Serviços

Sobre o Centro

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro está localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro da cidade. Integra o Corredor Cultural, tendo como vizinhos a Casa França Brasil, ao lado, e o Centro Cultural do Banco do Brasil, defronte.

Mais sobre o centro
O imóvel foi inaugurado em 1922. As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.

A inauguração oficial do Centro Cultural Correios aconteceu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.

Suas instalações, adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.

No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 200 pessoas.

Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infra-estrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.

Ao fundo da Galeria de Arte está localizada a Agência JK, que oferece os serviços de Correios e de conveniência, com funcionamento de terça-feira a domingo, do meio-dia às 19 horas.

O Centro Cultural Correios dispõe também de um Bistrô, que funciona durante o horário de realização dos eventos.

A Praça dos Correios - uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto.

O Centro Cultural Correios, em média anual, recebe um público 400 mil visitantes e promove cerca de 50 eventos, com atrações variadas de teatro, música, dança, cinema e vídeo, além das exposições de diversos tipos de arte.

Confira as plantas baixas do Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro




 

Programação

TEATRO

Confissões de um senhor de idade

Confissões de um senhor de idade

O mestre do humor no teatro, cinema e televisão comemora 82 anos de idade e 60 de carreira no palco do Centro Cultural Correios. “Confissões de um senhor de idade” é seu agradecimento ao público por todo carinho. Um espetáculo autoral, onde Migliaccio apresenta tudo o que aprendeu do seu trabalho e assimilou da vida.

 “Confissões de um senhor de idade” é um espetáculo idealizado pelo mestre do humor no teatro, no cinema e na televisão, Flavio Migliaccio, no qual o ator, e também autor, apresenta em cena, através de seu próprio olhar, os seus 82 anos de vida e transfere a este trabalho sua visão, suas experiências, suas cores, seu humor e divide conosco uma vida dedicada à arte de interpretar.

Num diálogo com Deus, Flávio conta suas histórias, suas experiências, suas memórias, saudades e até tristezas, tudo com muito bom humor, que sempre foi a sua marca. Expor sua vida íntima será um presente dado ao público em agradecimento a todo amor recebido por ele em comemoração a 60 anos de carreira. Este espetáculo será uma ponte para que se conhecer mais a fundo a alma sensível de Flavio Migliaccio.

Na história, Flavio está dormindo quando alguém chama por ele. É Deus (Luciano Paixão), que encarnou num corpo de um simples mortal para lhe propor um estranho pacto: se Flavio lhe ajudar a desvendar um caso estranhíssimo que está acontecendo no céu, receberá a recompensa da vida eterna.

Flavio ainda conta as divertidas histórias de sua vida e também, momentos    tensos    e    poéticos      de     suas   experiências    artísticas.

No elenco, estão Flávio Migliaccio e Luciano Paixão. Flávio também é autor e diretor do espetáculo, além de criar a cenografia, montagem de slides e programação visual e assina o figurino com seu parceiro de cena Luciano Paixão.

O espetáculo ainda conta com: direção de produção de Cesar Bournier, assistente de produção Marcelo Gomes, assistente de projeto Isabela Oliveira, direção musical Morgana Michele, assistente de direção Marcelo Migliaccio, assistente de cenografia Rodrigo e fotos de divulgação Erica Fonseca.

Serviço:
TEATRO:
“Confissões de um senhor de idade”
Estreia:
18 de maio, às 19h
Temporada:
Até 09 de julho de 2017 - de quinta-feira a domingo, às 19h
Local:
Teatro Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro - Rio de Janeiro|RJ Capacidade: 200 lugares
Ingressos:
R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (meia)
Bilheteria:
 de quarta-feira a domingo, das 15h às 19h - Telefone: (21) 2219-5165.
Classificação Indicativa:
14 anos
Duração:
90 minutos
Apoio:
Correios.



