identificador da página

Ir para a página inicial

Correios de A a Z
Escolha pela letra inicial dos nossos produtos, serviços e assuntos.

Todos os itens
Correios de A-C
Correios de D-F
Correios de G-P
Correios de R-Z
.



Centro Cultural do Rio de Janeiro - Programação

Teatro

A Volta ao Lar

Bruce Gomlevksy dirige e atua no espetáculo, que ainda tem no elenco Tonico Pereira, Arieta Correa, Jaime Leibovitch, Sérgio Guizé e Gustavo Damasceno.


Bruce Gomlevksy dirige e atua no espetáculo, que ainda tem no elenco Tonico Pereira, Arieta Correa, Jaime Leibovitch, Sérgio Guizé e Gustavo Damasceno.

“A Volta ao Lar”, premiado texto de Harold Pinter (1930-2008) escrito em 1965, já recebeu histórica montagem brasileira protagonizada por Fernanda Montenegro, Sergio Britto e Ziembinski, com tradução de Millôr Fernandes (1923-2012), no final dos anos 60. Desenvolvida em dois atos, a peça narra a história de uma disfuncional família inglesa. Fala dos conflitos e desejos reprimidos que permeiam as relações desta família e lança um olhar irônico sobre os valores familiares tradicionais. Considerada a obra prima de Harold Pinter, “A Volta ao Lar” ganhou na Broadway quatro Prêmios Tony, incluindo melhor texto, e recentemente foi reeditada no Brasil pela coleção Os Grandes Dramaturgos, com a tradução de Millôr Fernandes.

A peça retoma o tema bíblico do filho pródigo, cujo retorno não é comemorado pela família. Uma família – composta apenas de homens – é desestabilizada com a chegada de um dos filhos, que traz consigo sua mulher. Numa casa de operários ao norte de Londres, moram um pai, Max (Tonico Pereira), seus dois filhos, o suposto cafetão Lenny (Bruce Gomlevksy) e o boxer meio burro Joey (Sergio Guizé), e o irmão do patriarca, o motorista de taxi Sam (Jaime Leibovitch). A chegada de Teddy (Gustavo Damasceno), o filho que foi para os EUA estudar filosofia, e sua mulher, Ruth (Arieta Correa), muda drasticamente o tenso equilíbrio do quarteto.

Teddy, que vem dos EUA, faz o quarteto se deparar com sua vida medíocre. No entanto, eles tentam, até conseguir, sugar o rapaz e sua esposa para seus jogos sórdidos de cinismo. Ruth, por sua vez, é a adversária à altura que eles não esperavam, virando o jogo de forma surpreendente. Os personagens estabelecem um confronto aberto e direto entre si, não medindo palavras para expressar seus piores sentimentos e instintos. Trata-se de um texto ágil e recheado do mais refinado humor que progride para um desenlace, ao mesmo tempo surreal e poético. Aborda temas importantes, fontes constantes de discussão na nossa sociedade, como a violência doméstica, a liberdade sexual, o machismo, o papel da mulher dentro da sociedade e a prostituição.

Serviço:

Estréia: 10 de maio, ás 19h (para convidados)
Temporada: 11 de maio a 24 de junho de 2012 - Quinta a Domingo, às 19h
Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro)
Informações: 2253-1580
Bilheteria: 2219-5165 - de quarta a domingo, das 15h às 19h
Ingresso: R$ 20 ( meia entrada R$ 10)
Capacidade: 200 lugares
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 16 anos
Gênero: drama
Patrocínio: Correios
Apoio: Centro Cultural Correios

Exposições

ADIR BOTELHO – Gravador de Sonhos

ADIR BOTELHO – Gravador de Sonhos

Uma importante coleção de xilogravuras, do gravador carioca Adir Botelho, poderá ser conferida a partir do dia 17 de maio, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Com curadoria Lani Goeldi, a mostra faz um passeio pelo instigante universo da xilogravura do artista que foi assistente de Raimundo Cela e Oswaldo Goeldi e também teve projeção como decorador de grandes ambientes, como a ornamentação da Avenida Presidente Vargas para o carnaval.

A exposição reúne três séries do artista: Pedra Bonita, Caldeirão, Catumbi e outras xilogravuras inéditas, num total aproximado de 65 obras. “Adir Botelho descreve seu cotidiano com uma chama de entusiasmo que jamais se apaga. A memória do artista transcende o tempo e o espaço e, literalmente, nos faz vivenciar os locais impressos em suas gravuras” comenta a curadora.

