Serviços

Sobre o Centro

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro está localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro da cidade. Integra o Corredor Cultural, tendo como vizinhos a Casa França Brasil, ao lado, e o Centro Cultural do Banco do Brasil, defronte.

Mais sobre o centro
O imóvel foi inaugurado em 1922. As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.

A inauguração oficial do Centro Cultural Correios aconteceu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.

Suas instalações, adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.

No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 200 pessoas.

Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infra-estrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.

Ao fundo da Galeria de Arte está localizada a Agência JK, que oferece os serviços de Correios e de conveniência, com funcionamento de terça-feira a domingo, do meio-dia às 19 horas.

O Centro Cultural Correios dispõe também de um Bistrô, que funciona durante o horário de realização dos eventos.

A Praça dos Correios - uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto.

O Centro Cultural Correios, em média anual, recebe um público 400 mil visitantes e promove cerca de 50 eventos, com atrações variadas de teatro, música, dança, cinema e vídeo, além das exposições de diversos tipos de arte.

Confira as plantas baixas do Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro



Programação
TEATRO

"Confissões de um senhor de idade"

Confissões de um senhor de idade

O mestre do humor no teatro, cinema e televisão comemora 82 anos de idade e 60 de carreira no palco do Centro Cultural Correios. “Confissões de um senhor de idade” é seu agradecimento ao público por todo carinho. Um espetáculo autoral, onde Migliaccio apresenta tudo o que aprendeu do seu trabalho e assimilou da vida.

 “Confissões de um senhor de idade” é um espetáculo idealizado pelo mestre do humor no teatro, no cinema e na televisão, Flavio Migliaccio, no qual o ator, e também autor, apresenta em cena, através de seu próprio olhar, os seus 82 anos de vida e transfere a este trabalho sua visão, suas experiências, suas cores, seu humor e divide conosco uma vida dedicada à arte de interpretar.

Num diálogo com Deus, Flávio conta suas histórias, suas experiências, suas memórias, saudades e até tristezas, tudo com muito bom humor, que sempre foi a sua marca. Expor sua vida íntima será um presente dado ao público em agradecimento a todo amor recebido por ele em comemoração a 60 anos de carreira. Este espetáculo será uma ponte para que se conhecer mais a fundo a alma sensível de Flavio Migliaccio.

Na história, Flavio está dormindo quando alguém chama por ele. É Deus (Luciano Paixão), que encarnou num corpo de um simples mortal para lhe propor um estranho pacto: se Flavio lhe ajudar a desvendar um caso estranhíssimo que está acontecendo no céu, receberá a recompensa da vida eterna.

Flavio ainda conta as divertidas histórias de sua vida e também, momentos    tensos    e    poéticos      de     suas   experiências    artísticas.

No elenco, estão Flávio Migliaccio e Luciano Paixão. Flávio também é autor e diretor do espetáculo, além de criar a cenografia, montagem de slides e programação visual e assina o figurino com seu parceiro de cena Luciano Paixão.

O espetáculo ainda conta com: direção de produção de Cesar Bournier, assistente de produção Marcelo Gomes, assistente de projeto Isabela Oliveira, direção musical Morgana Michele, assistente de direção Marcelo Migliaccio, assistente de cenografia Rodrigo e fotos de divulgação Erica Fonseca.

Serviço:
TEATRO:
“Confissões de um senhor de idade”
Estreia:
18 de maio, às 19h
Temporada:
Até 09 de julho de 2017 - de quinta-feira a domingo, às 19h
Local:
Teatro Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro - Rio de Janeiro|RJ Capacidade: 200 lugares
Ingressos:
R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (meia)
Bilheteria:
 de quarta-feira a domingo, das 15h às 19h - Telefone: (21) 2219-5165.
Classificação Indicativa:
14 anos
Duração:
90 minutos
Apoio:
Correios.

 

“Verso la specie” – VI Cena Brasil Internacional"


Da Itália, a coreógrafa, diretora e pesquisadora Claudia Castellucci – fundadora da companhia de teatro experimental Socìetas Raffaello Sanzio – apresenta o espetáculo “Verso La Specie”. Inédita no Brasil, a performance estreou na Bienal de Dança de Veneza de 2016.