EXPOSIÇÕES

“Daquilo que nos cerca”

A arte contemporânea dos mineiros Angelo Issa, Daniel Moreira e Leandro Gabriel propõe um diálogo com o público, estimulando a reflexão e o debate sobre a produção no campo das artes visuais. 

A exposição “Daquilo que nos cerca” - com curadoria do artista e professor Luiz Sérgio de Oliveira - apresenta pinturas de Angelo Issa, fotografias de Daniel Moreira e esculturas de Leandro Gabriel, trazendo à tona as implicações da tarefa de tentar compreender e dominar as complexidades da vida, através do que revelam os trabalhos dos artistas.

A mostra reúne cerca de 50 obras em diferentes formas e significados, sejam por meio de paisagens de fantasmagoria e de encantamento, que incluem aqueles que transitam ou que habitam as margens dos grandes centros; através da recuperação das mazelas sociais cotidianas; ou ainda na tentativa reunir partes e fragmentos inservíveis, restos, resíduos e detritos de um mundo que se acredita em desenvolvimento.

Segundo o curador da mostra, Luiz Sérgio de Oliveira, "Angelo Issa nos obriga a alargar nossa percepção e nossa compreensão da arte e da pintura para abrigar algo que parece fora de lugar, algo que, vindo direto das ruas, carreia suas mazelas, suas contradições e sua riqueza, de maneira a contaminar um universo que, por uma tradição inventada, supostamente se fez livre das impurezas do mundo real”.

Nas fotografias de Daniel Moreira, “o olhar do artista/viajante não se contenta com a mera contemplação passiva. Ele apreende criticamente o que vê e, atento às nuanças e texturas mais íntimas, refaz o dado apreendido num emblema válido ao qual somos então confrontados. Embora as melancólicas paisagens captadas nos alcancem inicialmente como situações estranhas e dissonantes, elas não tardam por nos aliar a seu sistema de harmonia, certamente pela sensibilidade com que o artista elabora sua poética, a ponto de as considerarmos nossas”, avalia o artista e professor Alexandre Sequeira.

Para o crítico de arte Marcos de Lontra Costa, “as esculturas de Leandro Gabriel sintetizam a força da natureza e a capacidade criativa do ser humano... Elas falam de pesos e volumes, mas também incorporam características do plano como as cores e as texturas. Há nelas uma estranha beleza, um estranho mistério que transforma a matéria fria, propensa à geometria e à razão, em algo plástico, maleável, elementos orgânicos que recriam a natureza, aproximando indústria e artesanato, arte e técnica, realidade e poesia, passado e presente”.

Serviço:
Exposição:
“Daquilo que nos cerca”
Abertura:
22 de março, às 19h.
Visitação:
até 21 de maio de 2017, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h - GRÁTIS
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro.
Telefone:
(21)2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Curadoria:
Luiz Sérgio de Oliveira
Apoio:
Centro Cultural Correios


“Arquipélagos”

Arquipélagos-1Arquipélagos-2

Entre nuvens, pedras, picos, serras... as artistas Evany Cardoso, Leonor Décourt e Salete Mulin mostram sua arte em diferentes suportes e técnicas gráficas em serigrafias, gravuras em metal e xilogravuras.

O tema, que relaciona a pesquisa de cada artista, aponta para questões geográficas, elementos singulares de identificação e localidade. A linguagem gráfica que permeia as obras passa pelas diversas técnicas gráficas como a serigrafia, gravura em metal e xilogravura. Projetos desenvolvidos em conjunto desde os anos 90.

Na obra de Evany Cardoso há um lago repleto de pedras representado por uma manta de borracha serigrafada. A artista trabalha com elementos retirados da natureza, dentro do espaço que envolve uma não paisagem, fazendo oposição entre solidez, |dispersão gasosa, pedras e nuvens/céu. São trabalhos resultantes da investigação de matérias e suportes alternativos para formas e imagens seriadas e suas combinações. Entre as obras, destacam-se os objetos “Lago” e “Nuvem”, além de seis objetos com serigrafia em aço, e seis estampas serigrafadas sobre papel.

