Sobre o Centro

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro está localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no centro da cidade. Integra o Corredor Cultural, tendo como vizinhos a Casa França Brasil, ao lado, e o Centro Cultural do Banco do Brasil, defronte.

Mais sobre o centro
O imóvel foi inaugurado em 1922. As linhas arquitetônicas da fachada, em estilo eclético, caracterizam o prédio do início do século, construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro. Mas isto não ocorreu e o prédio foi utilizado, por mais de 50 anos, para funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios. Na década de 80, o imóvel foi desativado para reformas, sendo reaberto em 2 de junho de 1992, parcialmente restaurado, para receber a "Exposição Ecológica 92", evento integrante do calendário da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - RIO 92.

A inauguração oficial do Centro Cultural Correios aconteceu em agosto do ano seguinte, com a Exposição Mundial de Filatelia - Brasiliana 93. Desde então, o Centro Cultural Correios vem marcando a presença da instituição na cidade com promoção de eventos em áreas diversas, como teatro, vídeo, música, artes plásticas, cinema e demais atividades voltadas à integração da população carioca com formas variadas de expressão artística.

Suas instalações, adequadas à realização de diversificada programação, ocupam integralmente os 3.480m2 da área do prédio. O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro é dotado de três pavimentos interligados por um elevador, também do início do século, de onde se pode ter uma visão panorâmica de todo o ambiente interno.

No andar térreo, está localizado o Teatro com 320 m² e capacidade para 200 pessoas.

Também no térreo há uma Galeria de Arte para pequenas mostras. No segundo e terceiro pavimentos, estão localizadas dez salas de exposições, com infra-estrutura e iluminação propícia a eventos de grande porte.

Ao fundo da Galeria de Arte está localizada a Agência JK, que oferece os serviços de Correios e de conveniência, com funcionamento de terça-feira a domingo, do meio-dia às 19 horas.

O Centro Cultural Correios dispõe também de um Bistrô, que funciona durante o horário de realização dos eventos.

A Praça dos Correios - uma área aproximada de 1,3 mil m² ao ar livre, com espelho d'água e suporte de uma concha acústica, que pode receber um público numeroso para eventos a céu aberto.

O Centro Cultural Correios, em média anual, recebe um público 400 mil visitantes e promove cerca de 50 eventos, com atrações variadas de teatro, música, dança, cinema e vídeo, além das exposições de diversos tipos de arte.

Confira as plantas baixas do Centro Cultural Correios no Rio de Janeiro



Programação

EXPOSIÇÕES


 

Fleesh – show ‘Across the Sea’”



Nessa apresentação o recém lançado álbum no CaRIOca ProgFestival, “Across the Sea” na íntegra junto com outras faixas de seus CDs anteriores para o seu público presente.

 Fleesh é um projeto de rock com influências de rock progressivo formado por Celo Oliveira e Gabby Vessoni em 2014.  O duo possui 5 discos lançados, sendo 3 autorais (“My Real Life” - 2015, “What I Found” - 2017 e “Across the Sea” - 2019) e 2 discos de tributo (“The Next Hemisphere - um tributo ao Rush” - 2017 e “Script for a New Season - um tributo ao Marillion” - 2018).

 Desde pequena, Gabby costumava ouvir muita música (rock no geral) em casa e isso foi uma de suas maiores influências na música. Seu pai sempre colocava álbums de bandas como Pink Floyd, AC/DC, Rush, etc. Com 11 anos iniciou suas aulas de teclado e aos 15 anos iniciou seus estudos de canto.

 Celo iniciou seu caminho na música desde muito cedo. Ganhou sua primeira guitarra aos 15 anos e já tinha sua primeira banda, aos 18 já trabalhava com música. Durante todo esse percurso, sempre quis fazer música autoral, criando e fazendo parte de diversos projetos como Mandril, Hydria, Unfaith, Chronicode, entre outros.

 Desde que se conheceram em 2011, Celo e Gabby já eram envolvidos com música e decidiram formar o Fleesh, cujo nome não tem um significado específico, foi inventado para ser somente o nome do projeto. No final de 2013 começaram a compor algumas músicas e daí surgiu seu primeiro álbum, o “My Real Life” que foi lançado em 2015, com um som bem menos progressivo do que seus sucessores.

 Desde então, Fleesh também vem ganhando público fora do Brasil pelas releituras de grandes clássicos do rock e do rock progressivo mundial (Marillion, Rush, Renaissance, Genesis, Toto, Scorpions, etc) lançadas em seu canal no YouTube. Com versões sendo compartilhadas por alguns artistas das próprias bandas, como Renaissance, ToTo, Steve Hackett, etc.

 Com o lançamento de seu segundo álbum autoral “What I Found”, Fleesh mostrou mais ainda suas influências de rock progressivo, como podem ser ouvidas em músicas como Frankenstein (o primeiro single do álbum), Time Lapse, entre outras. O disco foi muito bem aceito pelo seu público que gostou bastante das influências da banda agora mais aplicadas nas músicas e ajudou a banda em uma campanha de crowdfunding para fazer a prensagem deste disco junto com seu tributo ao Rush “The Next Hemisphere”.

 Já em seu novo disco, o projeto decidiu explorar um lado um pouco mais sombrio em suas músicas. “Across the Sea”, o terceiro álbum da banda, é um disco conceitual que tenta retratar os estágios da depressão. Problema muito recorrente nos dias atuais e muito recorrente na vida de pessoas muito próximas do duo.

             “Nesse álbum, não queremos expor nenhum tipo de mensagem positiva ou de autoajuda, esse é um disco para mostrar a o que as pessoas sentem e alertar as pessoas em volta que acham que tudo isso é frescura”.

 O disco também foi bem aceito por seu público que mais uma vez ajudou a banda a prensar o disco junto com o álbum de tributo ao Marillion (Script for a New Season).