A música é a origem propulsora de “Verso La Specie.” Trata-se de um espetáculo autoral, no qual a dança está nas métricas da poesia grega arcaica e, figurativamente, no ritmo dos movimentos dos cavalos. 

Em roupas austeras, todos de preto, os dançarinos avançam como numa procissão, incorporando, ao som da música de Stefano Bartolini, gestos que buscam a origem do ritmo.

Para cada lugar que Claudia Castellucci leva “Verso La Specie”, ela seleciona vinte artistas da cidade para participarem de um intenso workshop durante nove dias e, ao final do processo, se apresentarem para o público.

O espetáculo integra o festival VI Cena Brasil Internacional e as sessões serão realizadas ao ar livre, na Praça dos Correios, com entrada franca.

Serviço:
PRAÇA DOS CORREIOS: “Verso la specie”
Temporada: de 8 a 11 de junho de 2017, às 16h.
Local: Praça do Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro - Rio de Janeiro|RJ Entrada franca
Classificação Indicativa: livre.
Duração:
30 minutos
Telefone: (21) 2253-1580 (Recepção)
Apoio: Centro Cultural Correios.

 

EXPOSIÇÕES

“Foto Rio 2017”

Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro tem o Centro Cultural Correios como epicentro do Festival

O FotoRio - Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro tem como objetivo valorizar a fotografia como bem cultural, contribuindo para dar maior visibilidade aos acervos e coleções públicas e privadas e à produção fotográfica contemporânea brasileira e estrangeira.

Em sete, das nove edições já realizadas, o Centro Cultural Correios ocupou o lugar de epicentro do Festival e, mais uma vez, nesta edição 2017, apresenta exposições nacionais e internacionais relevantes e trabalhos de fotógrafos importantes.  O evento é coordenado pelo fotógrafo Milton Guran.

O CCC irá receber as exposições “China de um chinês”, de Wang Weiguang; “Corpo”, de Zhu Hongyu; “Ausência”, de Nana Moraes; “Pontos em fuga”, de Thomas Valentin; “Arpoador – entardecer aos domingos”, de Peter Lucas e “Diminuta Natureza” e “Três Picos”, organizada pela AFNatura.

Na Sala de Vídeo, haverá o ciclo de debates “Mulheres fotógrafas” nos dias 08, 09, 13, 20, 22, 27 e 29/06, das 17h às 19h

EXPOSIÇÕES

“China de um chinês”, de Wang Weiguang - reúne 20 fotografias em preto e branco sobre a vida cotidiana da China atual, apresentando em amplo panorama das suas diversas províncias. Seu olhar apresenta o país de forma pouco vista por ocidentais na medida em que foge das representações de cartões postais e exibe um olhar de quem conhece profundamente a cultura milenar como um local. O fotógrafo Wang Weiguang apresenta cenas cotidianas de uma China profunda em que, muitas vezes, o observador é remetido à uma cena do século XIX.

Amigo de longa data, Evandro Teixeira enche de elogios o fotógrafo chinês. “Brasil e China ficam muito distantes. Mas a fotografia me proporcionou mais uma descoberta e um amigo: Wang. Um fotógrafo que registra o cotidiano seja lá onde estiver, com muita propriedade. Ele se ambienta facilmente e capta o sentimento do momento.  Tive o prazer de conhecer seu trabalho e expor ao seu lado com muito orgulho.  Quando o conheci logo pensei:  esse chinês ninguém segura!”

“Corpo”, de Zhu Hongyu - o fotógrafo Zhu Hongyu apresenta o trabalho “Corpo”, um exercício de percepção plástica do corpo feminino em linhas e massas de luz em uma instalação composta de oito imagens – sendo duas em tamanho natural 1,10m x 1,80m e as outras de 50 cm x 50 cm.

Zhu Honggyu é membro da China Photographers Association e da China Cultural Relics Photographic Society. Em 2001, foi ganhador do Top Honnor Award da competição internacional de fotografia chinesa. 