O artista tem forte ligação pela técnica, que utiliza a madeira como matriz, reproduzindo a imagem gravada sobre o papel. “O que faz a sugestividade da xilogravura (de xylon = madeira e graphe = gravar) é a atmosfera de liberdade que ela cria. Gravar em madeira é uma necessidade da criatividade humana, uma forma de questionar a natureza. Não se pode reinventar a xilogravura: ela será irresistível enquanto se mantiver fechada sobre o núcleo central de sua própria força. Gravar em madeira é uma aprendizagem constante, construção contínua de um saber profissional e humano. Tudo nela é expresso de maneira simples, objetiva. Índice de cultura, a xilogravura possui sua própria vida, sua própria história. Seu ofício não é em si mais do que um meio. O ato xilográfico que damos a ele é o que realmente importa”, observa o artista.

Serviço:

Exposição: “Adir Botelho – Gravando Sonhos”
Abertura: 16 de maio, ás 19h (para convidados)
Visitação: 17 de maio a 24 de junho de 2012 – ter a dom, das 12 às 19h
Local: Centro Cultural Correios (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro)
Informações: 2253-1580
Patrocínio: Correios
Realização: Centro Cultural Correios
Acesse: www.correios.com.br

Oceanos

Exposição reúne fotos inéditas do fundo do mar, captadas durante realização do filme “Océans”, e sensibiliza o público para a conscientização ambiental.


Oceanos Oceanos Oceanos

Cerca de 35 fotos inéditas, captadas pela equipe de produção do filme “Océans”, de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud – longa coproduzido pela Disneynature e ganhador do César 2011 de melhor documentário (prêmio considerado o “Oscar” francês) – estão na exposição “Oceanos” que o Centro Cultural Correios e a Aliança Francesa realizam no período de 16 de maio a 1º de julho. O objetivo é de contribuir para a conscientização ambiental por ocasião da Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável - que acontece entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro.

Baseada na ideia de “ser peixe entre os peixes”, a equipe de Perrin e Cluzaud chegou a construir três tipos de câmeras inéditas, a fim de poder circular naturalmente entre os habitantes dos cinco oceanos da Terra. Entre elas, a Thétys, uma câmera colocada na ponta de uma grua, fixada na embarcação, para filmar as baleias jubarte, no Alasca. O resultado foi impresso em metacrilato (acrílico). O tamanho padrão das imagens é de 0,75m X 0,50m, sendo que seis fotos são impressas em painéis de 1,20m X 0,80m.

Para além do aspecto ambiental, de conscientização sobre a preservação da natureza, a mostra pretende ser uma fonte de informação sobre os animais, curiosidades e a maneira como se comportam. É o caso do elefante marinho da ilha de Guadalupe. A equipe conseguiu tal aproximação do animal, que é possível notar um olhar quase “incrédulo” diante da câmera especial. Ou, então, os ancestrais da iguana marinha, que voltaram ao mar para obter o alimento que as ilhas Galápagos, quase desertas, não ofereciam a eles. E há os exóticos, como o peixe shrek, que é munido de monstruosos tumores que incham seu crânio e seu queixo. Um dado curioso é que essas deformações só surgem com a idade, quando a jovem fêmea “elegante” se transforma em “macho velho”, ou seja, o peixe nasce fêmea e morre macho.

Há ainda situações praticamente inéditas ou esquecidas, como o empilhamento de milhares de caranguejos reunidos para mudança de pele no sul da Austrália. Os crustáceos cobrem o fundo do mar com um metro de espessura. “Últimas testemunhas de uma riqueza acabada, essas indescritíveis abundâncias eram comuns antes do homem industrial”, comenta Perrin. “E elas nos lembram que a ‘amnésia ecológica’ está nos atingindo, pois cada um considera a natureza que descobre em sua infância como original. Assim, de geração em geração, aceitamos o inaceitável empobrecimento, pois não podemos medir a extensão global do desastre”, completa.

“A vantagem desse conjunto de fotos em relação ao filme é que, além de inéditas, essas imagens, estáticas, prolongam a aventura da filmagem e permitem que o espectador leve o tempo que precisar para absorver as informações e a beleza do mundo subaquático”, explica Yann Lorvo, diretor geral da Aliança Francesa no Brasil.

Sobre o filme.

Os diretores Jacques Perrin e Jacques Cluzaud já haviam realizado em 2001 um documentário similar, voando com os pássaros em migração (“Le peuple Migrateur”). Jacques Perrin, ator e diretor, sempre viveu no meio artístico desde sua juventude, em Paris, e criou a sua própria empresa de produção, a Galatée Films, que financiou a realização de “Oceanos” durante quatro anos. O objetivo foi criar uma proximidade entre as câmeras e os animais marinhos, permitindo participar do espetáculo e não apenas observar. Foram quatro anos de aventura para imergir-se no mundo animal. Uma aventura humana nos oceanos, através das tempestades e tormentas; sem poder distinguir o céu do mar, por causa da espuma que tornava tudo similar. Os realizadores contaram o tempo todo com a ajuda de cientistas e de centros oceanográficos do mundo inteiro, fazendo dessa obra um trabalho internacional, sem fronteiras, ultrapassando as técnicas clássicas dos filmes documentários.