 Atualmente, Fleesh ingressa aos palcos contando também com a participação de mais dois músicos: Leo Peccatu (bateria) e Rodrigo Zacconi (baixo). Tocando seu novo álbum “Across the Sea” na íntegra junto com outras faixas de seus CDs

 Links para acesso à carreira do Fleesh

 

Site Oficial: https://www.fleeshofficial.com/

YouTube: https://www.youtube.com/fleeshofficial

Facebook: https://www.facebook.com/fleeshofficial

Bandcamp: https://fleesh.bandcamp.com/

Soundcloud: https://soundcloud.com/fleeshofficial

Twitter: https://twitter.com/fleeshofficial

Patreon: https://www.patreon.com/fleesh

Serviço:
Show: “Fleesh – show ‘Across the Sea’”

Data: 07 de dezembro de 2019 – sexta feira
Horário: 19h
Ingressos: R$30 inteira – R$15 meia (bilheteria no local)
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

 

 Anomia

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Sobre o artista

Há mais de 15 anos Lícius produz trabalhos no campo da pintura e da fotografia, investigando a natureza da imagem e do diálogo híbrido entre essas duas linguagens, desenvolvendo pesquisa poética direcionada à representação do corpo e sua conexão com a Pós-modernidade.

Lícius Bossolan é graduado em Pintura e Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Atua como professor do quadro permanente no Curso de Pintura da UFRJ desde 2010. No momento está como coordenador do Curso de Graduação em Pintura da Escola de Belas Artes da UFRJ. O artista é natural da França (1973), nacionalizado brasileiro e reside atualmente em Petrópolis-RJ.

CONTATOS:

Instagram: liciusbossolan
https://www.instagram.com/liciusbossolan/
Email. liciusbossolan@gmail.com
Cel/whatsapp. (21) 96590 4929

SOBRE A EXPOSIÇÃO ANOMIA

Essa é a segunda individual de Lícius Bossolan no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro, onde em 1999 o artista se apresentou com a exposição Sociedade-identidade.

Nessa exposição individual Lícius exibirá sua produção mais recente: a série de pinturas a óleo intitulada ANOMIA. Nesses trabalhos figurativos o artista estabelece uma nova abordagem da ‘atmosfera do silêncio’, inicialmente tratada por ele em ambientes urbanos e cotidianos. Bossolan trabalha a pintura da figura humana e pensa a pose utilizando-se do conceito ‘anomia’, estabelecido pelo sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917) e posteriormente lapidado pelo antropólogo francês Jean Duvignaud (1921-2007). Segundo tais autores, anomia é um estado de desregramento, de grande agitação e desequilíbrio vivenciado pelas sociedades em períodos de transformação e de reestruturação dos seus limites morais. Pensando no momento atual, o artista dá vazão a essa poética através de retratos em que a teatralização do indivíduo traz à tona esse sentimento, muito conectado ao sistema socioeconômico contemporâneo. Importante ressaltar que os trabalhos exibidos são também fruto da pesquisa que Lícius Bossolan desenvolve na Universidade Federal do Rio de Janeiro junto a seu grupo de pesquisa, intitulado “O corpo como poética na pintura contemporânea”, cujo trabalho vem sendo exibido em diversos espaços culturais desde 2016.

Nessa exposição o artista privilegia a pintura de retrato, evocando o tema da anomia e instigando o observador a imergir no mesmo tempo suspenso dos retratados. Com isso, a necessária reflexão que permeia cada detalhe de seu criterioso e elaborado trabalho pictórico poderá ser realizada no silêncio e quase penumbra da sala de exposição, em um projeto expositivo que traz à tona o clima que as pinturas pedem e evocam.

Palavras chave: arte pintura fotografia imagem corpo poética contemporâneo identidade anomia melancolia

Entre as principais exposições de Lícius Bossolan podemos citar:

2019 – ORIENTAÇÕES, Pintura e gravura Contemporâneas / Escola de Belas Artes da UFRJ / Centro Cultural dos Correios (Centro - Rio de Janeiro / RJ), Brasil.

2018 – Novos Olhares Petrópolis – coletiva parte do Festival de Inverno / Palácio Quitandinha. (Petrópolis-RJ).

2018 - Escola de Belas Artes 200 anos: Docência, pesquisa, multiplicidade nos cursos de Pintura e Gravura – Centro Cultural Light - Grande Galeria (Centro - Rio de Janeiro / RJ), Brasil.

2018 - 22st ART Innsbruck January 2018 (representado pela Galerie Augustin – Viena) –Innsbruck, Áustria.

2017 - O Corpo como poética na pintura contemporânea – Centro Cultural dos Correios (Centro - Rio de Janeiro / RJ), Brasil.

2016 - 21st ART Innsbruck 2016 (representado pela Galerie Augustin – Viena) – Innsbruck, Áustria.

2016 - ARTE POSTAL entre poéticas da percepção – Centro Cultural dos Correios (Centro - Rio de Janeiro / RJ), Brasil.

2013 - Pintura em quatro vias – Galeria Gotlib (Shopping Cassino Atlântico, Copacabana – Rio de Janeiro), Brasil.

2008 - Pinturas – Galeria 8 Rosas (Jardim Paulistano, São Paulo – SP), Curadoria Eduardo Muniz.

2004 - Estado de existência – Conjunto Cultural da Caixa (Centro - Rio de Janeiro / RJ), Brasil.

2000 - Testemunho urbano – Centro Cultural Candido Mendes (Centro - Rio de Janeiro / RJ), Brasil.

1999 - Sociedade-identidade – Centro Cultural dos Correios (Centro - Rio de Janeiro / RJ), Brasil.

