilo que pode nascer quando criar deixa de ser um gesto individual e passa a ser um território compartilhado.

Serviço
Exposição: Retificação
Artista: Thix
Curadoria: Sara Wagner York
Visitação: de 08 de outubro a 28 de novembro de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Após sua primeira individual institucional em São Paulo, no Paço das Artes, artista apresenta no Centro Cultural dos Correios conjunto de pinturas que revisita a tradição do retrato para construir novas narrativas sobre identidade, memória e cidadania.
O Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, recebe, a partir de 7 de outubro, a exposição “Retificação”, da artista e pintora Thix. Apresentada originalmente em 2025 no Paço das Artes, em São Paulo, como parte da Temporada de Projetos da instituição, a mostra chega ao Rio em itinerância e permanece em cartaz até 28 de novembro.
Para a apresentação carioca, Thix traz ainda uma obra inédita, dedicada a Xica Manicongo, figura histórica de extrema importância para a memória das dissidências de gênero no Brasil. Xica Manicongo é reconhecida como a primeira travesti de que há registro documental no país, tendo vivido em Salvador no século XVI. Sua presença na exposição amplia a investigação de Thix sobre os processos de apagamento e reconstrução de memórias de corpos dissidentes na história brasileira.
“Retificação” reúne 35 pinturas a óleo sobre linho e toma o retrato como ponto de partida para uma investigação sobre identidade, autodeterminação, visibilidade e apagamento histórico de pessoas trans e não-binárias. A exposição propõe uma revisão da própria história da arte a partir da presença de corpos e trajetórias que, por diferentes processos de exclusão, permaneceram à margem das narrativas oficiais.
O título da exposição faz referência ao processo de retificação de nome e gênero nos registros civis, mas também amplia o sentido da palavra para pensar a necessidade de retificar apagamentos históricos. No trabalho de Thix, a pintura torna-se, assim, um instrumento de inscrição de novas memórias.
A artista parte da tradição dos retratos clássicos a óleo, historicamente associados à representação de figuras de poder, à construção de memória e à permanência de determinadas identidades na história. Thix desloca essa tradição para retratar pessoas trans e não binárias, subvertendo os códigos de um gênero pictórico tradicionalmente ligado à legitimação de determinados corpos e lugares sociais.
Realizados em pequenos formatos, os retratos evocam as dimensões de fotografias presentes em documentos oficiais, como carteiras de identidade e passaportes. A aproximação entre pintura e documento estabelece uma relação direta com os processos burocráticos de nomeação e reconhecimento civil, ao mesmo tempo em que questiona quem teve historicamente o direito de ser retratado, nomeado e lembrado.
“O retrato tem uma longa tradição na pintura, ligada à construção de narrativas de poder e de memória cultural. A instalação se infiltra nesses códigos estéticos de uma forma desobediente, situando a experiência trans como motivo principal”, afirma Thix.
O projeto foi desenvolvido ao longo de vários meses e envolveu mais de 600 horas de trabalho, a partir de encontros da artista com pessoas trans no Rio de Janeiro e em São Paulo. O processo de criação dos retratos foi atravessado por conversas e trocas sobre experiências de transição, identidade e pertencimento, estabelecendo uma relação entre pintura, escuta e construção de memória.
Para a curadora e pesquisadora Diana Conrado, a exposição também opera como uma revisão da historiografia da arte. A partir do reconhecimento de que diferentes grupos foram historicamente apagados dessas narrativas, Thix constrói uma espécie de arquivo vivo, no qual os retratados aparecem não apenas como sujeitos representados, mas como pessoas que escolhem seus próprios nomes e afirmam suas próprias identidades.
A exposição também é atravessada pela reflexão sobre o próprio ato de olhar. No texto curatorial de Sara Wagner York, os 34 retratos são compreendidos como partes de um único corpo coletivo. As singularidades de cada pessoa permanecem preservadas, mas, reunidas no espaço expositivo, produzem uma experiência compartilhada entre obra, retratados e público.
Nesse sentido, “Retificação” desloca o retrato de uma operação de simples representação para uma experiência de presença. O que está em jogo não é apenas quem é visto, mas quem possui o direito de construir a própria imagem, escolher como será nomeado e participar da produção de sua própria memória.
