Services

Sobre o Espaço

O Espaço Cultural Correios está localizado no Edifício-Sede dos Correios do Ceará, na rua Senador Alencar, 38, no centro de Fortaleza.O prédio de belos traços arquitetônicos foi construído em 1932. Em um ambiente climatizado de 100 m² em seu interior, o Espaço Cultural Correios surge como um ponto de concentração da cultura, de fácil acesso ao público.

Mais sobre o centro
Inaugurado oficialmente no dia 5 de agosto de 2005, o espaço já existe desde 1994, quando a Diretoria Regional dos Correios do Ceará passou a ceder parte do hall da agência central para exposições de obras de arte. O objetivo era oferecer aos clientes a oportunidade de apreciar a arte ao mesmo tempo em que utilizassem os serviços da Empresa.

No início, era apenas um pequeno local sem pretensão de grandiosidade, criado para dar visibilidade a artistas anônimos que não encontravam a oportunidade de mostrar ao público o resultado de suas inspirações. A ação foi bem recebida por clientes, artistas, imprensa e sociedade.

Com uma crescente necessidade de locais para exporem suas obras, os artistas viram nos Correios um espaço perfeito que une credibilidade e reconhecimento da sociedade.

A agenda é sempre renovada e diversificada, buscando atender a todos os gostos e anseios. A população tem a chance de prestigiar não só os artistas principiantes como também os renomados, que procuram inserir seus trabalhos em um local que disponibiliza obras de arte a todo tipo de público.

A consolidação dos Correios como fomentador da cultura faz com que artistas procurem suas dependências para mostrar a diversidade de talentos e estilos. Nessa parceria, ocorre a democratização do conhecimento e das identidades históricas do Ceará.

Confira a planta baixa do Espaço Cultural Correios Fortaleza
Planta baixa do auditório do Espaço Cultural Correios Fortaleza

Mais informações sobre o espaço: unidadesculturais@correios.com.br

 

Programação

EXPOSIÇÃO

Exposição “SEREIAS", pelos fotógrafos pesquisadores Fernanda Oliveira e Sérgio Carvalho, tem abertura dia 13 de julho, no Espaço Cultural Correios Fortaleza (ECC).

Sereias: mulheres do mar
A mostra sobre o universo feminino da pesca artesanal no Ceará, com 30 fotos e vídeo documental, segue em cartaz até 03 de setembro com visitação gratuita de segunda a sexta-feira no equipamento cultural dos Correios.


A partir de projeto pioneiro de pesquisa antropológica visual e ensaios fotográficos sobre mulheres que participam ativamente da pesca no Ceará, os fotógrafos Sérgio Carvalho e Fernanda Oliveira apresentam a exposição SEREIAS, que abre às 16 horas do dia 13 de julho (quarta-feira) no Espaço Cultural Correios Fortaleza (ECC- R. Senador Alencar, 38 – Centro), ficando em cartaz até 03 de setembro com uma série de atividades. São 30 imagens sobre o universo feminino da pesca artesanal no Ceará, pela dupla de pesquisadores-fotógrafos, que se unem no espaço expositivo ao vídeo documental do projeto feito pelo cineasta Tibico Brasil e making of por Mika Holanda, sob curadoria das pesquisadoras Angela Magalhães e Nadja Peregrino com expografia pelo designer e produtor cultural Ademar Assaoka e textos da jornalista Iana Soares. O projeto recebeu os prêmios Latino-Americano de Fotografia da Colômbia e o Chico Albuquerque de Fotografia da Secretaria de Cultura do Ceará.

Além de visitas guiadas gratuitas ao público (de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h), agendamentos podem ser feitos pelo (85) 3255-7142 e a exposição levará estudantes de escolas da rede pública à mostra. “O projeto fotográfico e de pesquisa antropológica instrumentou a coleta de dados e informações visuais, e por meio das imagens registrou e agora expõe esses ricos documentos sobre a cultura litorânea da pesca artesanal e feminina”, ressalta a fotógrafa e copesquisadora Fernanda Oliveira.