“Ausência”, de Nana Moraes - é uma investigação sobre maternidade nas prisões, levada a efeito através de um projeto criado especialmente para esse trabalho, intitulado Projeto Travessia, realizado no presídio feminino Nelson Hungria, no Complexo de Gericinó. Neste projeto, as mães receberam um kit com papel, caneta e envelopes para que pudessem escrever cartas para seus filhos. Depois, foram retratadas no próprio presídio na frente de um fundo de céu azul. A autora buscou, desta forma, retratar a subjetividade das mães encarceradas, representadas simbolicamente, num instante de liberdade. Junto com as cartas escritas pelas mães presas, as fotos seguiram ao encontro dos filhos via correio. As famílias também receberam uma carta da autora, pedindo autorização para ir às suas residências e fotografar os filhos para as mães detidas e, assim, estabeleceu-se uma Correspondência Fotográfica. A exposição é composta por painéis elaborados pela autora, retratos das mães presidiárias e de extratos da correspondência.

“Pontos em fuga”, de Thomas Valentin – com curadoria de Andreas Valentin, a exposição é constituída por três séries – Túnel, Lagoa e Arena – que acompanham e, ao mesmo tempo, subvertem a lógica racional da perspectiva de tal como foi anunciada pelo seu primeiro formulador, Leon Battista Alberti, em 1435.

As fileiras de luzes convergentes no interior dos túneis jamais atingem o ponto de fuga, pois dissolvem-se nos reflexos e manchas de cor espelhadas nas paredes. As raias olímpicas sobre as águas, matematicamente construídas, apontam, no entanto, para caminhos que levam ao vazio, ao preto irracional. A rígida trama geométrica das estruturas na praia de Copacabana desmonta-se antes de se concretizar. Nessas imagens, pontos e linhas permanentemente em fuga provocam estranhamentos e contestam a “indissolúvel harmonia” das partes e do todo renascentista.

“Arpoador – entardecer aos domingos”, de Peter Lucas - Segundo seu autor, o fotógrafo norte-americano Peter Lucas, aos domingos, a transição do entardecer para o anoitecer é diferente dos outros dias no Arpoador. A passagem do tempo parece suspensa. Tem uma preguiça especial nas pedras, uma pausa de não-querer-ir-para-casa.  Este sentimento de domingo parece trazer um sentimento de melancolia e a mortalidade presente em todas fotografias pessoais.  

“Arpoador – entardecer aos domingos” tem como tema este vislumbre nostálgico da luz do verão, da natureza efêmera da beleza das rochas, e do impulso de segurar as memórias que compelem as pessoas a se fotografarem.

“Diminuta Natureza” e “Três Picos”, organizada pela AFNatura - com curadoria de Gustavo Pedro, “Diminuta Natureza” e “Três Picos” são um convite para a reflexão, através da fotografia de paisagem, sobre os biomas brasileiros. A exposição se apresenta com uma montagem contemporânea de suporte duvidoso diante do enquadramento que buscamos em pequenas ampliações fotográficas embaladas e diminuídas não pela falta de estima pelo belo, mas pela transformação da paisagem em unidade de medida limitada, palpável ao olhar. Reúne obras de Ary Amarante, Eduardo Zuppani, Fábio Colombini, Haroldo Palo Jr, João Marcos Rosa, José Caldas, José Medeiros, Lena Trindade, Leonide Príncipe, Luciano Candisani, Luis Claudio Marigo, Marcos Amend, Monique Cabral, Príamo Mello, Renato Soares, Ricardo Siqueira, Valdemir Cunha, Virgínio Sanches, Zé Paiva, Zig Koch.

Ciclo de Debates Mulheres fotógrafas

Organizado pela fotógrafa Silvana Louzada, este ciclo de debate coloca em pauta a atuação das mulheres fotógrafas brasileiras na sua perspectiva histórica e na sua situação atual e sinaliza os novos caminhos em curso. É composto das seguintes palestras e mesas redondas, a serem realizadas sempre de 17h às 19h, na Sala de Vídeo do Centro Cultural Correios:

        • 09/06 - Yvy – Associação das mulheres de imagem com Marizilda Cruppe e convidadas;
        • 13/06 - Coletivo Mulheres negras/ Fotógrafas negras - Mesa redonda com mediação de Thaís Rocha e participação de Bárbara Copque, Fernanda, Valda Nogueira;
        • 20/06 - Representações fotográficas da mulher – Mesa redonda com mediação de Silvana Louzada e participação de Thereza Bandeira de Mello e Maria do Carmo Rainho;
        • 22/06 - A mulher na fotografia pública:  Cláudia Andujar, Geneviève  Taylor  e Nair Benedicto – Conferência: Ana Maria Mauad;
        • 27/06 - A mulher fotógrafa em combate – Mesa redonda com mediação de Ioana Mello e participação do Coletivo "Papo Reto", Marcia Foletto e Jussara;
        • 29/06 - Rosa Gauditano – Relato de experiência;

 

Ciclo de vídeos

Durante o Ciclo de Debates “Mulheres Fotógrafas”, será apresentada na Sala de Vídeo, a projeção contínua de uma seleção de ensaios fotográficos de autoras de diversas regiões do país.

Serviço:
Abertura: 7 de junho, às 19h
Visitação: até 06 de agosto de 2017, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h – GRÁTIS
Assessoria de Imprensa das exposições “China de um chinês” e “Corpo’: A Dois Comunicação: (21) 2508.8900 - adoiscom@adoiscom.com / Anna Accioly (21) 98616-6688 - anna.accioly@adoiscom.com / Carolina Oliveira (21) 98351-1224 - carolina@adoiscom.com
Ciclo de debates “Mulheres fotógrafas”: dias 08, 09, 13, 20, 22, 27 e 29/06, das 17h às 19h. GRÁTIS
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Apoio: Centro Cultural Correios.

“Como aprendi a sonhar em Bits”

A exposição dialoga com o universo dos games

A exposição “Como aprendi a sonhar em bits”, do artista plástico carioca Danilo Ribeiro, reúne uma série de trabalhos em que a pintura dialoga com a estética dos vídeo games. A abertura da exposição acontece no dia 07 de junho (quarta) às 19 horas no Centro Cultural Correios, com apoio dos Correios e da Artur Fidalgo Galeria e curadoria de Marlon Silli.

A exposição é composta por um conjunto de 16 obras inspiradas no universo dos vídeo games e a influência de jogos famosos, como Castlevania e Resident Evil, pode ser percebida nas pinturas do artista. Entre os trabalhos, encontram-se telas de grande formato, estudos preparatórios e trabalhos dípticos. Danilo Ribeiro levou quatro anos para concluir a produção dos trabalhos.

Como aprendi a sonhar em bits” foi apresentada pela primeira vez na cidade de Niterói, em novembro de 2016. A exposição ficou em cartaz por 9 semanas e foi visitada por 2.377 pessoas. Graças ao sucesso de público e de crítica, a exposição chegou ao Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro.

Danilo Ribeiro trabalha com desenho e pintura e já participou de diversas exposições coletivas. Recentemente, alguns de seus trabalhos foram incluídos na exposição “A Cor do Brasil” e na exposição “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”, ambas apresentadas no Museu de Arte do Rio (MAR). Em 2012, Danilo Ribeiro foi um dos indicados ao Prêmio PIPA. Atualmente, o artista é representado pela Artur Fidalgo Galeria, no Rio de Janeiro.

Serviço:
Exposição: “Como aprendi a sonhar em bits”
Abertura: 7 de junho, às 19h
Visitação: até 06 de agosto de 2017, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h - GRÁTIS
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Apoio: Centro Cultural Correios e Artur Fidalgo Galeria.

 

"O Cenário de Frank Schaeffer"

O público terá a oportunidade de ver uma grande mostra do artista plástico e educador Frank Schaeffer, considerado um dos maiores pintores a guache do Brasil.

O Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro faz uma homenagem à Frank Schaeffer, por ocasião de seu centenário de nascimento, apresentando cerca de 100 obras, que irão revelar os momentos mais importantes da carreira do artista e oferecendo aos visitantes uma visão panorâmica de sua trajetória.

A curadora Maria Verônica Martins optou por agrupar os trabalhos por décadas para melhor compreensão da carreira de Schaeffer. Privilegiou a escolha de desenhos, aquarelas, guaches, óleos e acrílicas sobre tela. Schaeffer buscou na arquitetura das antigas cidades e na natureza, sobretudo o mar, inspiração maior para seu trabalho, que é apresentado carregado de emoção e lirismo, em apurada técnica.