A inclusão de Xica Manicongo na itinerância carioca estabelece ainda uma ponte entre passado e presente. Ao voltar seu olhar para uma figura documentada no Brasil do século XVI, Thix amplia temporalmente o arquivo proposto pela exposição e evidencia que as experiências de dissidência de gênero não são um fenômeno recente, embora tenham sido historicamente submetidas a diferentes formas de apagamento, violência e silenciamento.
A itinerância no Rio de Janeiro dá continuidade, assim, ao percurso iniciado em São Paulo e reinsere a exposição em uma cidade fundamental para a trajetória e a pesquisa da artista. “Nos últimos anos, pessoas LGBTQIA+ vêm passando por mudanças sociais e jurídicas rápidas e tumultuadas no mundo inteiro. Hoje, nesse cenário de retrocessos, essas questões me parecem urgentes. Eu estou muito emocionada em apresentar esse trabalho”, afirma Thix.

Serviço
Exposição: En Raizar
Artista: Lesiane Lazzarotti
Curadoria: Riele Kraether
Abertura: 07 de outubro de 2026
Visitação: de 08 de outubro a 28 de novembro de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Em outubro, o Centro Cultural Correios apresenta “En Raizar”, exposição individual de pinturas da artista Lesiane Lazzarotti, que foca nas raízes das árvores explorando o território simbólico, onde memórias, ancestralidade e fatos presentes se entrelaçam, promovendo reflexão, no nosso processo de autoconhecimento.
“En Raizar” é marcado por gestos intensos de matéria pictórica pulsante; a artista constrói paisagens orgânicas, que revelam as camadas invisíveis da experiência humana. São raízes que surgem de pinceladas expressionistas, criando uma atmosfera surrealista, como metáfora do inconsciente.
A exposição traz atividades interativas e arte educativas, bem com música e poesia, com o trabalho de Wellington Thorien e instalações com material reaproveitável, tudo completando o processo lúdico e sensorial, que envolverá o espectador.
O trabalho, de certa forma, dá continuidade à individual “Duplo Solo” (2023, Correios de Porto Alegre) e “Arvoar” (2024, Correios de Niterói), e desloca, de forma original e inédita , o foco para aquilo que permanece oculto: as nossas raízes.
A exposição vai inaugurar 07 de outubro às 16h e vai permanecer até 28 de novembro de 2026, de terça a sábado, das 12h às 19h, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro - Rio de Janeiro/RJ.
Lesiane Lazzarotti: artista plástica nacional e internacional, com diversas exposições nos Espaços e Centros Culturais dos Correios do Brasil, é curadora e criadora dos projetos itinerantes “Arte Alerta”(13 anos) e “Pintar para Imortalizar”(11 anos) e do Projeto “Diálogos de Corpo e Alma” e “Entrelinhas Coloridas”. Atua também como Curadora de arte, arte educadora e ocupa uma cadeira na Academia Brasileira de Belas Artes.
Riele Kraether: (curadora) é coordenadora dos projetos: “Pintar para Imortalizar”, “Arte Alerta”, “Diálogos de Corpo e Alma” e “Entrelinhas Coloridas”, idealizados pela artista Lesiane Lazzarotti. Atua como produtora e curadora.
Wellington Thorien: (produtor musical e convidado especial) Seu trabalho promove o empoderamento por meio da música, unindo sensibilidade, inspiração e tecnologia.

Serviço
Exposição: Festival de Arte do Térreo
Artista: Coletiva
Curadoria: Paulo Branquinho
Abertura: 10 de setembro de 2026
Visitação: de 11 de setembro a 17 de outubro de 2026
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Festival de Arte do Térreo reúne esculturas, pinturas e objetos no Centro Cultural Correios RJ.
Tomado pela onda dos festivais, o curador e produtor de artes visuais Paulo Branquinho apresenta a mostra coletiva Festival de Arte do Térreo. Ocupando com pinturas e objetos todo o andar térreo do Centro Cultural Correios, no Centro do Rio de Janeiro, o evento se estende à Praça, onde serão instaladas esculturas de médio e grande porte. A abertura será no dia 10 de setembro, a partir das 16h, e no dia 18 haverá uma confraternização com os artistas, mesma data da inauguração do Festival de Banderias do Rio, também idealizado e produzido por Branquinho.