Atualmente Lícius Bossolan expõe quadros na Galerie Augustin (Viena - Áustria): http://www.galerie-augustin.com/de/wien-lugeck-licius-bossolan.html

Serviço:
Exposição: “Anomia”

Abertura: 04 de dezembro de 2019, às 19h
Visitação: de 05 de dezembro de 2019 a 26 de janeiro de 2020
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

Fluvius

 

 

A exposição “FLUVIUS” reúne mais de 50 trabalhos da artista entre

pinturas, digigrafias e instalações

Abertura 3 de dezembro

O Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro, apresenta, de 3 de dezembro de 2019 a 26 de janeiro de 2020 a exposição “FLUVIUS”, de Paula Klien, com curadoria de Denise Mattar. A mostra reúne mais de 50 trabalhos recentes da artista cuja produção se caracteriza pela utilização incomum do nanquim.

“FLUVIUS” exibe um conjunto das novas pesquisas de Paula Klien ao lado de algumas obras produzidas anteriormente. São pinturas, digigrafias e um vídeo performance da artista pintando telas e papéis dentro de um rio. Além disso, “Fluvius” apresenta duas exuberantes raízes que segundo a artista “servem para proteger o rio das erosões e segurar a terra, evitando que o rio seja soterrado, deixando a água fluir”. “Simbioticamente unidas, águas e raízes refletem bem esse momento do trabalho de Paula Klien, instável, sutil e delicado, mas também denso, intenso e profundo. São as águas mansas de um rio turbulento”,  complementa Denise Mattar curadora da exposição.

As pinturas expressivas que brotam do mergulho de Paula Klien no seu mundo interior, mantém a espontaneidade do gesto que as criou, produzindo uma variação monocromática de extrema riqueza. Mais do que a presença material da tinta, o que está em curso é a intimidade imersiva da artista revelando a verdade universal da relação de cada homem consigo mesmo, do eu confrontado com a luta entre a constância e a impermanência, e a transcendência metafísica necessária para absorver o axioma irrefutável do “continuum” do universo, do planeta, do ser humano - e o contraste com a complexa vida que construímos baseados na ilusão da permanência.

Por esse substrato, o trabalho de Paula Klien, classificado em princípio, como expressionismo abstrato, na senda de artistas como Hans Hartung ou Soulages, se revela na verdade muito mais próximo de Gao Xingjian, ou Zeng Chongbin, artistas contemporâneos chineses que hoje impressionam o circuito internacional. Exatamente por atingir essa mesma essência, que hoje fascina o Ocidente, seu trabalho teve imediata aceitação na Europa, desdobrando-se num intenso período de exposições. Não por acaso foi a única artista brasileira convidada a participar da mostra Pincel Oriental, no Centro Cultural Correios-RJ, em 2018.

Desde 2017 a artista vem realizando exposições no exterior. Entre elas, na AquabitArt Gallery, no Deustsche Bank e na Positions Art Fair em Berlim. Solo Booth organizado pela Saatchi Art Gallery em Londres e na ArtBA em Buenos Aires. No Brasil, além da participação em mostras e feiras, realizou a individual “Extremos Líquidos” na Casa de Cultura Laura Alvim, com curadoria de Marcus Lontra.

 PAULA KLIEN POR DENISE MATTAR

 FLUVIUS – Águas mansas de um rio turbulento

 Paula Klien revelou seu interesse pelas artes visuais desde cedo, e surpreendia a família com a acuidade de seus retratos. Jovem adulta, fez cursos livres no Parque Lage, estudou história da arte, mas também se deteve na música e na dança. A intensidade inerente à sua personalidade fez com que cada uma dessas águas fosse bebida com sofreguidão, num mergulho vertical nessas fontes. A partir da década de 2000 ela integrou todos esses conhecimentos a serviço da fotografia. Realizou campanhas e editorais de moda, que se caracterizaram pela excelência técnica, pela dinâmica perfeita entre modelo e roupa, mas tudo criado a partir de um olhar inusitado, de um certo desafio às convenções, permeado de humor inteligente. Dentro desse espírito apresentou em 2007 a exposição “Gatos e Sapatos”, uma sátira aos homens, revelando alguns de seus defeitos específicos, especialmente aqueles que incomodam as mulheres.

 Em 2010, se debruçou sobre outro ângulo do universo masculino no livro “It’s Raining Men”. Sensualidade, descontração e novamente o humor, deram ao conjunto das fotos uma unidade imanente ao processo de trabalho da artista, uma herança das relações estabelecidas entre fotografados e fotógrafa. Na exposição “Edible”, 2012, Paula reuniu homens e mulheres, famosos e não famosos, sob o desafio: “Você tem fome de quê?”. O resultado surpreende pela multiplicidade de situações inusitadas criadas a partir da junção improvável entre elementos simples como peixes, bolas de sabão ou guimbas de cigarro, e o despojamento de corpos desnudados, sem couraças, totalmente desprotegidos no confronto com suas próprias escolhas.

 Seu último livro de fotografias, lançado em 2014, tem o sugestivo título de “Pessoas me interessam”. Na abordagem proposta pela artista a atitude dos fotografados era o foco, o ponto de partida que determinava o caminho do ensaio e de sua edição. Em texto para a publicação, Alexandre Murucci observa “a qualidade e o refinamento das fotos e a retomada da investigação das possibilidades sociológicas e estéticas do portrait como testemunho de uma época”. Marcus Lontra, no mesmo livro fala sobre a “transcendência e a poesia que supera o limite do real e se afirma no território das coisas misteriosas e belas”.

 Um outro olhar sobre a produção fotográfica de Paula Klien, mostra que, paralelamente à dissecação da personalidade dos modelos, que ela exerce de forma gentilmente contundente, há um contínuo exercício do corpo como paisagem: extensas superfícies de pele, cascatas de cabelos, dorsos arqueados como montanhas. Há ainda uma explícita preferência pela bicromia, o preto e branco, que, excluindo a cor, adensa a mensagem, intensifica a forma, concentra o olhar.