Serviço:

Exposição: “Oceanos”
Abertura: 16 de maio, às 19h
Visitação: de 17 de maio a 1º julho de 2012 - de terça a domingo, de 12h as 19h – GRÁTIS
Apoio Cultural: Correios
Realização: Centro Cultural Correios e Aliança Francesa.

Olhares da Alma

Olhares da Alma

A exposição reúne pinturas, gravuras, pirogravuras e litografias de 23 artistas - crianças e jovens portadores da síndrome de Down – da Escola Mexicana de Arte Down, da Fundação John Langdon Down. A realização da mostra objetiva, além da sensibilização da sociedade, promover a inclusão social, a auto-estima, o desenvolvimento e a comunicação entre as pessoas com síndrome de Down, através das artes.

“As crianças e jovens Down possuem uma capacidade criativa excepcional. Elas sabem ver mais que o comum dos mortais. Veem mais longe. Veem mais bonito. Deslumbram-nos. Revelam-nos o que estava ali, mas não saberíamos ver. Ou o que não estava ali e eles viram em outro nível da imaginação plástica”, afirmou o escritor mexicano Carlos Fuentes.

Artistas: Aarón Guzmán, Josafat Calónico, Roxana Velázquez, Armando Róbles, Christian Silva, Víctor Lora, Víctor Méndez, Rubén Larios, David Chávez, Marco Pólo Castillo Carlock, Erik Navarro, Ana Bertha Kuri, Arturo Romero, Carlos Ramírez, Erik Alcántara, Francisco Pulido, Helio Cortés, Maynca Pacheco, Jacqueline Méndez, Leonardo Cambranis, Vicente Morales, Pedro Muciño e Lorena Vélez.

Serviço:

Exposição “Olhares da Alma”
Abertura: 16 de maio, às 19h
Visitação: de 17 de maio a 24 de junho de 2012 - de terça a domingo, de 12h as 19h – GRÁTIS
Apoio: Correios
Realização: Centro Cultural Correios

“Pinturas” - Sílvio Lankes

“Pinturas” - Sílvio Lankes

A mostra reúne 10 pinturas em massa e tinta acrílica sobre tela, em grandes formatos. A geometria plana é o ponto de partida do artista para criação de seus quadros. Linhas, pontos, triângulos, quadrados, circunferências, elipses e outras figuras surgem na tela sem qualquer perspectiva da representação da realidade.

Segundo Sílvio Lankes, sua obra dialoga com arte concreta e neoconcreta no campo da pintura bidimensional, contrapondo à pintura de cavalete. “Retomo a idéia da pincelada como unidade da pintura sobre a tela, com sua condição de criar direção e movimento, pois minha noção de concretude é física, material e sensorial”.

“Crio um jogo do que seria a forma ou do que seria o fundo, com esses dois planos estabelecidos: o da lona e o das áreas texturizadas de sulcos. Planos estes bastantes próximos uns dos outros para reafirmar a bidimensionalidade, valorizando a concretude e reforçando a percepção sensorial, para que a obra possa ser percebida se tocada até mesmo por uma pessoa cega”, conclui.

Serviço:

Exposição: “Pinturas” – Sílvio Lankes
Abertura: 16 de maio, às 19h
Visitação: de 17 de maio a 24 de junho de 2012 - de terça a domingo, de 12h as 19h – GRÁTIS
Apoio Cultural: Correios
Realização: Centro Cultural Correios

Elementa 5

Elementa 5

A exposição reúne obras inéditas dos artistas Dalton Costa, Jorge dos Anjos, Marcelo Caldas, Cláudia Dowek e Moema Branquinho. São pinturas, painéis, esculturas e objetos em pequenos, médios e grandes formatos. O curador da mostra, Paulo Branquinho, destaca a diversidade criativa dos artistas e a utilização de diferentes suportes e técnicas. Os cinco artistas resgatam ou apresentam simbologias e tradições regionais e cotidianas, utilizando madeiras, pedras, vidros, papéis, ferro e objetos, além de outros materiais extraídos da natureza, como pedras e pigmentos naturais, transformando a rusticidade deles em belas e delicadas obras de arte.