A dimensão escultórica evidenciada no objeto gráfico reflete o conceito da obra. É assim no trabalho de Leonor Décourt, a instalação com elementos cônicos, impressos e montados em formato de picos, propõe uma leitura de grupamentos de ilhas isoladas.  A instalação conta com aproximadamente 160 gravuras/objeto, denominadas ”Picos”. Como ilhas, os Picos são agrupados em alguns conjuntos e posicionados sobre um piso espelhado. Um painel de tecido com imagens digitalizadas dos Picos complementa a instalação.

A relação entre natureza e cidade, pontos marcantes de localidades faz parte da série “Monumentos”, de Salete Mulin. Gravuras em grande formato registrando formações geológicas das regiões entre Rio e Minas. Estruturas geológicas relevantes, denominadas arquiteturas naturais. São três xilogravuras em grandes formatos e quatro menores, além da obra “EntreVer”, que apresenta o conjunto de 12 objetos em ferro e madeira. São formas recortadas no ferro e fixadas em almofadas de portas antigas. Trabalha o conceito de ver através, ou seja, uma visão particular do ambiente. No conjunto, o meio-matriz ganha autonomia, torna-se obra.

Serviço:
Exposição:
“Arquipélagos”
Abertura:
8 de março, às 19h
Visitação:
até 14 de maio de 2017, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h - GRÁTIS - prorrogado até dia 21/05
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro.
Telefone:
(21)2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Curadoria:
Alex Gama
Apoio:
Centro Cultural Correios

 

“Genoma” – Pablo Menezes

Genoma

A série de 50 pinturas do artista sergipano cria uma espécie de sistema orgânico que atrai o público a visualizar em sua arte abstrata algo animal, vegetal, ou real como a própria natureza.

 

Multimídia, conceitual e autodidata, o artista sergipano Pablo Menezes (1979) - radicado no Rio de Janeiro desde 1998 - produziu seus primeiros trabalhos na década de 90. Em Londres na ocasião da abertura do Museu Tate Modern, no ano de 2000, foi influenciado pelos grandes movimentos artísticos contemporâneos da época. Retornando ao Brasil em 2001, fez sua primeira exposição individual em Aracaju. A cada nova fase, inventa e reinventa técnicas, descobre e utiliza novos elementos, para expressar sua arte de alma abstrata e vertente minimalista.

A exposição “GENOMA” reúne 50 pinturas, de diversos tamanhos, em acrílica, sobre papel ou tela. Explora as possibilidades de uma pintura pura, sem artifícios, além das conjunções básicas dos três elementos fundamentais da pintura: a tinta, o pincel e o fundo branco. Por esse caminho simples, explora as gemas de cores primárias, que se unem criando um sistema orgânico, que pulsam em formas líquidas, possibilitando uma gama enorme de combinações, interpretações e leituras. 

Para a fotógrafa Sheila Emoingt, o trabalho do artista reflete toda uma fluidez, numa representação pictórica produzindo formas "sem formas" através do uso da cor. “É a cor marcando sua presença em total interação com o pulso quântico do universo. Essa dança de cores corre pelas telas, lembrando que a vida é um ciclo interminável e que somos parte de um todo muito além de um mero corpo físico individual. A vida pulsa em cada respiração. E cada respiração pulsa nos genomas produzidos pelo artista”.

Na iconografia do artista, destacam-se obras, como o recente painel GENOMA - ARTE DE RUA 2016 (fachada do estúdio de música, em Laranjeiras); a tela “Percurso Sedimentar Negro – 2012”, (acervo permanente do MAM/RJ - Coleção Gilberto Chateaubriand); o painel de azulejos "Veredas Juninas", localizado em Rosário do Catete/SE e considerado um dos maiores do país com 50x2m; o prêmio júri popular Salon International d´Art Contenporain Heclectik Galerie Carrousel du Louvre; inclusão da tela “Percurso Sedimentar Vermelho – 2015”, na instalação Desvio Para o Vermelho do artista Cildo Meireles.