 Esses elementos prenunciam uma necessidade interior que irá se tornar um imperativo em 2016: a busca do silêncio e da introspeção. Num retorno às artes plásticas Paula fez uma residência na escola de artes visuais Kunstgut, em Berlim. Produziu pouco na oficina, mas achou um caminho. O encontro com a tinta nanquim foi uma descoberta, um divisor de águas, e nunca a expressão foi tão literalmente adequada para o processo que Paula viria a desenvolver no Brasil.

 Originário da China e usado há mais de dois mil anos em caligrafia e pintura, o nanquim é uma tinta que oferece ao artista infinitas possibilidades. É possível prepará-lo em várias consistências dependendo da quantidade de água utilizada; desde uma tinta espessa, profunda e brilhante até uma tinta fina, viva e translúcida. Apenas com o nanquim e a aguada, é possível criar um equilíbrio rítmico entre brilho e escuridão, densidade e luminosidade, e criar a impressão de peso e cor.

 Segundo o historiador de arte Lin Ci, a pintura tradicional chinesa era praticada por altos funcionários do palácio, pois o ato de pintar à mão livre trazia conforto aos seus corações, distanciando-os dos ditames da intricada política real da corte imperial. Podemos dizer que, em outro diapasão, foi exatamente esse o chamado que a artista sentiu com a pintura a nanquim - o desafio de mergulhar no seu turbilhão interior e dele extrair a calma.

 De um só fôlego Paula cria um método próprio para viver essa experiência purificadora. Num primeiro momento ela encharca de água grandes superfícies, a seguir esparge, contida e cuidadosamente, o nanquim, desencadeando o processo mágico de absorção da tinta, sutil e variável, diverso na tela e no papel. Quando tudo parece se estabilizar, novas aguadas fluem sobre as formas, como limpeza, como depuração, como enxague: “Lavo água preta”, diz a artista.

 As pinturas expressivas que brotam do mergulho de Paula Klien no seu mundo interior, mantém a espontaneidade do gesto que as criou, produzindo uma variação monocromática de extrema riqueza. Os tons do nanquim ora absorvem, ora emitem luz, vão do preto denso ao negro texturizado, dos cinzas sutis ao branco radiante, e, como as águas dos rios, fluem impregnados de quase imperceptíveis nuances de terra e céu, de marrom e azul. Mais do que a presença material da tinta, o que está em curso é a intimidade imersiva da artista revelando a verdade universal da relação de cada homem consigo mesmo, do eu confrontado com a luta entre a constância e a impermanência, e a transcendência metafísica necessária para absorver o axioma irrefutável do “continuum” do universo, do planeta, do ser humano - e o contraste com a complexa vida que construímos baseados na ilusão da permanência.

 Por esse substrato, o trabalho de Paula Klien, classificado em princípio, como expressionismo abstrato, na senda de artistas como Hans Hartung ou Soulages, se revela na verdade muito mais próximo de Gao Xingjian, ou Zeng Chongbin, artistas contemporâneos chineses que hoje impressionam o circuito internacional. Exatamente por atingir essa mesma essência, que hoje fascina o Ocidente, seu trabalho teve imediata aceitação na Europa, desdobrando-se num intenso período de exposições. Não por acaso foi a única artista brasileira convidada a participar da mostra Pincel Oriental, no Centro Cultural Correios-RJ, em 2018.

 Retomando seu trabalho no ateliê, em 2019, Paula Klien viu surgir um desdobramento sutil em seu processo. Na sua produção anterior não se detectava nenhum código visual, nem a mais mínima referência imagética, e a fruição se completava inteiramente na imaginação do espectador. Nos novos trabalhos, entretanto, linhas quase retas cortam o campo pictórico, indicam pistas, abrem estradas, insinuam caminhos. Seriam pontes? Caminhos seguros, que se erguem sobre os rios e nos deixam conviver a salvo da inconstância e a impermanência da água – como metáforas do enfrentamento do medo. E, de fato, a obra recente de Paula Klien flui mais clara, mais aberta, mais viva.

 Outra vertente que aparece nessa nova produção são as digigrafias, um processo contemporâneo da gravura. Esse trabalho parte de um desenho a nanquim, que é escaneado e a seguir manipulado digitalmente, o que permite inúmeras interferências sobre a obra original. Após essa manipulação é realizada a impressão com uma tiragem determinada pelo artista. Nas obras de Paula essa técnica abriu a possibilidade de integração de um amplo repertório de referências que ela fotografou durante anos, detalhes de brilhos e sombras, texturas de galhos e lãs. Dobradas sobre si mesmas as imagens iniciais são duplicadas e espelhadas criando miragens caleidoscópicas, visões que parecem emergir do inconsciente e pedir por interpretações, suscitando analogias com o projetivo teste de Rorschach.

 A exposição Fluvius reúne um conjunto das novas pesquisas de Paula Klien, ao lado de algumas obras produzidas anteriormente. Um vídeo, especialmente realizado para a mostra, deslinda o processo de trabalho da artista, deixando entrever as possibilidades performáticas subjacentes ao caráter coreográfico que permeia seu processo gestual.

A presença hierática de duas exuberantes raízes na exposição, que poderia parecer um mistério em meio a tantas águas, é assim elucidada pela artista, “as raízes protegem o rio das erosões, elas seguram a terra evitando que o rio seja soterrado; sou raiz, daquelas bem profundas, espalhadas, emaranhadas, enroladas, retorcidas e enroscadas, as que mais servem para manter a terra firme - e que deixam a água fluir”.

 Simbioticamente unidas, águas e raízes refletem bem esse momento do trabalho de Paula Klien, instável, sutil e delicado, mas também denso, intenso e profundo. São as águas mansas de um rio turbulento.