Sobre os artistas:

Cláudia Dowek - em seu atelier no Horto, Rio de Janeiro, a artista trabalha com a experimentação dos materiais utilizados em suas obras e pesquisas teóricas e visuais. Em suas criações atuais, ela usa pigmentos naturais extraídos dos barrancos de Minas Gerais, misturados a resinas, palhas e rendas, dando às suas pinturas, texturas, cores e tridimensionalidade. Inspiradas numa profunda pesquisa das raízes culturais, as telas espelham manifestações originárias nas comunidades quilombolas, caiçaras e ribeirinhas, estudadas e visitadas pela artista.

Dalton Costa - vive e trabalha em Maceió/AL. Suas obras - objetos tridimensionais e pinturas - são inspiradas em inscrições rupestres, ruínas, restos de embarcações típicas, ferramentas primitivas, apetrechos de pesca e outras parafernálias. Essa influência está marcada em seu material de pesquisa: portas, janelas antigas, madeiras policromadas de embarcações de toda ordem que, já tendo cumprido seu papel originário, se transformam em matéria prima para sua criação, além de se aproximar da memória do material reutilizado, como se pudesse rever e respeitar os seus mais diversos usos anteriores. Ao se apropriar desses materiais, o artista faz prospecções não apenas das várias camadas de tintas, mas também da história. Cortar, confeccionar, colar, entalhar, tudo faz parte de um ritual no qual a memória dá sentido e significado. Cada peça traz sua “cicatriz” primordial, cores e formas que o tempo se encarregou de imprimir.

Jorge dos Anjos - Nascido em Ouro Preto, vive em trabalha em Belo Horizonte. Na Faculdade de Arte, estudou com, entre outros, Amilcar de Castro (1970-1976), de quem teve grande influencia, principalmente em suas esculturas em ferro de grandes dimensões, espalhadas por diferentes cidades brasileiras. Trabalha também com pedra sabão e madeira. Suas pesquisas recentes, resultaram em um trabalho que ele chama de “gravura a ferro e fogo”. Utiliza feltro, onde grava com ferro em brasa, evocando os suplícios infligidos aos escravos. Um resultado plástico-visual, instigante e perturbador, pelo estremecimento da memória. Ele pinta a ferro e fogo e na obra arde o resgate histórico sob a convergência lúdica dos signos. As esculturas têm caráter totêmico que as monumentaliza e lhes atribui valor iconográfico. Como pintor e como escultor, seu trabalho alcança a depuração formal que só faz enriquecê-lo pela contundência do resultado.

Marcelo Caldas – sua obra constrói campos ampliados de sensibilidade, a partir de resíduos e objetos industriais. Envolvendo jornal e ferro, seus trabalhos dão uma ideia de tempo-duração, a exata medida da passagem ou da constituição de tempo, seja na lenta oxidação do ferro que, aos poucos, torna aparente suas rugas, ou na precariedade da matéria dos jornais que, após passarem por procedimentos artesanais fabricados pelo artista, nos deixam a mostra o seu estado futuro de envelhecimento. Inicialmente, o trabalho do artista é movido pela necessidade de aprisionar objetos, retirando-os do fluxo do consumo. Como um colecionador, ou arqueólogo, Caldas acumula em seu ateliê, jornais, papéis vegetais, ferros e outros dejetos abandonados pela cidade e com sua arte dá-lhes novas configurações, formas e identidade. Ao deixarem de ser objetos do cotidiano e conquistarem o território da arte, o artista revela dois exercícios constantes nas artes visuais contemporâneas: a relação antropomórfica da arte e a instauração do vazio como elemento constitutivo do objeto.

Moema Branquinho - Graduada na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, com especialidade na área do Mosaico Artístico, a artista já foi aluna de Celeida Tostes, Maria Tersa Vieira e Katie van Scherpenberg. Trabalhando com mosaicos, construídos com fragmentos, a artista procura um diálogo entre os fragmentos e o contraste dos materiais, no qual linhas sutis, formas e texturas estão em harmonia com a paisagem urbana. Moema utiliza todo tipo de material: pedra, mármore, granito, pastilhas de vidro industrial e artesanal como os smalti (pasta vítrea italiana e francesa) fragmentos de vidros, resina de poliéster, pigmento, cimento e ainda inventa materiais com vidros derretidos, e o que mais sua imaginação permitir para criar suas peças. O segredo, segundo ela, é subverter, indo contra o corte simétrico das pedras. Outro destaque no trabalho da artista são os relevos que despertam nos visitantes a vontade de tocar nas peças.

Serviço:

Exposição: “Elementa 5”
Abertura: 19 de maio, às 19h
Visitação: de 20 de maio a 24 de junho de 2012 - de terça a domingo, de 12h as 19h – GRÁTIS
Apoio Cultural: Correios
Realização: Centro Cultural Correios