Serviço:
Exposição:
“Genoma”
Abertura:
15 de março, às 19h
Visitação:
até 14 de maio de 2017, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h - GRÁTIS - prorrogado até dia 21/05
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro.
Telefone:
(21)2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Curadoria:
Mário Britto
Apoio:
Centro Cultural Correios


“Entre Terra” – Fotografias – Ricardo Nauenberg

Ricardo Nauenberg

Aventura visual de Ricardo Nauenberg Imagens de um subterrâneo urbano desaparecido

Ricardo Nauenberg tem um extenso currículo em TV, cinema e  design, mas no começo de sua formação artística a fotografia foi seu principal instrumento de trabalho. Em 2015, ele decidiu voltar ao imediatismo do clique. O cenário escolhido foi o subterrâneo da construção da Linha 4 do metrô carioca, inaugurada em agosto desse ano para a Olimpíada: uma paisagem à qual o público não teve acesso e desapareceu definitivamente quando a obra ficou pronta.

Entre milhares de cliques, 89 foram selecionados pelo artista e o curador Marc Pottier para compor a mostra “Entre Terra”, que ocupará uma área expositiva de 600 metros quadrados do Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro. Acrescido de mais imagens, esse conjunto renderá também um livro a ser lançado no ano que vem. Esse ensaio fotográfico sobre as variações humanas e geográficas foi realizado nas escavações do Itanhangá [Barra da Tijuca], da Antero de Quental e Igarapava [Leblon] e Praça Nossa Senhora da ª. da Paz [Ipanema].

As fotografias em cor e em preto e branco não são sobre a obra de engenharia, mas sobre a capacidade de o homem interferir no meio ambiente. “Decidi mergulhar em um ensaio sobre o tema e durante um ano fotografei essas interferências, procurando focar se eram cicatrizes (se mal feitas) ou tatuagens (se bem planejadas)... Uma ação forte do homem no meio ambiente, com imagens e formas que surpreendem e que desapareceram, pois o processo se completaria em aproximadamente um ano”, conta Nauenberg.

A mostra é um registro estético, distante do fotojornalismo. O que interessa a Nauenberg é, por exemplo, documentar uma paisagem transitória, que ninguém captou; uma “Serra Pelada” submersa, como ele descreve. A lente de 600mm, que achata planos, e a 7mm, que distancia e  cria linhas e perspectivas, foram sua escolha para se afastar do enfoque documental jornalístico. Afinal, o que mais o atrai é a “interpretação do real” e não o factual.

O curador Marc Pottier diz que “[...] o que é essencial aqui é o que permanece invisível: a impressão, fotografia após fotografia, de um fascínio notável e imenso que vem da repetição e da revelação do poder de um artista que consegue impor a realidade a este mundo abarrotado com leis desconhecidas e a confirmação de que este trabalho é realmente o resultado de uma aventura espiritual profundamente vivida no limiar entre o consciente e o inconsciente. É a vitória do efêmero. Nas fotografias de Ricardo Nauenberg, o tempo parece já ter destruído a criação do homem”.

Serviço:
Exposição: “Entre Terra” – Fotografias – Ricardo Nauenberg
Abertura: 20 de dezembro, às 19h
Visitação: até 21 de maio de 2017 - de terça-feira a domingo, das 12 às 19h – Grátis/Livre
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro - Rio de Janeiro.
Telefone: (21)2253-1580 (Recepção)
centroculturalrj@correios.com.br
Curadoria: Marc Pottier
Apoio: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro 

Centro Cultural Rio de Janeiro


Visitação:
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Corredor Cultural
20010-976 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: 0XX 21 2253-1580
Fax: 0XX 21 2253-1545
E-mail:

Funcionamento:
O Centro Cultural Correios recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 12 às 19h
Entrada franca.