Denise Mattar
Curadora

Serviço:
Exposição: “Fluvius”

Abertura: 04 de dezembro de 2019, às 19h
Visitação: de 05 de dezembro de 2019 a 26 de janeiro de 2020
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

Diversidade e Contaminação


APRESENTAÇÃO

 La Tartaglia Arte foi fundada em 1950 como um estúdio de pintura pelo artista Piero Tartaglia, então conhecido como Pierry. Depois de alguns anos, criou um ponto de referência e encontro cultural com outros artistas e jovens talentos que, sob a orientação do Mestre, cada um elaborou seu estilo pessoal. Os jovens talentos da época são hoje chamados artistas. A paixão avassaladora de Tartaglia, pela expressão pictórica com explosões de cor pura, com contrastes violentos que tornam a tela viva, dando vida à Escola do Disgregacionismo Posteriormente, o artista fundou as Galerias para a exposição permanente de seus trabalhos e de seus alunos, que são dirigidos por seu filho Riccardo. O amor pela arte e uma visão cultural ampla são as peculiaridades deste grande artista e representam sua herança moral e espiritual, herança dignamente coletada por seu filho Riccardo que hoje continua com o mesmo amor e grande tenacidade a propagação de arte criando eventos também internacionalmente, em vários países internacionais

OBJETIVO

 A peculiaridade da exposição como o título “Diversidade e Contaminação” é representada por dois artistas de diferentes países, Itália e Brasil, diferentes culturas, trabalhos com diferentes estilos e técnicas, a palavra contaminação porque, não só a presença em ambos os espaços dedicados a cada artista, mas será criada uma única obra original, especialmente para a exposição, com cada um o seu estilo, trabalhadas por ambos os artistas isto é uma obra a 4 mãos. Cada artista será livre e sem restrições para representar suas pinturas, esculturas e instalações para uma quantidade de mais ou menos 40 obras para cada artista, na primeira sala n.1 do segundo andar será dedicado exclusivamente ao artista Eusebi, mas com a presença (contaminação) de algumas Obras / instalações escultóricas do artista Amaral, enquanto na sala 2 sempre do segundo andar será dedicada exclusivamente ao artista Amaral mas com a contaminação de uma algumas esculturas / instalações de Eusebi.

 ARTISTAS

Renzo Eusebi
Renzo Eusebi nasceu em Patrignone di Montalto Marche (Italia) em 18/04/1946, completou seus estudos artísticos em Roma e ensinou arte por vinte anos, dos anos 70 até o presente expôs seus trabalhos em mais de 160 exposições individuais e coletivas.

Seus itinerários artísticos vão desde as cidades italianas mais importantes até as cidades européias, americanas e sul-americanas. As feiras internacionais de arte contemporânea moderna são muitas desde a Basiléia nos anos 80, passando por Nova York, Chicago, Los Angeles, Tóquio, Bolonha, São Francisco, Filadélfia, Atlanta, Dallas, Gant, Pádua, Verona e por último. Feira de Arte Hangzhou (China).

Na década de 1990, ele foi membro fundador do Transvisionismo e, mais tarde, do G.A.D. Grupo de Aniconismo Dialético Giorgio di Genova.

Serviço:
Exposição: “Diversidade e Contaminação”

Abertura: 04 de dezembro de 2019, às 19h
Visitação: de 05 de dezembro de 2019 a 26 de janeiro de 2020
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

MUSAL – Um Voo na História 

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Em parceria com Centro Cultural Correios, o Museu Aeroespacial apresentará a exposição “MUSAL – Um Voo na História”, enfatizando o trabalho desenvolvido pelo Museu na preservação  e divulgação da memória aeronáutica nacional, por intermédio de suas coleções.

Com a curadoria da museóloga Amanda Marques, a exposição terá como destaque a exibição inédita das aeronaves Curtiss P-40N “Warhawk”, Cessna L19E “Bird Dog” e o helicóptero Bell H-13H “Sioux”, complementada com texto e imagens, além de destacar a importância do seu conjunto arquitetônico o qual o MUSAL pertence, no estilo Missões, em alusão ao Ano Mundial da Arquitetura, que será comemorando em 2020.

Em parceria com Centro Cultural Correios, o Museu Aeroespacial apresentará a exposição “MUSAL – Um Voo na História”, enfatizando o trabalho desenvolvido pelo Museu na preservação  e divulgação da memória aeronáutica nacional, por intermédio de suas coleções.

Com a curadoria da museóloga Amanda Marques, a exposição terá como destaque a exibição inédita das aeronaves Curtiss P-40N “Warhawk”, Cessna L19E “Bird Dog” e o helicóptero Bell H-13H “Sioux”, complementada com texto e imagens, além de destacar a importância do seu conjunto arquitetônico o qual o MUSAL pertence, no estilo Missões, em alusão ao Ano Mundial da Arquitetura, que será comemorando em 2020.

Serviço:
Exposição: “MUSAL – Um Voo na História”

Abertura: 04 de dezembro de 2019, às 19h
Visitação: de 05 de dezembro de 2019 a 19 de janeiro de 2020
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

 

Território de Pesca e Poesia



O fotógrafo Luiz Bhering apresenta seu mais novo projeto “Território de Pesca e Poesia” no Centro Cultural dos Correios – RJ, uma exposição realizada pelo Museu de Arqueologia de Itaipu, com curadoria de Mirela Araujo, museóloga do MAI e apoio Artepadilla. O artista, formado em Fotografia na City Polytechinc School of Arts and Designer de Londres e premiado na categoria Profissional do concurso Um Dia Em La Vida de Madri, agora expõe sua mais nova série de obras. Composta por 26 fotos impressas em fine art, a exposição retrata a vida da Colônia de Pescadores Z7, localizada na praia de Itaipu em Niterói e a atividade pesqueira no litoral fluminense.

