EXPOSIÇÕES
“GOELDI – O ENCANTADOR DAS SOMBRAS"

ABERTURA: 21 de julho, às 19h
PERÍODO: : 22/7 até 5/9/2010
VISITAÇÃO: de terça a domingo, das 12h às 19h (entrada franca)
LOCAL: CENTRO CULTURAL CORREIOS – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Tel.: (21) 2253-1580
A exposição dá partida às homenagens pelo cinquentenário da morte do carioca, Oswaldo Goeldi (1895-1961). Com curadoria da sobrinha-neta Lani Goeldi, a mostra oferece ao público um amplo panorama de sua trajetória artística e pessoal. “O cunho desta mostra é apresentar, principalmente para as novas gerações, o trabalho e a poética de um dos artistas mais importantes da história da arte brasileira. Nosso objetivo é expor o máximo de obras e informações: muito material inédito iconográfico e documental catalogado e restaurado pelo Projeto Goeldi em parceria com a Associação Oswaldo Goeldi”, destaca Lani.
“Goeldi - o Encantador das Sombras”, segundo a curadora, é uma das maiores mostras já realizadas sobre o artista. Reúne cerca de 120 obras, entre gravuras e desenhos, além de livros, ilustrações, estudos, registros e dois vídeos: um realizado pela artista Lygia Pape e outro produzido pelo cineasta Allan Ribeiro com depoimentos de Anna Letycia, Darel Valença Lins, Noemi Ribeiro, Rubem Grillo e Adir Botelho. A mostra conta ainda com uma cronologia ilustrada. Também será remontado seu atelier com objetos pessoais e ferramentas usadas em seu dia-a-dia. Na montagem, recursos de cor, som e iluminação acentuam as características dos trabalhos num clima lúdico e intenso. Na trilha sonora, clássicos de Vivaldi dão um ar intimista ao ambiente.
Oswaldo Goeldi é mundialmente venerado no meio artístico e suas obras são matérias de referência no campo da gravura. Além de grande xilogravurista, desenhista,ilustrador e professor, Goeldi era admirado por sua personalidade marcante e sua atividade de professor. Entre seus discípulos estão Lívio Abramo, Samico, Newton Cavalcanti, Darel Valença Lins e Anna Letycia. Foi o responsável por todo um trabalho de formação de gravuristas em madeira no Brasil no século 20. Uma de suas discípulas, Anna Letycia, exaltava suas qualidades em aula: “Goeldi era um professor completo. O professor que ensina só a técnica é apenas um bom artesão. O bom artista, que é professor, dá um pouco mais do que técnica.”
Embora tivesse um temperamento reservado, procurava estar sempre ao lado de amigos como Iberê Camargo, Carlos Scliar, Anibal Machado, Portinari, Bandeira de Mello, Carlos Drummond de Andrade e Di Cavalcanti. Era avesso a modismos e econômico nas palavras. Em 1957, em entrevista a Ferreira Gullar para o Jornal do Brasil, declarou: “(...) Fala-se muito hoje em inovações, em abrir caminhos, etc...Mas não se deve confundir experimentos técnicos com a verdadeira inovação. Todo artista realmente criador inova, e isso porque ele amplia seus meios técnicos na proporção de suas necessidades de expressão. Só essa inovação é legítima – a inovação que é ditada por uma necessidade interior. Inovar por inovar não tem sentido. Sei de artistas que passaram a vida toda inovando e não puderam fazer mais que inovações (...)”
“TRAQUITRAMAS” - JOSÉ ANTONIO DE LIMA – INSTALAÇÃO

ABERTURA: 28 de julho, às 19h
PERÍODO: 29/7 até 5/9/2010
VISITAÇÃO: de terça a domingo, das 12h às 19h (entrada franca).
LOCAL: CENTRO CULTURAL CORREIOS – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de Janeiro/RJ – Tel.: (21) 2253-1580
A exposição do artista plástico paranaense José Antonio de Lima reúne objetos de produção recente, que gravitam em torno da instalação “Tramas”, confeccionada por tecidos costurados com cordas e fios de nylon, estruturadas com ferro. Os objetos, ou “traquitanas”, que complementam a exposição, passaram a se denominar “traquitramas”, por serem variantes e girarem em torno da instalação “Tramas”.