A exposição também contemplará a produção do livro SEREIAS, que serálançado em agosto próximo, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC). A publicação “traz as imagens e documentações sobre as mulheres que desenvolvem essa atividade econômica ou retiram seus sustento do mar, tais como pescadoras, marisqueiras, lagosteieras, algueiras, e que se encontram em quase toda a faixa litorânea do Estado do Ceará”, detalha o fotógrafo e parceiro na pesquisa, Sérgio Carvalho. O livro também terá exemplares doados aos principais museus e institutos de arte, bibliotecas municipais, Instituto Terra Mar, associações ligadas à Rede Tucum e escolas públicas das principais cidades cearenses.

O projeto expositivo e editorial “Sereias” tem patrocínio dos Correios através de Sistema Aberto de Seleção de Patrocínios, sob produção da Ânima Produtora Cultural, que visam, junto ao trabalho autoral de fotografia e pesquisa, contribuir também para o reconhecimento e a conscientização das mulheres como pescadoras e para preservação e valorização da pesca artesanal como atividade geradora de renda e desenvolvimento sociocultural das comunidades alcançadas.

O Projeto Sereias

Iniciada em 2012, a pesquisa e documentação visual antropológica pela dupla Fernanda Oliveira e Sérgio Carvalho foi executado em torno de cinco anos. O apanhado revela o universo feminino do mundo da pesca artesanal no Ceará, que apesar de praticamente desconhecido na sociedade de uma maneira geral, tem tais personagens inseridas numa atividade, predominantemente masculina, em que as pescadoras, além de exercerem a pesca, estão sujeitas à dupla jornada de trabalho, cuidando dos filhos e da casa.

Apesar de serem ainda minoria, aos poucos, essas mulheres vêm se impondo num setor que guarda uma cultura de preconceitos em relação a elas. Vencer as barreiras não tem sido tarefa fácil, principalmente porque somente agora, elas próprias estão se reconhecendo como pescadoras, à medida que estão se organizando em associações e/ou colônias de pescadores. Verifica-se que muitas delas desenvolvem um trabalho de pesca, mas não se consideram pescadoras, porque fazem aquilo como extensão dos afazeres domésticos, como necessidade de sobrevivência. Mesmo com os afazeres domésticos e a dupla jornada de trabalho, as mulheres vêm cada vez mais assumindo a pesca como atividade profissional e se engajando em associações e grupos que defendem os direitos dos pescadores e do meio ambiente.

Ressaltamos também que em muitas comunidades, os pescadores artesanais e suas famílias foram e ainda são expulsos das terras em que moravam, para que fossem cedidos lugares ao turismo. Nessa disputa de territórios, as comunidades pesqueiras são as que mais sofrem no litoral do estado, por isso algumas comunidades lutam pela criação de reservas extrativistas como maneira de garantir a sua permanência e a preservação da área.

A experiência dos dois pesquisadores e fotógrafos com livros já publicados, projetos premiados e exposições fotográficas produzidas, auxiliou também ao projeto “Sereias” a ter apoios fundamentais. Entre os quais, o do Instituto Terramar (http://www.terramar.org.br) - ONG sem fins lucrativos, que atua na Zona Costeira do Ceará, visando o desenvolvimento humano com justiça socioambiental, cidadania, participação política, autonomia dos grupos organizados e fortalecimento da identidade cultural dos Povos do Mar do Ceará. Da mesma forma, o apoio da Rede Tucum (http://www.tucum.org) - formada por comunidades na zona costeira cearense, com a participação de comunidades costeiras, entre indígenas, pescadores e moradores de assentamentos rurais, entre outras parcerias institucionais.

Os Fotógrafos e Pesquisadores

Fernanda Oliveira é fotógrafa e pesquisadora. Mestra em Comunicação e Linguagens – linha Fotografia e Audiovisual pela Universidade Federal do Ceará UFC (2012) e Especialista em Teorias da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (2008). Possui graduação em Comunicação Social pela Universidade de Fortaleza (2005) e ensina no curso de Comunicação (Jornalismo; Publicidade e Propaganda) e no curso de Design da FIC Faculdade Integrada do Ceará em Fortaleza (Grupo Estácio).

Graduanda em Psicologia pela Universidade de Fortaleza UNIFOR (2012). Durante 3 anos assumiu a diretoria Executiva do IFOTO Instituto de Fotografia de Fortaleza. Como jornalista, Fernanda Oliveira foi repórter fotográfica do Jornal Diário do Nordeste. Realizou, ainda, diversos trabalhos institucionais e documentais para organizações não-governamentais e outras empresas na área de fotografia e também na área de assessoria de comunição. Fernanda vem desenvolvendo outros projetos de experimentação estética e documental como: "Mulheres Líderes no Sertão Central do Ceará"; "Santa Terezinha – o morro de uma cidade" e "As Cores Violetas", com os quais foi agraciada com seis prêmios e a publicação dos livros.