 Através das redes, das pegadas na areia, dos cascos das canoas, dos barcos e das expressões no olhar de cada pescador, Luiz Bhering revela a força arrebatadora desta paisagem perdida no tempo e espaço da metrópole carioca. Se vive da pesca, mas não estamos mais falando dos caiçaras do início. São homens contemporâneos, com celulares e filhos na faculdade, que dependem, ainda, da pesca artesanal para sobreviver.

 Assim, a exposição tem como objetivo representar todo este território de pesca com a poesia de Luiz Bhering.

 Acompanhe as atividades do autor – face: luiz bhering, @luizbhering e luizbheringfoto.com

Serviço:
Exposição: “Território de Pesca e Poesia”

Abertura: 13 de novembro de 2019
Visitação: de 14 de novembro de 2019 a 19 de janeiro de 2020
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

Para Quem Se Abrem As Portas




Para quem se abrem as portas...” Poderia ser uma frase comum... Com um ponto de interrogação no final viraria uma indagação a ser decifrada... Mas trata-se do título da exposição que será aberta, no dia 6 de novembro de 2019, às 19h, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Curadoria de Marilou Winograd e texto de apresentação de Alexandre Sá.

7 artistas visuais - John Nicholson, Marco Cavalcanti, Marilou Winograd, Mário Camargo, Mark Engel, Pedro Paulo Domingues e Petrillo.

Na exposição, cerca de 40 obras – entre pinturas, aquarelas, fotografias, instalações e performances – demonstram as particularidades de cada autor, cada qual com sua linguagem. O público vai poder fazer um passeio pelas trajetórias visuais de cada artista e descobrir a relação que os trabalhos têm com a filosofia de Gaston Bachelard no livro ‘A Poética do Espaço’.

As obras ocuparão os salões laterais e a sala redonda do 3º piso.

Cada artista elegeu uma obra icônica na história da arte como referência aos seus trabalhos com a intenção de fazer uma cartografia do contemporâneo na exposição “Para quem se abrem as portas...”.

E fica uma pergunta: aquele que abre uma porta é o mesmo que a fecha?

Nas delicadas e sensuais aquarelas em papel Fabriano e telas de John Nicholson, a figura da mulher está presente em sua intimidade, na casa. Mulher delicada, em repouso ou em afazeres, sempre com sua bela e densa cabeleira em movimento, banhada por uma luz quente e intensa.

Nas obras de Pierre Bonnard (1867/1947) as portas nos quadros se abrem para o jardim, para a intimidade do casal e quase exclusivamente para a intimidade da esposa sozinha.  Embora os desenhos de Nicholson sejam muito diferentes das cenas de Bonnard, boa parte do espírito das obras dele está presente.

 

Marco Cavalcanti tem sua trajetória pautada pela formação da imagem em matéria, calcada pela pesquisa em acidentes estéticos. De sua pesquisa em pintura, apareceram os recursos que permitem criar processos criativos, que possam anular a atuação do superego no resultado final. O trabalho apresentado é uma intensa e dramática colagem de algumas dezenas de camadas transparentes obtidas pela fotografia. Do contato com o inconsciente surge o prazer e a felicidade momentânea. Prolongar essa sensação é algo inerente à postura estética do artista.

Sua obra teve como referência Arthur Clark, com o conto ‘A sentinela’, que deu origem ao filme ‘2001 - A Odisséia no Espaço de Stanley Kubrick’. 

 Marilou Winograd: “O enigma do interior e do exterior sempre me fascina, as portas fechadas me provocam, as entreabertas me intimidam, as abertas me libertam. O que está além da porta? Marilou apresenta a série ‘Mise en Abîme - InteriorExterior’, que, através de fotos/colagens impressas em  grandes sedas ou enclausuradas em pequenas caixas de espelhos, abordam limites, reconstruções, fronteiras e utopias, em um universo de portas  conceituas em movimento constante mas que em  contraponto com  a sua artista referência Francesca Woodman (1958/1981) nunca permanecerão fechadas. Francesca W. - artista jovem que se suicidou aos 22 anos e deixou uma obra imagética dramática e contundente.

A porta que Mário Camargo aborda em seus trabalhos é a entreaberta, que só permite o voyeurismo, a hesitação e à espreita. São os Muxarabis ou Jalousies, portas árabes. Neste caso específico, para quem se abrem as portas? Elas se abrem para o mundo dos Homens propriamente dito ou para o mundo da Solidão, o mundo das Mulheres.

Mário, nesta exposição, pauta seus trabalhos no artista Frank Stella. Na sua trajetória, ele demonstra que não existem portas que não possam ser abertas. Todas se abrem com vigor artístico. o que serve de referência para o caminho na arte de Mário

As pinturas digitais de Mark Engel têm como base imagens e fotografias pré-existentes. Manipulando esses artefatos culturais, ele desenvolve uma pesquisa do abstrato dentro do concreto, criando abstrações com novos significados metafóricos que refletem questões sociais, políticas e econômicas. Nesses trabalhos, Mark fez uma pesquisa e releitura contemporânea das thangkas Tibetanas, pinturas em tecido, geralmente representando uma divindade, cena ou mandala budista iconografia furiosa nas tradições mahayana e tântricas do budismo. Mark faz uma conexão desses trabalhos com a Porta do Inferno de Auguste Rodin não só através dos símbolos da morte e inferno, mas também dos conceitos inerentes de julgamento final e justiça universal.

