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Vertente Econômico-Financeira

Nos últimos anos, a ECT pode comemorar os ótimos resultados financeiros alcançados em termos de receita e lucro operacional. No entanto, esse perfil de empresa lucrativa e autossustentável nem sempre foi a marca dos Correios.

Quando foi criada, em 1969, a empresa dependia de subvenção econômica da União para o pagamento de seus empregados e a modernização de sua estrutura. Esse vínculo, se por um lado garantia a manutenção da empresa, por outro tornava as finanças da ECT mais vulneráveis às mudanças de política econômica do Governo Federal.

Nos anos 70, em plena era do "Milagre Econômico", os Correios aproveitaram os bons ventos da economia para crescer e investir em infraestrutura.

Já na inflacionária década de 1980, os sucessivos pacotes econômicos fizeram com que a empresa sofresse alguns percalços na sua administração financeira. Os dois mais marcantes foram os de 1986, com a implantação do Plano Cruzado, e o de 1990, com o Plano Collor. Apesar de serem momentos diferentes, o motivo que levou a empresa a apertar o cinto foi o mesmo o congelamento das tarifas postais às vésperas do seu reajuste, o que gerou um forte desequilíbrio econômico-financeiro.

O controle da inflação nos anos 90 trouxe estabilidade e sustentabilidade para a empresa. A partir de 2002, políticas de equilíbrio das despesas, investimento em capacitação de pessoal e inovações tecnológicas, aliados ao otimismo do mercado financeiro global, fizeram com que os Correios fechassem os anos de 2007 e 2008 com os melhores números de sua história.