Com o projeto "Sereias Mulheres do Mar" ganhou o prêmio internacional Latino Americano de fotografia. Fernanda teve os seus projetos expostos nos principais festivais de fotografia brasileiros como Fotoarte Brasília, FestfotoPOA e Paraty em Foco.

Sérgio Carvalho, 46 anos, piauiense, fotografa desde os anos 1990, desenvolvendo a fotografia como expressão artística documental. Fez diversas exposições e participoude salões de arte e festivais de fotografia, como nas quatro edições do DeVERcidade em Fortaleza (2005, 2006, 2007 e 2010), FotoArteBrasilia (2010), Festival de La Luz (2010 – Argentina), Fotopoa 2012 (Porto Alegre), PhotobookAward 2011 (Kassel -Alemanha) e POY LATAM 2013.

Em 2005 participou de coletivo fotográfico que produziu o documentário “Gente do Delta”, contemplado com o Prêmio Chico Albuquerque de Fotografia da Secretaria de Cultura do Ceará (SECULT-CE). Em 2006 foi um dos vencedores do Edital de Artes da FUNCET/Fortaleza, com o ensaio “Docas do Mucuripe”, em coautoria com o fotógrafo Paulo Gutemberg, cujo livro foi publicado em 2010. No mesmo ano, publicou o livro “Retrato Escravo”, junto ao fotógrafo João Roberto Ripper, publicação indicada como uma das melhores de 2010 pelo Internacional Photobook Festival 2011(Kassel, Alemanha) e Menção Honrosa no POY LATAM 2013.

Também publicou os livros “Barbearia do Tempo” (2011), “Às vezes, criança – Um quase retrato de uma infância roubada” (2012) com o poeta Rubervam Du Nascimento e o livro “Homens-Caranguejo” (trabalho coletivo, 2013). É membro-fundador e ex-diretor do IFOTO – Instituto da Fotografia, em Fortaleza/CE.

Serviço:
Exposição “SEREIAS”, de Fernanda Oliveira e Sérgio Carvalho
A
bertura: dia 13 de julho, às 16h.
Local: 
Espaço Cultural Correios Fortaleza (R. Senador Alencar, 38 – Centro – Fortaleza).
Visitações até 03 de setembro
, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Entrada franca.
Fone
para agendamentos de visitas guiadas e informações: (85) 3255 7142.
Atendimento à imprensa:
Kiko Bloc-Boris – (85) 9 8892.1195 / e-mail kikobb@gmail.com
Helena Félix - (85) 9 9993.4920 / e-mail pontualcomunicacao@gmail.com


EXPOSIÇÃO

Sigbert Franklin

Fortaleza, 13 de abril de 2016 – Desenhos de traços rápidos e vigorosos, com fortes cores que trazem o ritmo do rock e denunciam a marginalização de figuras humanas na sociedade de consumo. Este é um forte elemento que caracteriza a obra do artista plástico cearense Sigbert Franklin. O público de Fortaleza poderá conferir um pouco do seu trabalho no próximo dia 19 de abril, quando será lançada a exposição Sonhos e Enigmas, com dez obras suas que compõem o acervo artístico do Banco do Nordeste. O lançamento ocorre na galeria do Espaço Cultural Correios (Rua Senador Alencar, 38. Centro), às 16h. As visitações prosseguem no mesmo local, até o dia 1 de julho, sempre de segunda a sexta, das 8h às 17h.

A consultora cultural do Banco do Nordeste, Jacqueline Medeiros, informa que esta será a primeira mostra do artista, após sua morte ocorrida cinco anos atrás, e abre as homenagens ao desenhista, pintor e músico cearense, nascido em 1947. “O público poderá conhecer a trajetória do artista nas técnicas de pintura e desenho. A mostra também terá uma cronologia comentada de Siegbert, enquanto artista plástico e músico”, diz.

Segunda ela, a crítica social emerge na obra de Sigbert Franklin, por meio de figuras disformes que se perdem em meio a abstrações, rabiscos e transparências, em colagens e sobreposições. O artista se volta em direção ao mundo dos humildes e dos excluídos.

