|
Os Correios, em parceria com a Sociedade de Zoológicos do Brasil – SZB, desenvolve mais uma ação educativa com temática na preservação do meio ambiente, divulgando, por meio desta série de selos especiais, a importância dos zoológicos para a manutenção das espécies, além de difundir a beleza dos animais que vivem nestes espaços de lazer, educação ambiental, conservacionismo e pesquisa.
Esta emissão foi o resultado de um amplo processo de votação popular realizada pela ECT por meio da internet – “Bote o Bicho no Selo”– e reproduz os bichos mais votados dentre os que vivem nos zoológicos das diversas regiões geográficas brasileiras: a arara-vermelha-grande (Região Norte), o leão-africano (Região Nordeste), a girafa (Região Centro-Oeste), o elefante-africano (Região Sudeste) e o tigre (Região Sul), além do chimpanzé, escolhido dentre um dos grupos de animais propostos pela SZB.
A história das primeiras coleções de animais selvagens mantidos em cativeiro remonta a milênios antes de Cristo, a partir de empreendimentos de reis e imperadores do oriente (Índia, China e Japão). Mas um dos exemplos mais antigos de um verdadeiro zôo data de 2.900 a 2.200 a. C., no antigo Egito.
Importante citar o zoológico de Ling Yu (Jardim da Inteligência), do imperador chinês Wen Wang, e os animais reunidos pelo rei bíblico Salomão, duas outras experiências da antigüidade. E ainda as coleções de Plínio (soterradas em Pompéia, na erupção do Vesúvio, em 79 d. C.) ou as do imperador asteca Montezuma (descobertas pelo conquistador Hernán Cortés, em 1515).
Mas é com o Zôo de Schonbrunn, na Áustria, construído pelo imperador Francisco I, em 1752 , que teve início uma nova era conceitual, no que se refere à arquitetura de recintos, paisagismo e manejo de animais. Como acontecia com os zoológicos implantados até então, não se tratava de um estabelecimento aberto à visitação pública, privilégio que se tornou realidade somente a partir de 1765, no reinado de José II.
Na segunda metade do século XIX apareceram inúmeros dos grandes zôos ainda hoje existentes: o de Jakarta, na Indonésia, o de Adelaide, na Austrália, o de Adis Abeba, na Etiópia, o de Nova Iorque, EUA, e o de Buenos Aires, na Argentina, etc.
No Brasil, a história dos zoológicos tem início com o Museu Emílio Goeldi, em Belém do Pará, que anexo ao seu prédio inaugurou uma coleção de animais representativos da fauna amazônica e, em 1895, seu Parque Zoobotânico. Outra iniciativa pioneira foi implantada no Passeio Público de Curitiba, no Paraná. Nas décadas de 1940/60, foram inaugurados os zoológicos do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Porto Alegre e o de Brasília, que comemora seu cinqüentenário neste ano.
A partir de 1960, se multiplicam também nas cidades do interior, geralmente ligados às Prefeituras, o que resultou, aproximadamente, em 120 zoológicos hoje em funcionamento, distribuídos pela maioria dos estados brasileiros.
Em 1977, na cidade de Sorocaba – SP, foi criada a Sociedade de Zoológicos do Brasil - SZB, que, a partir de então, buscou um novo conceito para os zôos brasileiros, trabalhando para que deixassem de ser meramente um local para exposição de animais ao público, e que passassem a ter como prioridade a pesquisa, a conservação das espécies, a educação ambiental e o lazer para a população.
Tradicionalmente definidos como uma coleção de animais silvestres mantidos vivos em cativeiro ou em semi-liberdade e expostos a visitação pública, passados 30 anos da fundação da SZB, os zoológicos brasileiros atuam em muitas outras áreas, sendo responsáveis por uma série de programas que buscam a preservação de espécies da fauna selvagem brasileira, que estão em perigo no seu ambiente natural, como os micos-leões, o lobo-guará, a ararajuba, a arara-azul-grande e o jacaré-de-papo-amarelo, entre outros.
Segundo dados recentes, 20 milhões de pessoas visitam anualmente cerca de 60 mil animais mantidos nos zoológicos brasileiros, instituições que empregam grande número de trabalhadores e que, quase em sua totalidade, possuem programas de educação ambiental, tornando-se, portanto, os grandes centros brasileiros de difusão de idéias conservacionistas e de respeito ao meio ambiente.
Luiz Antonio da Silva Pires
Diretor de Comunicações SZB
|