A mostra “Tramas” já foi apresentada em espaços internacionais como o Hyogo Prefectual Museum of Art, da cidade de Kobe, capital da província de Hyogo, no Japão, em 2008, em uma parceria com o Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba-PR. Foi exposta, ainda, em Estocolmo, Suécia (2007) e na Finlândia (2010); além do Memorial de Curitiba e do Museu de Arte Contemporânea, de Joinville (SC), em 2007.
O artista explica que o ponto de partida para as “Tramas”, são obras iniciadas no período de 2001-2002, chamadas de Catedrais Espaciais e realizadas a partir de estruturas de metal retorcido, de forma mais ou menos circular, recobertas por pedaços de tecido cru, amarrado e esticado. “As Catedrais ainda tinham o caráter de uma escultura tradicional, no sentido de constituírem um núcleo estrutural ao redor do qual o espectador transitava para descobrir seus vários ângulos e formas. Nas Tramas, esse núcleo desapareceu. A obra, então, cresceu em todas as direções, sendo formada por várias peças construídas apenas com corda e tecido esticados, ligadas entre si e à estrutura do espaço em que se inserem”, descreve.
Para o crítico de arte e professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Fabrício Vaz Nunes, “a obra de José Antonio é marcada pela evocação da ação humana e da passagem do tempo sobre materiais crus e rudes, em que elementos como texturas, cores, densidades e resistências tornam-se pontos de partida para a sua poética”. Ele destaca que “ação do artista cria, a partir da matéria bruta, objetos que parecem querer retornar ao estado de natureza, envelhecidos e degradados ou mesmo semelhantes aos objetos naturais; mas trata-se, sempre, de uma construção cenográfica, ilusória”.
Vaz Nunes, que foi curador da exibição de “Tramas” em mais de uma ocasião, acrescenta que se trata de uma obra que se realiza em direta articulação com o ambiente arquitetônico, qualificando-o como um espaço fictício e ilusório, tornando-se parte de uma obra que é feita para ser vivida, percorrida pelo olhar e também pelo corpo do espectador. A multiplicidade dos módulos e as várias possibilidades de articulação entre as peças criam assim uma obra “mole”, em que cada montagem é diferente da anterior: A Tramas são como um organismo que se adapta de forma diversa a cada ambiente, gerando, propriamente, todo um espaço configurado pela ação artística. Assim, a instalação aumenta, diminui, cresce ou encolhe em altura e largura, de acordo com o espaço onde é apresentada.
TEATRO
TUDO QUE EU QUERIA TE DIZER
“O que você sempre quis dizer a alguém – e nunca teve coragem?”
ESTREIA: 2 de setembro, às 19h
TEMPORADA: de 3/9 a 24/10/2010 - quinta a domingo às 19h
LOCAL: CENTRO CULTURAL CORREIOS – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de
Janeiro/RJ – Tel.: (21) 2253-1580
INGRESSOS: R$ 20,00 – Meia Entrada R$ 10,00
DURAÇÃO: 60 minutos
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 anos
Com mais de 100 mil exemplares vendidos, o livro “Tudo que eu queria te dizer”, de Martha Medeiros, ganha versão para os palcos, em montagem estrelada por Ana Beatriz Nogueira - que comemora 25 anos de carreira - com direção de Victor Garcia Peralta e trilha sonora composta por Gabriel Mesquita.
A comunicação estabelecida por meio de cartas, em tempos atuais, é algo quase extinto. Surpreendentes e diversos são os motivos que ainda hoje nos fazem receber em nossas caixas de correio um envelope selado e carimbado que nos destine algo além de cobranças e propagandas. A reflexão e os estímulos à comunicação por cartas manuscritas compõem o espetáculo Tudo que eu queria te dizer.
Algumas das cartas que Martha Medeiros publicou em seu livro são o mote do espetáculo. Seis cartas que não estão relacionadas umas com as outras, que iniciam e encerram-se em si mesmas. Segundo Ana Beatriz Nogueira, em cena, o público acompanha as entradas e saídas de cada personagem, o relato de pessoas que nunca se viram e nem vivem na mesmo cidade, mas que possuem em comum o fato de carregarem uma bagagem muito parecida, constituída por dores de cotovelo, mágoas, medos, a vontade de mudar de vida...
“Neste trabalho eu tenho a oportunidade de dar voz e corpo a essas personagens, como diz a Martha, a essas loucuras domesticadas que às vezes se rebelam. Interpretar cartas? Terreno novo para mim. Novo e adorável! Tem sido um grande e prazeroso exercício, que chamo de stand up book, o nosso livro em pé”, afirma a atriz.