O ARTISTA

Nascido em Belo Horizonte em 1917, Frank Schaeffer mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1927. Foi aluno de Arpad Szenes, no Rio de Janeiro, e de Fernand Léger e André Lhote, em Paris.

Pintor, professor, engenheiro, ilustrador e gravador, realizou inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior.

Frank Schaeffer também era defensor das causas ambientais e foi enorme sua contribuição para a preservação e valorização do nosso patrimônio arquitetônico e natural, a proteção dos mangues e sua fauna, expresso em seu trabalho ao longo de toda a vida.

Serviço:
Exposição: “Centenário de Frank Schaeffer”
Abertura: 7 de junho, às 19h
Visitação: até 6 de agosto de 2017, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h - GRÁTIS
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Curadoria: Maria Verônica Martins
Apoio: Centro Cultural Correios 


“Daquilo que nos cerca”

A arte contemporânea dos mineiros Angelo Issa, Daniel Moreira e Leandro Gabriel propõe um diálogo com o público, estimulando a reflexão e o debate sobre a produção no campo das artes visuais. 

A exposição “Daquilo que nos cerca” - com curadoria do artista e professor Luiz Sérgio de Oliveira - apresenta pinturas de Angelo Issa, fotografias de Daniel Moreira e esculturas de Leandro Gabriel, trazendo à tona as implicações da tarefa de tentar compreender e dominar as complexidades da vida, através do que revelam os trabalhos dos artistas.

A mostra reúne cerca de 50 obras em diferentes formas e significados, sejam por meio de paisagens de fantasmagoria e de encantamento, que incluem aqueles que transitam ou que habitam as margens dos grandes centros; através da recuperação das mazelas sociais cotidianas; ou ainda na tentativa reunir partes e fragmentos inservíveis, restos, resíduos e detritos de um mundo que se acredita em desenvolvimento.

Segundo o curador da mostra, Luiz Sérgio de Oliveira, "Angelo Issa nos obriga a alargar nossa percepção e nossa compreensão da arte e da pintura para abrigar algo que parece fora de lugar, algo que, vindo direto das ruas, carreia suas mazelas, suas contradições e sua riqueza, de maneira a contaminar um universo que, por uma tradição inventada, supostamente se fez livre das impurezas do mundo real”.

Nas fotografias de Daniel Moreira, “o olhar do artista/viajante não se contenta com a mera contemplação passiva. Ele apreende criticamente o que vê e, atento às nuanças e texturas mais íntimas, refaz o dado apreendido num emblema válido ao qual somos então confrontados. Embora as melancólicas paisagens captadas nos alcancem inicialmente como situações estranhas e dissonantes, elas não tardam por nos aliar a seu sistema de harmonia, certamente pela sensibilidade com que o artista elabora sua poética, a ponto de as considerarmos nossas”, avalia o artista e professor Alexandre Sequeira.

Para o crítico de arte Marcos de Lontra Costa, “as esculturas de Leandro Gabriel sintetizam a força da natureza e a capacidade criativa do ser humano... Elas falam de pesos e volumes, mas também incorporam características do plano como as cores e as texturas. Há nelas uma estranha beleza, um estranho mistério que transforma a matéria fria, propensa à geometria e à razão, em algo plástico, maleável, elementos orgânicos que recriam a natureza, aproximando indústria e artesanato, arte e técnica, realidade e poesia, passado e presente”.

Serviço:
Exposição:
“Daquilo que nos cerca”
Abertura:
22 de março, às 19h.
Visitação:
até 21 de maio de 2017, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h - GRÁTIS
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro.
Telefone:
(21)2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Curadoria:
Luiz Sérgio de Oliveira
Apoio:
Centro Cultural Correios


“Arquipélagos”

Arquipélagos-1Arquipélagos-2

Entre nuvens, pedras, picos, serras... as artistas Evany Cardoso, Leonor Décourt e Salete Mulin mostram sua arte em diferentes suportes e técnicas gráficas em serigrafias, gravuras em metal e xilogravuras.