Com duas edições do Festivais de Esculturas do Rio já realizados no mesmo local em 2018 e 2019, essa nova edição busca retomar a proposta dos anos anteriores, promovendo o intercâmbio artístico, com a apresentação de obras inéditas de artistas de diferentes origens e gerações.
“Nessa exposição, estaremos agregando a pintura e o bidimensional, com amplo aproveitamento do espaço expositivo, das paredes ao chão, e já contando com a adesão de artistas consagrados de nossa arte brasileira, como Gianguido Bonfanti, Luiz Aquila, Robson Macedo, Rubem Grilo entre outros, que se unem aos escultores numa grande celebração artística. Desta forma, queremos contribuir com o colorido cultural da Primeira Semana de Arte do Rio”, afirma Paulo Branquinho.
O evento será segmentado em três módulos: “pessoas, cidades e afins”, com obras figurativas, “abstratos e geométricos” e “obras de jardim”, para as esculturas de médio e grande porte expostas na Praça dos Correios.
Entre os artistas confirmados, estão Adriana Maciel, Albenzio Almeida, Alexandre Magno, Ana Durães, Andréa Facchini, Ângelo Milani (SP), Anita Fiszon, Carlos Muniz (MG), Edson Landim, Eric Collette, Fernando Borges, Gerson Ipirajá (CE), Gianguido Bonfanti, Lara Milani (SP), Lina Zaldo, Lorena Olivares (Chile), Luiz Aquila, Nelson Sadala, Pablo das Oliveiras, Robson Macedo, Rubem Grilo.

Serviço
Exposição: Inefável Presença
Artista: Coletiva
Curadoria: Ayla de Oliveira
Abertura: 19 de agosto de 2026
Visitação: de 20 de agosto a 10 de outubro de 2026
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Athena Galeria apresenta Pedra do Osso, exposição individual de Anna Paes no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.
A Athena tem o prazer de apresentar "Pedra do Osso", exposição individual de Anna Paes no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. A exposição propõe um diálogo entre o tempo geológico e a presença humana, estruturando-se através de duas séries que, embora distintas em seus processos, convergem na investigação da memória, da matéria e da nossa relação com o planeta.
A série em papel "Restos de Animais Preservados em Rocha" opera como uma construção de arquivos poéticos. Ao combinar procedimentos técnicos variados — que vão da apropriação de imagens de anatomia animal a desenhos, aquarelas, sedimentos de rochas e colagens — o trabalho busca mimetizar o aspecto de registros fósseis.
A intenção central é criar uma ficção visual que, ao fundir os reinos vegetal, animal e mineral, evoca a consciência de Gaia. O trabalho atua como um convite para que o espectador se desloque da lógica do Antropoceno, imaginando outras formas de existência e produção social. É uma crítica direta à cisão entre homem e natureza, consolidada pelo pensamento iluminista e exacerbada pelo modelo neoliberal, propondo, em contrapartida, uma
“Inefável Presença”
Exposição “Inefável Presença” reúne, até outubro, nove artistas do Ateliê Oruniyá no Centro Cultural dos Correios.
Com curadoria de Ayla de Oliveira, coletiva de artistas apresenta desenhos e pinturas a óleo que atravessam paisagem, memória, natureza, sagrado e cotidiano.
De 19 de agosto a 10 de outubro, o Centro Cultural dos Correios, no Centro, irá receber a exposição Inefável Presença, reunindo nove artistas cuja produção foi atravessada pela convivência no Ateliê Oruniyá, na Tijuca. Com curadoria de Ayla de Oliveira, a mostra apresenta trabalhos de Anna Lívia Taborda Monahan, Ayla de Oliveira, Laura Ribeiro de Castro, Maria Victória Santos, Paula Siebra, Nelson Macedo, Ana Moura, Lucas Moura e Renato Alvim. São desenhos e pinturas a óleo que partem de investigações individuais, mas compartilham a prática do ateliê, o estudo da tradição pictórica e a compreensão da pintura como campo de transmissão, diálogo e continuidade.
Nas obras, paisagens reconhecíveis se transformam em atmosferas de sonho; figuras femininas se fundem à natureza; conchas herdadas tornam-se imagens de proteção e memória; cenas cotidianas revelam o imaginário popular; e a luz faz surgir portais, vultos e aparições. A exposição propõe ao visitante uma experiência em que matéria, cor e imagem não precisam se encerrar em uma explicação única.