Jacqueline também destaca o lirismo de seu moderado cromatismo, onde a figura humana ocupa o centro das atenções; bem como o figurativismo e abstracionismo, que criam dissonâncias, mas se incorporam em perfeita cumplicidade nos seus trabalhos.

Carreira artística
Antes mesmo de se denominar como artista plástico, Siegbert tinha o rock como sua preferência musical, e tocava nos poucos grupos da cidade de Fortaleza. No entanto, foi nas artes plásticas que ele se firmou a partir dos anos 1980, período que desenvolveu sua carreira em São Paulo.

Siegbert participou de vários salões oficiais e exposições coletivas, entre eles: VII Salão Nacional do Estado do Ceará (1981); 47º Salão de Belas Artes de São Paulo (1982); VII Exposição de Belas Artes Brasil-Tókio, Japão (1985Entre suas exposições individuais destacam-se: "Feira de Ilusões", Galeria Antonio Bandeira, Fortaleza, CE (1977); "Luzes do Equador", Centro Cultural Brasil-Alemanha, Fortaleza, CE (1978); Galeria do Ideal Clube, Fortaleza, CE (1980 e 1981); "Aquarelas", Chroma Galeria, São Paulo (1986); Galeria Oscar Seráfico, Brasília (1989); "Luzes do Equador", Circuito Intercolegial e Universitário de Jaboticabal (1998); Art-Web2000, Künsthaus, Nuremberg, Alemanha (2000); "Lembranças do Futuro" na Kasper Haus, Nuremberg, Alemanha (2001); Salão de Exposições da Prefeitura de Nuremberg, Alemanha (2002).

Suas obras encontram-se em importantes coleções oficiais e particulares, além do Banco do Nordeste: Museu de Arte de São Paulo; Paço das Artes, São Paulo; Museu de Arte Contemporânea, Curitiba; Museu de Arte Moderna da Bahia; Museu da Universidade Federal do Ceará; Museu de Arte Moderna, São Paulo; Museu de Arte de Ribeirão Preto; Museu Banespa; Museu CCBEU, Belém do Pará; Embaixada do Chile, Berlim (Alemanha) e Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.

Coleção Banco do Nordeste

A coleção Banco do Nordeste é formada por quase mil obras de artistas brasileiros, todas catalogadas e fotografadas, que permitem conhecer a diversidade da arte, sobretudo a nordestina.

“No Brasil, e principalmente em Fortaleza, uma coleção de arte tem um papel fundamental, não só pelas deficiências locais na formação e no acesso a arte, mas também pelas carências das coleções públicas que não conseguem acompanhar economicamente o ritmo do mercado e das diversas produções artísticas”, afirma Jacqueline Medeiros.

Segundo ela, é neste contexto que o Banco do Nordeste decidiu formar e dar visibilidade ao seu acervo de arte. A coleção é composta, na sua grande maioria, por artistas brasileiros modernos e contemporâneos, tendo a primeira aquisição acontecido em 1956, com obras como “Jangadeiros em Palestras”, de Raimundo Cela, com o objetivo de decorar o gabinete do presidente da instituição.

Entre 1981 e 1991, foram adquiridas 35% das obras atuais. No período de 2005 a 2013, foi retomada a política de aquisição de obras de arte, desta feita com o objetivo de compor um acervo sob a responsabilidade do Centro Cultural Banco do Nordeste. Nesta nova fase, a coleção foi formada a partir dos segmentos: Gravura Nordestina, Referências da História da Arte no Nordeste e Produção Contemporânea com características para o experimental e liberdade criativa.Em breve uma nova atração.

Serviço:
Local: Espaço Cultural  Correios Fortaleza ( rua Senador Alencar, 38 – centro – Fortaleza CE)
Visitação: de 19 de abril a 01 de julho
Horários: das 8h às 17h- segunda à sexta
Contato: 85 3255-7142
Gratuito

Espaço Cultural Fortaleza




Visitação:

Espaço Cultural Correios
Rua Senador Alencar, 38 – Centro
Fortaleza – CE
Telefone: 0XX 85 3255-7262
e-mail: espacoculturalce@correios.com.br

Funcionamento:
de 08h00 às 17h00, de segunda à sexta-feira, e sábados, das 08h00 às 12h00
Entrada franca.