O tema, que relaciona a pesquisa de cada artista, aponta para questões geográficas, elementos singulares de identificação e localidade. A linguagem gráfica que permeia as obras passa pelas diversas técnicas gráficas como a serigrafia, gravura em metal e xilogravura. Projetos desenvolvidos em conjunto desde os anos 90.

Na obra de Evany Cardoso há um lago repleto de pedras representado por uma manta de borracha serigrafada. A artista trabalha com elementos retirados da natureza, dentro do espaço que envolve uma não paisagem, fazendo oposição entre solidez, |dispersão gasosa, pedras e nuvens/céu. São trabalhos resultantes da investigação de matérias e suportes alternativos para formas e imagens seriadas e suas combinações. Entre as obras, destacam-se os objetos “Lago” e “Nuvem”, além de seis objetos com serigrafia em aço, e seis estampas serigrafadas sobre papel.

A dimensão escultórica evidenciada no objeto gráfico reflete o conceito da obra. É assim no trabalho de Leonor Décourt, a instalação com elementos cônicos, impressos e montados em formato de picos, propõe uma leitura de grupamentos de ilhas isoladas.  A instalação conta com aproximadamente 160 gravuras/objeto, denominadas ”Picos”. Como ilhas, os Picos são agrupados em alguns conjuntos e posicionados sobre um piso espelhado. Um painel de tecido com imagens digitalizadas dos Picos complementa a instalação.

A relação entre natureza e cidade, pontos marcantes de localidades faz parte da série “Monumentos”, de Salete Mulin. Gravuras em grande formato registrando formações geológicas das regiões entre Rio e Minas. Estruturas geológicas relevantes, denominadas arquiteturas naturais. São três xilogravuras em grandes formatos e quatro menores, além da obra “EntreVer”, que apresenta o conjunto de 12 objetos em ferro e madeira. São formas recortadas no ferro e fixadas em almofadas de portas antigas. Trabalha o conceito de ver através, ou seja, uma visão particular do ambiente. No conjunto, o meio-matriz ganha autonomia, torna-se obra.

Serviço:
Exposição:
“Arquipélagos”
Abertura:
8 de março, às 19h
Visitação:
até 14 de maio de 2017, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h - GRÁTIS - prorrogado até dia 21/05
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro.
Telefone:
(21)2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Curadoria:
Alex Gama
Apoio:
Centro Cultural Correios

 

“Genoma” – Pablo Menezes

Genoma

A série de 50 pinturas do artista sergipano cria uma espécie de sistema orgânico que atrai o público a visualizar em sua arte abstrata algo animal, vegetal, ou real como a própria natureza.

 

Multimídia, conceitual e autodidata, o artista sergipano Pablo Menezes (1979) - radicado no Rio de Janeiro desde 1998 - produziu seus primeiros trabalhos na década de 90. Em Londres na ocasião da abertura do Museu Tate Modern, no ano de 2000, foi influenciado pelos grandes movimentos artísticos contemporâneos da época. Retornando ao Brasil em 2001, fez sua primeira exposição individual em Aracaju. A cada nova fase, inventa e reinventa técnicas, descobre e utiliza novos elementos, para expressar sua arte de alma abstrata e vertente minimalista.

A exposição “GENOMA” reúne 50 pinturas, de diversos tamanhos, em acrílica, sobre papel ou tela. Explora as possibilidades de uma pintura pura, sem artifícios, além das conjunções básicas dos três elementos fundamentais da pintura: a tinta, o pincel e o fundo branco. Por esse caminho simples, explora as gemas de cores primárias, que se unem criando um sistema orgânico, que pulsam em formas líquidas, possibilitando uma gama enorme de combinações, interpretações e leituras. 

Para a fotógrafa Sheila Emoingt, o trabalho do artista reflete toda uma fluidez, numa representação pictórica produzindo formas "sem formas" através do uso da cor. “É a cor marcando sua presença em total interação com o pulso quântico do universo. Essa dança de cores corre pelas telas, lembrando que a vida é um ciclo interminável e que somos parte de um todo muito além de um mero corpo físico individual. A vida pulsa em cada respiração. E cada respiração pulsa nos genomas produzidos pelo artista”.