A história do grupo começou em 2017, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde Nelson Macedo era professor de desenho de modelo vivo. A partir desse encontro, alunas passaram a frequentar seu ateliê e conheceram também a artista e professora Ana Moura. Durante sete anos, os encontros semanais reuniram Anna Lívia Taborda Monahan, Ayla de Oliveira, Laura Ribeiro de Castro, Maria Victória Santos e Paula Siebra sob a orientação de Nelson e Ana e com o acompanhamento de Lucas Moura e Renato Alvim.
As segundas-feiras à noite iam além das aulas de desenho e pintura. A prática era acompanhada por conversas sobre cinema, poesia, arte popular e história da arte, além do contato com textos e referências de artistas brasileiros e de diferentes tradições. O que começou como uma turma de pintura consolidou-se como uma comunidade de artistas unida pelo exercício contínuo do olhar e pela investigação da imagem.
“Existia um certo medo de que não houvesse espaço no mercado para o nosso trabalho por ser uma pintura mais figurativa. Quando entrei no mercado de arte, fui percebendo e mostrando aos outros que havia, sim, pessoas interessadas em conhecer a pintura e que existia espaço para essa pesquisa”, conta Ayla de Oliveira.
É desse percurso que nasce Inefável Presença. O título aproxima duas ideias: o inefável, aquilo que não pode ser inteiramente traduzido em palavras, e a presença, aquilo que se manifesta e se oferece ao encontro. A pintura surge como uma presença revelada pela matéria, pela cor, pela luz e pela relação entre obra e espectador. Em vez de pedir uma interpretação imediata, a mostra convida o público a desacelerar e permanecer diante das imagens.
Expositores
Nelson Macedo apresenta paisagens em que casas, pessoas, luz e memórias familiares coexistem em espaços de atmosfera etérea. Em Ana Moura, a figura feminina aproxima-se de frutas, folhas, quintais e formações rochosas. Ayla de Oliveira investiga o sagrado e o tempo: em Oferenda para Oxum na cachoeirinha, manchas, seixos, poças, musgo e pequenas flores constroem a passagem entre dois planos da pintura. Anna Lívia Taborda Monahan encontra na natureza e nos animais matéria para criar cenas poéticas moduladas pela luz. Laura Ribeiro de Castro transforma conchas herdadas da avó em abrigos de proteção, fragilidade e memória. Maria Victória Santos observa cenas cotidianas e o imaginário coletivo e popular; em Feira, o movimento das figuras contrasta com o silêncio de seus olhares.
Lucas Moura trabalha a força e o tempo das águas em composições de atmosfera onírica. Renato Alvim explora o limite entre matéria e aparição por meio de pinceladas difusas, vultos, miragens e uma paleta que transita entre terrosos e tons saturados. Paula Siebra investiga a intimidade, o cuidado e a memória familiar; em Crianças de banho tomado, o cotidiano é atravessado pelo olhar próximo de quem observa a presença do outro.
Embora cada artista construa uma pesquisa própria, a exposição evidencia os desdobramentos de uma formação compartilhada. A experiência iniciada no Ateliê Oruniyá permanece nos trabalhos apresentados e nos novos alunos que seguem passando pelo espaço, reafirmando o ateliê como lugar de aprendizado, convivência e continuidade.
“Algumas imagens não se encerram em um significado; elas continuam vivendo em nós. É nessa permanência, nesse encontro entre a obra e o olhar, que a pintura permanece viva”, afirma Ayla de Oliveira.