Para Pedro Paulo Domingues, a porta que se abre, ou melhor, se entreabre é uma mental, que liga um trabalho específico ‘La Voie Humide’ de (Tunga 2014) à grande instalação apresentada na mostra ‘O Fator Psíquico no Mecanismo da Ereção’ (2008).   Eles, de certa forma, conversam entre si apesar da diferença cronológica e da pequena fresta por onde um trabalho vislumbra o outro.  Pedro Paulo ocupará a sala redonda do 3º andar

Em relação a Petrillo, as mazelas, as incongruências e a instauração do caos foi o que o motivou a realizar o link com a obra do artista francês Auguste Rodin - intitulada a Porta do Inferno. Estabeleceu um diálogo com a tragédia da Barragem de Fundão em Brumadinho/MG. Após refletir para elaboração da instalação que irá compor a mostra, criou a tensão entre o que restou das histórias e o que seria possível reconstruir – a esperança e o recomeço. A partir dessa materialidade do espaço ou até mesmo do próprio recomeço, o refazer de histórias e de páginas que foram apagadas do diário sucumbido pela lama, portais de narrativas que se foram, elaborou – a partir deste material poético – uma instalação com mil desenhos de topografias. Eles têm a intenção de redesenhar o locus geográfico interno de cada indivíduo.

Mais sobre os artistas:

John Nicholson - nasceu nos EUA no ano de 1951. Reside no Rio de Janeiro desde o ano de 1977.Durante os anos 1980-1984, 1992-1994, e 2002-2004 foi professor na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro. Nos anos 1981 até o presente, fez 38 exposições individuais no Brasil, Suíça, Alemanha, França e Mônaco. Participou de inúmeras Coletivas no Brasil, na Suíça e em Paris, e das Feiras de Arte de Genebra, Dresden, Mônaco, Zurich, Shanghai e Beijing.

Marco Cavalcanti - pintor, fotógrafo experimental e designer gráfico. Sua trajetória tem se pautado pela formação da imagem em matéria, calcada pela pesquisa em acidentes estéticos. Busca suas possibilidades estéticas no contato intencional com o inconsciente. Ao se deparar com a presença dele acontece a ordem do caos. Este fenômeno que pouco se conhece é fundamental na obra do artista, que sabe lidar com ele através de processos seletivos posteriores. Prolongar essa sensação é algo inerente a postura estética do artista.

Marilou Winograd – Cairo – Egito. Chegou ao Rio de Janeiro em 1960. Formação em Artes no Centro de Arte Contemporânea, IBA, Instituto de Belas Artes e EAV, Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro. Participa de exposições individuais, coletivas, congressos, seminários no Brasil e no exterior - 1971/2019.

É uma das curadoras do projeto Zona Oculta – entre o público e o privado, com 350 artistas mulheres - 2004/14, do projeto Acesso Arte Contemporânea com 179 artistas visuais - 2011/19. Publicou o livro ‘O silêncio do branco’, em 2004, relato visual da sua viagem a Antártica num contraponto com a sua obra. Participou de exposições no Brasil, França, Itália, Alemanha e Argentina.

Mário Camargo – artista brasileiro do Rio de Janeiro. Participou das seguintes exposições: Espaço Cultural dos Correios; Galeria de Arte IBEU ;  FCC Memorial de Curitiba; Galeria Candido Portinari em Roma; Aeroporto Jonh Kennedy, New York; XI Florence Biennale of the International Contemporany Art ; Ver[a]cidade - Centro Cultural Caixa Econômica , Rio de Janeiro; Museu Nacional de Bellas Artes Santiago do Chile.

Recebeu os seguintes prêmios de viagem:  Concurso Latino Americano de Pintura – no Chile, New York - Estados Unidos, patrocínio da Varig e Paris - Intercâmbio Cultural França / Brasil, Patrocínio Rotary Club Internacional.

Mark Engel – É um artista brasileiro-americano.  Nascido no Rio de Janeiro, mora e trabalha em Nova York.  Ele recebeu seu BFA da Parsons School of Design.  O trabalho de Mark foi apresentado em exposições coletivas e individuais desde 1993 em locais como MAR (Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil), Arte em Geral (Nova York, NY), Centro Cultural Candido Mendes (Rio de Janeiro)  , Brasil), Universidade do Norte do Texas (Denton, TX), e Austin Museum of Art (Austin, TX) entre outros.  Mark faz um extenso trabalho criativo e pioneiro com pinturas digitais a partir de 1995. Sua obra apresenta questões de abstração versus representação, práticas de arte contemporânea, história da arte, questões sociais / políticas e humor.  Seu trabalho está incluído em coleções privadas e institucionais no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.

Pedro Paulo Domingues - Nasceu no Rio de Janeiro, formou-se em Arquitetura e frequentou a Oficina de Escultura do Ingá sob a orientação de Haroldo Barroso. Recebeu os seguintes prêmios: Prêmio ICATU – residência na Cité des Arts – Paris - 1998, Prix UNESCO pour la Promotion des Arts – Paris - 1993, melhor exposição do ano realizada na Galeria do IBEU “Tempo” – 1992, 28º premiação do Instituto de Arquitetos do Brasil – melhor projeto de residência unifamiliar – 1992, Menção pela escultura ‘Objeto Escroto’ no Salão Carioca de humor – 1989. Realizou exposições individuais na Galeria Coleção de Arte, Espaço Cultural Sergio Porto, Galeria Durex, Centro Cultural São Paulo, Galeria IBEU, Paço Imperial e Projeto Macunaíma, entre outros. Participou de exposições individuais e coletivas na França, Finlândia, Alemanha e Áustria.

Petrillo – Realizou diversas individuais, entre as quais: Centro Cultural da UFMG – Belo Horizonte - MG (2002), Fundação Cultural de Blumenau-SC (2003), Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro –RJ (2003), Centro Cultural Bernardo Mascarenhas – Juiz de Fora – MG (2004), Museu Chácara D. Catarina – Cataguases – MG (2004), LANDSCAPES - Galeria Almacén – Rio de Janeiro – RJ (2004), Centro Cultural Candido Mendes – Rio de Janeiro – RJ (2005), Museu de Arte Moderna de Resende – RJ (2005), Fundação Don André Arcoverde- Valença –RJ Homenageado (2006), Centro Cultural da Justiça Federal – Rio de Janeiro –RJ (2007), Consórcio de Arte Buenos Aires - Argentina (2008), Centro Cultural Candido Mendes - Rio de Janeiro - RJ (2014) e GEOMETRIA DO LUGAR – Galeria Almacén – Rio de Janeiro - RJ (2016). Participa também de diversas coletivas.