Na iconografia do artista, destacam-se obras, como o recente painel GENOMA - ARTE DE RUA 2016 (fachada do estúdio de música, em Laranjeiras); a tela “Percurso Sedimentar Negro – 2012”, (acervo permanente do MAM/RJ - Coleção Gilberto Chateaubriand); o painel de azulejos "Veredas Juninas", localizado em Rosário do Catete/SE e considerado um dos maiores do país com 50x2m; o prêmio júri popular Salon International d´Art Contenporain Heclectik Galerie Carrousel du Louvre; inclusão da tela “Percurso Sedimentar Vermelho – 2015”, na instalação Desvio Para o Vermelho do artista Cildo Meireles.

Serviço:
Exposição:
“Genoma”
Abertura:
15 de março, às 19h
Visitação:
até 14 de maio de 2017, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h - GRÁTIS - prorrogado até dia 21/05
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro.
Telefone:
(21)2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Curadoria:
Mário Britto
Apoio:
Centro Cultural Correios


“Entre Terra” – Fotografias – Ricardo Nauenberg

Ricardo Nauenberg

Aventura visual de Ricardo Nauenberg Imagens de um subterrâneo urbano desaparecido

Ricardo Nauenberg tem um extenso currículo em TV, cinema e  design, mas no começo de sua formação artística a fotografia foi seu principal instrumento de trabalho. Em 2015, ele decidiu voltar ao imediatismo do clique. O cenário escolhido foi o subterrâneo da construção da Linha 4 do metrô carioca, inaugurada em agosto desse ano para a Olimpíada: uma paisagem à qual o público não teve acesso e desapareceu definitivamente quando a obra ficou pronta.

Entre milhares de cliques, 89 foram selecionados pelo artista e o curador Marc Pottier para compor a mostra “Entre Terra”, que ocupará uma área expositiva de 600 metros quadrados do Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro. Acrescido de mais imagens, esse conjunto renderá também um livro a ser lançado no ano que vem. Esse ensaio fotográfico sobre as variações humanas e geográficas foi realizado nas escavações do Itanhangá [Barra da Tijuca], da Antero de Quental e Igarapava [Leblon] e Praça Nossa Senhora da ª. da Paz [Ipanema].

As fotografias em cor e em preto e branco não são sobre a obra de engenharia, mas sobre a capacidade de o homem interferir no meio ambiente. “Decidi mergulhar em um ensaio sobre o tema e durante um ano fotografei essas interferências, procurando focar se eram cicatrizes (se mal feitas) ou tatuagens (se bem planejadas)... Uma ação forte do homem no meio ambiente, com imagens e formas que surpreendem e que desapareceram, pois o processo se completaria em aproximadamente um ano”, conta Nauenberg.

A mostra é um registro estético, distante do fotojornalismo. O que interessa a Nauenberg é, por exemplo, documentar uma paisagem transitória, que ninguém captou; uma “Serra Pelada” submersa, como ele descreve. A lente de 600mm, que achata planos, e a 7mm, que distancia e  cria linhas e perspectivas, foram sua escolha para se afastar do enfoque documental jornalístico. Afinal, o que mais o atrai é a “interpretação do real” e não o factual.

O curador Marc Pottier diz que “[...] o que é essencial aqui é o que permanece invisível: a impressão, fotografia após fotografia, de um fascínio notável e imenso que vem da repetição e da revelação do poder de um artista que consegue impor a realidade a este mundo abarrotado com leis desconhecidas e a confirmação de que este trabalho é realmente o resultado de uma aventura espiritual profundamente vivida no limiar entre o consciente e o inconsciente. É a vitória do efêmero. Nas fotografias de Ricardo Nauenberg, o tempo parece já ter destruído a criação do homem”.

Serviço:
Exposição: “Entre Terra” – Fotografias – Ricardo Nauenberg
Abertura: 20 de dezembro, às 19h
Visitação: até 21 de maio de 2017 - de terça-feira a domingo, das 12 às 19h – Grátis/Livre
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro.
Telefone: (21)2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Curadoria: Marc Pottier
Apoio: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Centro Cultural Rio de Janeiro


Visitação:
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Corredor Cultural
20010-976 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: 0XX 21 2253-1580
Fax: 0XX 21 2253-1545
E-mail:

Funcionamento:
O Centro Cultural Correios recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 12 às 19h
Entrada franca.