Serviço
Exposição: Matéria Familiar
Artista: Maria Cherman e Nathalie Ventura
Curadoria: Ana Carla Soler
Abertura: 19 de agosto de 2026
Visitação: de 20 de agosto a 10 de outubro de 2026
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Avó e neta expõem juntas pela primeira vez no Centro Cultural Correios
Maria Cherman e Nathalie Ventura cruzam décadas de distância para revelar coincidências visuais entre seus trabalhos, em mostra com curadoria de Ana Carla Soler
O Centro Cultural dos Correios, no Centro do Rio de Janeiro, recebe a partir de 19 de agosto a exposição Matéria Familiar, que reúne pela primeira vez as obras da artista Maria Cherman e de sua neta, Nathalie Ventura. Com curadoria de Ana Carla Soler e produção de Kassia Meireles, a mostra ocupa as Galerias B e C do 3º andar até 10 de outubro. Cherman e Ventura nunca dividiram um ateliê nem trocaram influências diretas, mais de meio século as separa e cada uma construiu seu percurso de forma independente: Maria pela pintura, escultura, desenho e fotografia; Nathalie pela arquitetura, instalações e desenho. O ponto de partida da exposição é justamente a confluência entre as pesquisas. Colocadas lado a lado, as obras das duas artistas revelam obsessões visuais parecidas, surgidas sem combinação prévia. "A exposição nasce do desejo de construir, entre avó e neta, uma composição sinérgica entre corpos de obra que pareciam distantes à primeira vista", resume a curadora Ana Carla Soler.
A curadoria organiza este encontro em eixos. O primeiro parte da geometria: Maria integrou por anos o coletivo Dez ao Cubo e investiga quinas e ângulos em esculturas e fotografias, enquanto Nathalie, formada em arquitetura, usa o cubo como ponto de partida e de dissolução em suas peças com malha de aço. O segundo eixo é a linha, presente no contorno dos corpos que Maria desenha nas séries Corpo-gráfico e Meus Vermelhos, e nas tramas de pedra, prego e fibra vegetal que Nathalie constrói. Um terceiro eixo aproxima os trabalhos têxteis de Maria, que remetem ao talit, o xale ritual judaico, às estruturas em malha de aço de Nathalie, duas lógicas de tecer que se encontram apesar dos materiais opostos. Por fim, produções recentes das duas artistas abandonam a rigidez geométrica em favor de formas orgânicas inspiradas em raízes e rizomas.
Durante o período de exposição, o Centro Cultural Correios também recebe uma conversa entre a curadora Ana Carla Soler e as artistas Maria Cherman e Nathalie Ventura. Nathalie Ventura também fará o lançamento de um livro dedicado à sua experiência com a fotografia nas residências artísticas que realizou nos últimos anos. As informações completas sobre a programação serão divulgadas em breve nos canais oficiais da instituição. Toda a programação é gratuita.

Serviço
Exposição: Reencantar a Terra
Artista: Matheus Ribs
Curadoria: Clara Anastácia e Juan Nyn
Abertura: 19 de agosto de 2026
Visitação: de 20 de agosto a 10 de outubro de 2026
Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h
Entrada gratuita
Classificação Indicativa: Livre
Acessibilidade: Adaptado para pessoas cadeirantes.
Como chegar:
Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega);
Ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária);
Barcas (Terminal Praça XV);
VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV);
Trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/ Uruguaiana)
Reencantar a Terra: Matheus Ribs apresenta nova exposição sobre águas, território e ancestralidade
Em Reencantar a Terra, o artista visual Matheus Ribs apresenta um novo momento de sua pesquisa em pintura, marcado pelo encontro entre figuração, ancestralidade e questões ambientais. Sem abandonar a dimensão política de sua produção, o artista desloca a denúncia para a construção de outros imaginários, nos quais terra, água, animais e corpos deixam de ser compreendidos como recursos e passam a ocupar o lugar de sujeitos de relação.
A água atravessa toda a exposição como força de circulação, memória e transformação. A partir do diálogo entre cosmologias afro-brasileiras e indígenas, Ribs cria imagens que aproximam diferentes formas de existência e propõem outras maneiras de compreender os territórios. Em Gente Peixe – Se as águas tivessem contorno, por exemplo, corpos híbridos entre humanos e peixes imaginam os rios de Abya Yala como territórios vivos, enquanto a série Encantadosevoca presenças ancestrais ligadas às florestas e aos territórios que habitam.
Entre fartura e escassez, devastação e fertilidade, desencanto e reencantamento, a exposição propõe uma mudança de perspectiva diante da relação entre humanidade e natureza. No trabalho Kilombo Aldeya, que encerra o percurso, a bandeira nacional é reelaborada para deslocar a ideia de pátria em direção aos territórios e modos de vida que resistem à lógica colonial.
Reencantar a Terra afirma a pintura como espaço de imaginação e recomposição de vínculos. Reencantar a terra, nesse sentido, é também reconhecer a água como memória, força e continuidade da vida.