E fica uma pergunta para todos pensarem a respeito: aquele que abre uma porta é o mesmo que a fecha?

Serviço:
Exposição: “Para Quem Se Abrem As Portas”

Abertura: 06 de novembro de 2019
Visitação: de 07 de novembro de 2019 a 05 de janeiro de 2020
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

Mameluco


O início do pensamento filosófico que influenciava a parte portuguesa da América, foi oriundo da Reforma de Marquês de Pombal a partir da ação política da Corte que se transferiu para o Rio de Janeiro.
O Brasil nasceu com ideias portuguesas calcadas na unidade indissolúvel da extensão continental. Ao mesmo tempo, solidificou-se uma unidade da língua, bem como a miscigenação racial e amalgamaram-se diversos povos e credos. É a terra do homem cordial, conforme Cassiano Ricardo.
Assim, a nossa cultura, sustentada pela força do pensamento brasileiro, vai erigindo uma sociedade livre, de múltiplas e ricas manifestações culturais e da plena convivência.
O objetivo desta exposição Mameluco é a tentativa de demonstrar que a sensibilidade artística é uma forma de conhecer a realidade nacional e traduzir simbolicamente o pensar brasileiro.
Somados ao objetivo da mostra serão realizados palestras e debates com o artista.
O objetivo desta exposição é mostrar a casa, o território, o pensar e o ser brasileiro expresso no contexto da arte.
Para substanciar o conteúdo deste projeto, será utilizada a união das artes plásticas, objetos, fotografias, artes cênicas, vídeo.

Serviço:
Exposição: “Mameluco”

Abertura: 06 de novembro de 2019
Visitação: de 07 de novembro de 2019 a 05 de janeiro de 2020
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)


Consciência


Exposição da ONU no Rio de Janeiro traz reflexão sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e o Centro Cultural Correios inauguram nesta quarta-feira (25/9) a exposição Consciência, que traz ao Rio de Janeiro ilustrações do artista peruano Ivan Ciro Palomino. Os 21 trabalhos refletem as consequências econômicas, sociais e ambientais resultantes da ação do homem sobre o planeta e dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), adotados pela Assembleia Geral da ONU há exatamente quatro anos (25 de setembro de 2015).

Realizada pela primeira vez na capital carioca, a mostra tem como objetivo provocar reflexão e conscientização sobre os desafios atualmente enfrentados pela sociedade. Em seus trabalhos, Ciro explora temas como mudanças climáticas, liberdade de expressão, educação, igualdade, dentre outros.

A obra do artista está alinhada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, metas globais que fazem parte da Agenda 2030, plano de ação adotado por todos os líderes de governos e Estados integrantes da ONU - incluindo o Brasil - para agir contra a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas tenham paz e prosperidade.

Consciência é a quarta exposição individual de Ciro e a terceira fora do Peru. Em 2018, Ciro realizou uma exposição na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, onde recebeu diversas premiações. “A arte permite construir caminhos de reflexão através da superação de fronteiras geográficas e culturais, utilizando o poder das mensagens visuais para conscientizar a sociedade”, afirma o designer gráfico.

Para o curador da mostra, Carlos Bertão, as ilustrações mostram, de forma provocativa, os grandes desafios globais. “O objetivo da exposição Consciência é instigar cada pessoa a pensar nesses desafios e como cada um deve agir para se tornar um agente de mudança, para que possamos voltar a ter a esperança de um mundo melhor”, afirma. A mostra tem patrocínio do Instituto Claro e apoio do Consulado do Peru.

O Artista - Ivan Ciro Palomino nasceu em Lima, Peru, onde é editor-chefe de infografia no Grupo E pensa. Em 2016, venceu o concurso "Um Pôster Pela Paz", organizado pela ONU, com a obra "Girando pela Paz", que integra a mostra Consciência. Ele também foi premiado nas categorias gênero e mudanças climáticas do concurso "17 Objetivos Para Transformar Nosso Mundo", organizado pela UNESCO.

Em 2018, realizou sua primeira exposição individual fora do Peru, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Apresentou 16 ilustrações com o tema "AWARENESS / CONSCIÊNCIA", refletindo sobre as consequências da guerra. Em 2019, realizou sua segunda exposição individual fora do Peru, em São Paulo, que teve como foco questões de imigração, guerra e mudança climática. Nos últimos anos, Ciro expôs coletivamente em Estados Unidos, Suíça, Áustria, Espanha, Argentina, Romênia, entre outros.

UNIC Rio – O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) integra o Secretariado da ONU e tem por missão informar a população brasileira sobre os grandes temas da ONU e divulgar as ações da Organização no país. O UNIC Rio trabalha em conjunto com variados setores da sociedade para divulgação e ensino dos temas das Nações Unidas.

 Sobre os ODS - Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) formam a principal parte da Agenda 2030, plano de ação adotado por todos os líderes de governos e Estados integrantes da ONU para agir contra a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas tenham paz e prosperidade. Esses 17 objetivos são integrados e indivisíveis, e equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental, formando um marco de resultado com metas que o mundo se comprometeu em atingir até 2030.

 Serviço:

Exposição: “Consciência”
Visitação: até 19 de janeiro de 2020
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)




Centro Cultural Rio de Janeiro


Visitação:
Centro Cultural Correios
Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Corredor Cultural
20010-976 - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: 0XX 21 2253-1580
Fax: 0XX 21 2253-1545
E-mail:

Funcionamento:
O Centro Cultural Correios recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 12 às 19h
Entrada franca.