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Ano do Brasil na França Saison: Território de diversidade e identidade


Código de comercialização:
85200714-0
Edital: nº 07
Arte: Alan Magalhães, Bárbara Duarte, Camila Hott, Luiz Santos e Severiano Porto
Fotos: Paulo Pereira da Silva e Severiano Porto
Colaboração: Grupo Corpo ? Companhia de Dança
Processo de Impressão: Ofsete
Folha 30 selos
Papel: Cuchê gomado
Valor facial: R$ 0,80 cada selo
Tiragem: 1.800.000 selos
Picotagem: 11,5 x 12
Área de desenho: 35 mm x 25 mm
Dimensões do selo: 40 mm x 30 mm
Data de emissão: 15/6/2005
Locais de lançamento: Paris-França, Brasília-DF, Manaus-AM, Belém-PA e Recife/PE
Peça Postal: 6 Cartões-Postais (Veja o Cartão Postal - Arquitetura - cód. 85160338-6)
   (Veja o Cartão Postal - Música - cód. 85160333-5)
   (Veja o Cartão Postal - Culinária - cód. 85160336-0)
   (Veja o Cartão Postal - Literatura - cód. 85160337-8)
   (Veja o Cartão Postal - Dança - cód. 85160334-3)
   (Veja o Cartão Postal - Arte Indígena - cód. 85160335-1)
Tiragem: 3.000 de cada cartão
Impressão: Casa da Moeda do Brasil

Os pedidos devem ser endereçados à Agência de Vendas a Distância ? Av. Presidente Vargas, 3.077 - 23º andar 20210-973 - Rio de Janeiro/RJ - telefones: (21) 2503-8095/8096; Fax: (21) 2503-8638; e-mail:centralvendas@correios.com.br. Para pagamento, envie cheque bancário ou vale postal em nome da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ou autorize débito em cartão de crédito American Express, Visa ou Mastercard.



SOBRE OS SELOS

Cada selo da sextilha divulga um ícone da cultura brasileira: o da literatura de cordel tem como fundo o mar e uma jangada e os folhetos pendurados em barbantes, como são expostos para venda em feiras, mercados, praças, etc ; o da cultura indígena apresenta a dança do Umbu, típica dos índios Pankararu, situados no Estado de Pernambuco, que dançam com traje típico; o da gastronomia apresenta pratos típicos da região norte do Brasil ? Pato no Tucupi, em que o pato é servido com o tucupi, caldo amarelo produzido da mandioca, cujo preparo é inspirado na tradição indígena, e uma tigela de açaí, líquido extraído de uma das palmeiras mais típicas do Estado do Pará; o selo da Dança Contemporânea focaliza um casal de dançarinos, demonstrando a multiplicidade e a liberdade para criar um estilo próprio; o da música divulga o Choro, gênero musical que surgiu no Rio de Janeiro, no final do século XIX, sendo representado no selo pela paisagem do Morro da Urca e o Pão de Açúcar, e, em primeiro plano , apresenta um grupo de músicos interpretando, em espaço público, um repertório de músicas populares; o último selo apresenta o Estádio Vivaldo Lima, da cidade de Manaus/AM, projetado pelo arquiteto Severiano Mário Porto, cujo trabalho é pertinente à realidade local, incorporando materiais e técnicas regionais, respeitando as condições ambientais e geográficas da região, que se consagrou como ?arquitetura amazônica?.



ANO DO BRASIL NA FRANÇA
SAISON / TERRITÓRIO DE DIVERSIDADE E IDENTIDADE

Estes selos celebram o fato de que o Brasil estará no coração da França, ao longo de 2005, para apresentar ao mundo não apenas uma exposição, um filme, um show, mas uma temporada cultural completa, evento que os brasileiros chamam carinhosamente (e apropriadamente) de ?saison?, em francês mesmo.

De março ao fim de dezembro, os franceses e os turistas de todo o planeta que visitarem a França terão a oportunidade de conhecer e de experimentar o Brasil, através de expressões diversas dos modos de pensar, de ser, de fazer e de sentir que caracterizam a cultura mestiça do nosso vasto país.

Este Brasil que estaremos (re)apresentando ao planeta não é, certamente, o Brasil dos estereótipos, das apropriações reducionistas, das simplificações e generalizações. Este Brasil da ?saison? é o Brasil dos múltiplos Brasis que os brasileiros fizeram e fazem, e que os brasileiros, brasileiramente, enxergam.

Teremos cerca de 300 eventos em vários campos da criação e da reflexão, como a música, as artes visuais, o cinema, as artes cênicas, a literatura, a gastronomia, a moda, o design e as ciências humanas. Teremos ainda uma série de seminários e feiras empresariais, governamentais e do terceiro setor.

Tenho me esforçado pessoalmente, ao lado da equipe do Ministério da Cultura do Brasil e das autoridades francesas que abraçaram o projeto, para que esta jornada, esta experiência, seja a mais completa, a mais abrangente, a mais plural possível, de modo a dar conta da complexidade do Brasil e de sua cultura.

Esta (re)apresentação do Brasil ao mundo, em que o país fala de si em seus próprios termos, tem o ambicioso objetivo de equilibrar os fluxos da globalização, seja no plano simbólico, ou seja, no plano das idéias, dos valores, das imagens, seja no plano material, no que se refere ao mercado, ao comércio.

Além de estreitar os laços afetivos, culturais e políticos com a França e a Europa, o Brasil procura, com a ?saison?, estimular a demanda por bens culturais (e outros bens) que os brasileiros produzem, de modo a elevar a exportação de nossos produtos e, assim, o impacto da cultura no desenvolvimento do país.

Também procuramos ?exportar? ao planeta, em meio ao recrudescimento de fundamentalismos variados, aquela que talvez seja a principal conquista da sociedade brasileira, presente em nossos bens culturais, que é a cultura da paz, do convívio das diferenças e da harmonia com o corpo e a natureza.

Assim é a cultura brasileira, e assim será a ?saison? que preparamos, Brasil e França, com tanto carinho: um território livre de pluralidade e tolerância, de mistura entre tradição e invenção, passado e presente, popular e erudito. Um território de diversidade e, ao mesmo tempo, de identidade.

Parabéns aos Correios. E parabéns a todos os brasileiros.

Gilberto Gil
Ministro da Cultura

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